terça-feira, janeiro 31, 2012

USP, Cracolândia e Pinheirinho? É o método criminoso do PT fazer política.

Adelson Elias Vasconcellos.

Há como que uma verdadeira e incontida revolta dos petistas que se chama: não governar São Paulo. Os tucanos comandam a Prefeitura e o Governo Estadual paulistas há muitos anos. E este comando, dado que o povo paulista sempre os reconduz ao comando político, tem, em vários aspectos sido bem mais eficiente do que os congêneres petistas, por exemplo. Um dos saltos de qualidade se deu com Mário Covas ao sanear as finanças do governo estadual, abaixo de muita pauleira, gritaria e ações de puro vandalismo comandados pelos petistas e seus parceiros de bandidagem.

Assim, para 2012, Lula traçou como meta maior conquistar para o seu partido a Prefeitura, passo inicial para adubar o terreno com vistas a conquistar  o Palácio dos Bandeirantes em 2014. 

Para tanto, o vale tudo petista vale qualquer coisa. E, como historicamente o país inteiro conhece, a arte de fazer oposição dos petistas conta com um arsenal de picaretagem e banditismo sem limites morais, legais e até diria, humanos. Para eles, o poder é tudo, fora dele não há salvação. 

Os gaúchos, por exemplo, conhecem muito bem o baixo nível desta gente quando estão na oposição.  Olivia Dutra e Germano Rigotto, este do PMDB, esfacelaram a economia gaúcha, cuja com sequência foi colocar o estado em estagnação ao longo de anos a fio. Quando Yeda Crusius assumiu, determinou a si mesmo que entregaria não apenas um estado financeiramente saneado, mas com déficit zero. Prometeu e cumpriu. Se mais não avançou foi conta e obra da ação federal (seu governo coincidiu com o Lula Presidente), que lhe negou qualquer possibilidade de maiores conquistas. Tarso Genro, hoje governador, utilizou toda a máquina federal e sindicatos para minar ao máximo o governo, criando instabilidades políticas a todo instante por que tinha em mente ser ele o próximo governador gaúcho.

Os gaúchos, de uma certa forma, foram  até bastante ingênuos. Sabiam quem estavam escolhendo, conheciam bem as tramas urdidas por Tarso Genro e maquina federal para impedir que Yeda Crusius tivesse um minuto de sossego, pois não faltou quem alertasse para o que acontecendo e o jogo que estava sendo jogado.

Os paulistas, ao contrário, conhecendo muito bem quem são os petistas, suas tropas de choque, apesar de todas as baixarias de campanha promovidas pelo PT, apesar de toda a gritaria e o vandalismo praticado para depreciar governadores e prefeitos que não se alinhavam politicamente a eles, sempre souberam separar quem praticava política de quem promovia baderna. 

Talvez, até por conta da imensa máquina que entrou em campo para eleger Fernando Haddad, o homem que Lula impôs, de maneira arbitrária,  ao partido como candidato,  talvez eles até consigam alcançar seu objetivo de avançarem sobre a prefeitura da cidade de São Paulo. E se isto se der será muito mais por falta de unidade dos partidos que compõem a atual base que elegeu e mantém Kassab, do que pela anarquia e baderna que estejam promovendo as esquerdas. 

Dos três casos trazidos à toma para alavancar Haddad, somente a cracolândia não se dá por motivos legais. Tanto a desocupação recente da USP quanto a reintegração de posse do Pinheirinho partiram de decisões judiciais das quais o governo paulista não poderia se esquivar. Decisão judicial é para ser cumprida e ponto.

O caso USP, ou de parte dela, já é um caso crônico de pura bandidagem. Não é de hoje que as esquerdas aparelharam parte da sua estrutura humana como massa de manobra para espetáculos políticos. Transformaram um centro de conhecimento e ensino em caldeirão anárquico, tentando impedir aqueles que não se declaram na mesma corrente de ali estudarem de forma livre e democrática. 

Já na desocupação do Pinheirinho fica claro que à  PM não restava alternativa senão cumprir a ordem judicial. E fica claro também que o PSTU, esta estrovenga aventureira cavernosa, que tinha o comando político junto aos moradores do Pinheirinho negou-se em fechar um acordo, anterior à ordem de desocupação, justamente porque lhe interessava o confronto e as suas consequências. Não tiveram estas pestes nenhuma condescendência com o povo que, certamente, ficaria ao desabrigo sem ter onde morar.

Depois do fato feito, posar de vitimar e defensor dos desalojados, além de puro cinismo dos mais cretinos, é apostar que seu ideário de vandalismo e banditismo possa lhes assegurar uma cadeira no céu e milhares de votos na próxima eleição. 

Do lado petista, usou-se como vimos também a EBC, estatal de comunicação para espalhar a sordidez na forma de falsas notícias de tragédias que aconteceram apenas na mente desarranjada destes bandoleiros. E, claro, nunca deixariam faltar algum “representante” da ONU para denunciar desrespeito aos direitos humanos, não contra a Justiça que emitiu a ordem de desocupação, não contra o PSTU que se negou em firmar um acordar para impedir milhares de pessoas ao  desabrigo, não ao governo federal que poderia ter desapropriado a área e se negou em fazê-lo apostando justamente que o pior pudesse acontecer para, de forma estúpida, cruel e desumana, angariar capital político nas eleições municipais. 

E que os paulistas se preparem: isto é apenas o começo do circo que Lula e seus bandoleiros preparam para armar em favor de uma vitória de Haddad, o inepto. Então fica a pergunta: se esta turma para conquistar a prefeitura usa de todo o arsenal de baixarias e violência, difamação e banditismo, agressões (como se viu em que nem a Imprensa foi respeitada) e falsidades, merecem serem eleitos? E é será esta plataforma política de ilegalidades com que pretende vencer?  Pode ser que algum dia eles até consigam, e empregando os mesmos instrumentos criminosos de agora. Contudo, até aqui os paulistanos souberem escolher entre os políticos verdadeiros e os criminosos profissionais. Que permaneçam assim. 

Quanto a cracolândia, dizer o quê? Ora aquela gente que circulava por ali, se viciados precisavam mesmo serem tratados, mesmo contra a sua vontade. A sua doença, o vício, lhes havia roubado tudo, até a dignidade de cidadãos. Sua presença somente alimentava o lucro dos traficantes, que viam clientes líquidos e certos, tráfico este que acabava alimentando uma imensa cadeia de crimes contra os cidadãos honestos e trabalhadores e não viciados. Nunca ninguém havia tomado alguma providência contra o quadro degradante que a cracolândia representava.

É fácil para os omissos – e me refiro ao governo federal com sua superestrutura “social – criticarem a iniciativa da prefeitura paulistana e, de sobrepeso, culparem o governo do estado. Contudo, pesquisa imediata feita com a população, constatou a aprovação maciça das medidas que foram tomadas. E se da mesma forma, fosse realizada pesquisa de opinião junto aos alunos que realmente usam a USP para estudaram e alcançaram graduação superior que permita viverem melhor, num país tão absurdo como o nosso, o resultado seria o de imensa aprovação pela desocupação das dependências de bandidos políticos profissionais que lá estavam para qualquer coisa, menos estudarem. 

O que estamos vendo acontecer em São Paulo, e que acontece em qualquer cidade e estado onde o PT seja oposição, deveria servir de alerta para a população brasileira como um todo. Alerta para evitar que esta gente chegue ao poder, seja de que nível for. Porque fica claro e comprovado que, onde eles se instalam, a democracia empobrece, a corrupção se agiganta, o banditismo toma conta, e os serviços públicos se degradam.  Não creio que, para imensa maioria da população, que trabalha e é honesta, seja com esta qualidade de vida que esperam viver.  

Mas a virulência e o emprego de métodos de puro terrorismo não deixarão o paulistano em paz  até o final das eleições municipais. Não apenas os militantes do partido aliados aos esdrúxulos PSTU e PC do B, contando com  a sempre fiel parceria de sindicatos e centrais sindicais, além do uso descomunal da  máquina federal que se empenhará a fundo, enfim, toda este batalhão de choque moverão céus, montanhas e até o inferno se necessário para derrubar o PSDB agora da Prefeitura e, mais além, em 2014, do governo estadual. Os métodos são criminosos por excelência e eles juram que é por uma “boa causa” ... para eles, não para os paulistas e paulistanos, é claro.

Contudo, a patifaria das esquerdas em São Paulo envolve ainda outros capítulos, muitos outros capítulos.