sexta-feira, dezembro 15, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Transposição faz água
Faz água o projeto de transposição do rio São Francisco, acalentado pelo ex-ministro Ciro Gomes. O relator da matéria na Comissão de Orçamento, deputado Márcio Moreira (PP-MG), retirou R$ 91 milhões dos R$ 129,8 milhões previstos para o programa. O governo não reagiu. Durante a campanha, Lula atacou ou defendeu a transposição dependendo da platéia: Minas, Bahia, Sergipe e Alagoas são contra: preferem, antes, revitalizá-lo.
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Sem reforma, INSS perde R$ 9,5 bi
De O Estado de S.Paulo:
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"A resistência do PT em aprovar a fixação de uma idade mínima para aposentadorias no regime geral de Previdência há oito anos, fez o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixar de economizar R$ 9,5 bilhões com essas despesas em 2006. Isso é o que mostra um cálculo feito, a pedido do Estado, pelo ex-ministro da Previdência Social, José Cechin, que atualmente dirige o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar."
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Situação fiscal de cidades melhora, mas avanço ainda é desigual
De O Estado de S.Paulo:
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"Os indicadores fiscais das prefeituras melhoraram pelo terceiro ano consecutivo, segundo estudo divulgado na sexta-feira pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), mas tal avanço é bastante desigual no território nacional e ocorreu, em 2005, em detrimento dos investimentos. Enquanto as cidades do Sul e do Sudeste apresentam uma melhora persistente em parâmetros como endividamento, gastos de pessoal e desempenho na área de educação, boa parte dos municípios do Nordeste continua patinando em problemas administrativos e na carência de recursos."
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Para inglês ver
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo:
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"A declaração, feita por Tasso Jereissati, de que o PSDB apoiará a candidatura de José Agripino à presidência do Senado deve ser tomada como uma satisfação pública ao parceiro PFL, nada mais. Em privado, a maioria da bancada tucana manifesta a intenção de reconduzir ao posto Renan Calheiros (PMDB-AL), que por sua vez não se cansa de lembrar seu papel na eleição de Téo Vilela em Alagoas e o fato de que esse Estado foi o único onde José Serra venceu em 2002.
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A inclinação do PSDB mudará se Agripino ganhar musculatura e exibir chances robustas de vitória. Mas os tucanos só pegarão o bonde andando. Não estão dispostos a empurrá-lo. Na Mesa Diretora e fora dela, consideram-se muito bem servidos com Renan."
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Grupo OK é condenado por obra em tribunal
Da Folha de S.Paulo:
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"O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou ao Grupo OK Construções e Empreendimentos, empresa do senador cassado Luiz Estevão de Oliveira, recolher aos cofres do Tesouro R$ 2,7 milhões para ressarcir prejuízos na construção de sede do Superior Tribunal Militar no Rio de Janeiro.
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Os fatos ocorreram em 1999, mesma época das denúncias de desvios de recursos do Fórum Trabalhista de São Paulo, o que ajudou a eclipsar aquele caso.
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O Grupo OK foi acusado de fornecer documentos falsos e de receber antecipadamente por serviços não prestados e equipamentos não entregues."
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Banco Central de Lula é mais rigoroso do que o de FHC, defendem economistas
Por Marcelo Billi
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O Banco Central de Luiz Inácio Lula da Silva é mais rigoroso do que o de Fernando Henrique Cardoso. Pelo menos é o que sugerem pesquisas apresentadas por economistas durante encontro em Salvador.
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Desde 2003, o BC reage mais pronta e fortemente a alterações da expectativa de inflação e, sugere um dos trabalhos, poderia tê-la mantido na meta com juros menos altos.
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Economistas de todo o Brasil reuniram-se na semana passada, em Salvador, no 34º Encontro Nacional de Economia, organizado pela Anpec (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia).
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Rodrigo Policano, da Universidade de São Paulo, e Rodrigo Bueno, da Fundação Getulio Vargas, tentaram, em artigo apresentado durante o encontro, mostrar como o Banco Central se comportou na hora de decidir os juros.
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Ambos estudaram o comportamento da política monetária de 1995 até 2005 e "descobriram" o seguinte: até o ano de 1999, os juros reagiam mais fortemente a variações das reservas internacionais e ao nível de atividade econômica. A partir de 1999, eles passaram a reagir mais a mudanças nas expectativas de inflação.
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Mas os dois economistas também chegaram a outra conclusão: "a partir de 2003, a política monetária ficou mais rígida", diz Bueno. Trocando em miúdos, o Banco Central na era Lula reage mais a mudanças na expectativa de inflação apurada entre analistas e consultores do setor privado.
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Vladimir Teles e Mario Brundo, ambos da Escola de Economia de São Paulo, da FGV, chegaram, por caminhos diferentes, a resultado parecido. "Os resultados mostram que há uma política monetária ativa de combate à inflação. Ela foi mais agressiva no período recente, desde o início do governo Lula", diz Teles.
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Ele também tentou estimar o quanto da agressividade poderia ter sido evitada, calculando o que ele chamou de excesso de rigor do Banco Central.Segundo Teles, pelo menos desde janeiro deste ano, o rigor do Banco Central teria custado 2% em termos de juros.
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Ou seja, os juros poderiam estar mais baixos hoje, e o Banco Central não teria aberto mão da estabilidade para isso.
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Elogio ao modelo chinês
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Numa reunião em que os movimentos sociais cobraram participação no governo, o presidente Lula elogiou o modelo chinês:
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"Na China não tem partido. Quando o presidente manda, todo mundo obedece. Aqui, nem o PT me obedece".
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E reclamou que faltou humor aos críticos de sua frase sobre esquerda e cabelos brancos, dita segunda-feira, em homenagem recebida pela revista Isto É, em São Paulo.
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Crítica ao modelo chinês
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Lula deveria ouvir um dos maiores sustentadores internacionais de seu governo..O megainvestidor George Soros apontou ontem a Índia como opção de investimento mais atrativa que a China, que, segundo ele, pode ser enfraquecida pela falta de abertura democrática, apesar da aparente estabilidade econômica.
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"Há uma estabilidade ilusória, que atrai capital para regimes autoritários".
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Foi a declaração de Soros, durante seminário público sobre economia e política realizado em Jacarta, na Indonésia.