sexta-feira, novembro 10, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Diretores da Vale criticam burocracia regulatória
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Da FolhaNews
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O diretor de Finanças de Companhia Vale do Rio Doce, Fabio Barbosa, e o diretor de Assuntos Corporativos da Vale, Tito Martins, fizeram nesta quinta-feira críticas aos entraves burocráticos na obtenção de autorizações e licenças.
Segundo Martins, a demora nos processos de licenciamento e uma legislação muito complexa têm impedido o andamento de projetos da empresa, como o Porto de Itaguaí (RJ), onde a Vale planeja construir um estoque de soja.
"O projeto é estimado em R$ 80 milhões. As licenças foram obtidas, mas faltam alvarás municipais. Provavelmente ele será cancelado", afirmou Martins.
Barbosa afirmou que o governo ainda precisa criar um ambiente mais favorável para investimentos.
"É quase um calvário para se investir no país. Se nós queremos investimentos nós temos que favorecer o ambiente para o investimento. Criar o ambiente e remover os obstáculos por vezes inúteis ou simplesmente formais para que o crescimento tenha lugar", afirmou Barbosa.
"Temos que ter obsessão pelo crescimento, temos que ter a visão de que o Brasil tem todas as condições de crescer a taxas muito superiores ao que está crescendo, mas nós estamos eventualmente tropeçando em nós mesmos", completou. Além disso, Barbosa destaca o real valorizado como fator de aumento dos custos da companhia. Dos US$ 500 milhões de custos calculados neste ano, 25% deles estão vinculados ao câmbio.
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Se base fracassar, Lula deve vetar MP dos aposentados
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Por Andreza Matais
da Folha Online, em Brasília
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O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quinta-feira que, se o Congresso aprovar reajuste de 16,67% para os aposentados do INSS que ganham acima de um salário mínimo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar o aumento.
Chinaglia reconheceu que o governo não tem maioria para evitar que o percentual maior seja aprovado e fazer prevalecer sua proposta de conceder 5,01%, por isso a alternativa pode ser o veto.
"O reajuste é um tema difícil de se trabalhar. Ninguém se sente à vontade para negar um pleito aos aposentados.Uma parte da base tem dificuldades. Se viermos a perder esta votação ou o Senado corrige ou o presidente tomará a decisão de vetar [o reajuste] como já fez", disse.
A MP do mínimo começou a ser votada ontem pelo plenário da Câmara, mas uma manobra dos governistas fez com que a sessão fosse encerrada antes que os deputados discutissem o destaque da oposição que eleva o reajuste para 16,67%. Com o feriado da Proclamação da República na próxima semana, a expectativa é que a votação seja retomada somente no dia 22 de novembro.Para tentar convencer a oposição a não insistir num aumento maior do que os 5%, Chinaglia disse que os aposentados podem ficar sem reajuste. "Não haverá uma terceira MP sobre o assunto. Neste caso, a assessoria jurídica do Planalto já informou que o presidente só poderá recompor a perda da inflação", argumentou.Durante a campanha eleitoral, a base aliada não conseguiu evitar que o Congresso concedesse o reajuste de 16,67%, obrigando o presidente Lula a vetar o aumento. Por esta razão, o governo editou uma nova MP, a que está em discussão agora. Enquanto a MP do mínimo não for analisada, a pauta da Câmara continua trancada.
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Morre Paul Mauriat, que amava Mireille Mathieu e Alcione
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Maestro e compositor do hit Love Is Blue morreu aos 81 anos, no sul da França
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Agência Estado
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Ele foi amigo da música brasileira na França. Independentemente do sucesso que alcançou, nos anos 60, com Love Is Blue, que foi um hit nos EUA, Paul Mauriat tinha essa ligação forte com os ritmos brasileiros. Na sexta-feira da semana passada, o maestro e compositor morreu aos 81 anos em Perpignan, no sul da França. A morte foi anunciada nesta quinta-feira por seu primo Laurent Mauriat, após o enterro que ele queria que fosse discreto.

Em 1980, quando se apresentou no Palácio de Convenções do Anhembi, Mauriat mostrou um programa eclético, que incluía desde Rita Lee (Mania de Você) a Chopin (La Polonaise). Os críticos diziam que ele era breguinha, mas Mauriat fez sucesso em todo o mundo, ajudou a impor cantoras como Mireille Mathieu e se esforçou para divulgar a música brasileira na França. Ele próprio dizia que Pierre Barouh fazia isso com mais força, mas o amor pelo Brasil o levou a compor especialmente para Alcione. Mauriat era fã da Marrom.