Adelson Elias Vasconcellos
No próximo post,vamos reproduzir uma longa reportagem publicada na Revista Exame que acaba de chegar às bancas, na qual se tenta, ao menos, encontrar explicações convincentes para a queda nos lucros da Petrobrás.
Apesar do o governo anunciar nossa “auto-suficiência”, o que já comprovamos aqui ser uma grossa mentira, o fato é que o volume de produção nunca foi tão alto. Claro que a gasolina que move a maior frota de automotores no país precisa ser importada, e o petróleo nunca esteve tão caro no mercado internacional, como de 2007 para cá. Mas, por outro lado, produzimos petróleo suficiente para haver pelo menos um certo equilíbrio, e assim, manter por certo tempo os preços estabilizados no mercado interno. Então por que o lucro reduziu-se quase 20% entre 2006 e 2007?
Mais: nunca se produziu e se vendeu tantos automóveis no país como agora. Assim, é de se supor que o consumo também esteja elevado. Mas há questões que a reportagem acaba abordando com muita propriedade, e uma delas é o fato de que a estrutura de gestão da estatal brasileira acaba encorpando muito mais gordura do que outras empresas petrolíferas privadas, e isto começa a dar luz para a resposta que se busca.
Ainda nesta semana, o senhor Luiz Inácio disse que, apesar do preço internacional ter batido no nível recorde de toda a história, em US $ 110,00/barril, o preço interno dos combustíveis não iria subir. Mas questionamos se a resposta foi de natureza política ou econômica, porque muito embora estatal, existem milhares de outros acionistas aos quais a Petrobrás deve satisfação. Ninguém gosta de ver seu investimento se desvalorizar por má gestão.
A preocupação, pela perda de rentabilidade, se deve ainda e sobretudo pelo uso da companhia com um instrumento de governo, o que contraria os postulados básicos do que manda a boa administração. A estatal é uma companhia aberta, seu capital está fracionado entre milhares de acionistas, e deve ser dentro desta ótica que ela precisa ser gerida. Não é por outra razão que a estatal venezuelana, a PDVSA, por exemplo, também caiu muito no mesmo terreno. Conseqüências de um governo voltado para o próprio umbigo de seus governantes, e que redunda em jogar no ralo da incompetência estatal, um importante gerador de divisas que poderia ser carreada em proveito de todos, e não apenas de alguns.
Não estamos, por outro lado, insinuando que a Petrobrás deve ser ou não privatizada. Mas nada impede de que, mesmo sendo estatal, possa ser rentável.
No próximo post,vamos reproduzir uma longa reportagem publicada na Revista Exame que acaba de chegar às bancas, na qual se tenta, ao menos, encontrar explicações convincentes para a queda nos lucros da Petrobrás.
Apesar do o governo anunciar nossa “auto-suficiência”, o que já comprovamos aqui ser uma grossa mentira, o fato é que o volume de produção nunca foi tão alto. Claro que a gasolina que move a maior frota de automotores no país precisa ser importada, e o petróleo nunca esteve tão caro no mercado internacional, como de 2007 para cá. Mas, por outro lado, produzimos petróleo suficiente para haver pelo menos um certo equilíbrio, e assim, manter por certo tempo os preços estabilizados no mercado interno. Então por que o lucro reduziu-se quase 20% entre 2006 e 2007?
Mais: nunca se produziu e se vendeu tantos automóveis no país como agora. Assim, é de se supor que o consumo também esteja elevado. Mas há questões que a reportagem acaba abordando com muita propriedade, e uma delas é o fato de que a estrutura de gestão da estatal brasileira acaba encorpando muito mais gordura do que outras empresas petrolíferas privadas, e isto começa a dar luz para a resposta que se busca.
Ainda nesta semana, o senhor Luiz Inácio disse que, apesar do preço internacional ter batido no nível recorde de toda a história, em US $ 110,00/barril, o preço interno dos combustíveis não iria subir. Mas questionamos se a resposta foi de natureza política ou econômica, porque muito embora estatal, existem milhares de outros acionistas aos quais a Petrobrás deve satisfação. Ninguém gosta de ver seu investimento se desvalorizar por má gestão.
A preocupação, pela perda de rentabilidade, se deve ainda e sobretudo pelo uso da companhia com um instrumento de governo, o que contraria os postulados básicos do que manda a boa administração. A estatal é uma companhia aberta, seu capital está fracionado entre milhares de acionistas, e deve ser dentro desta ótica que ela precisa ser gerida. Não é por outra razão que a estatal venezuelana, a PDVSA, por exemplo, também caiu muito no mesmo terreno. Conseqüências de um governo voltado para o próprio umbigo de seus governantes, e que redunda em jogar no ralo da incompetência estatal, um importante gerador de divisas que poderia ser carreada em proveito de todos, e não apenas de alguns.
Não estamos, por outro lado, insinuando que a Petrobrás deve ser ou não privatizada. Mas nada impede de que, mesmo sendo estatal, possa ser rentável.