Lorenna Rodrigues, Jornal do Brasil
O governo tem menos de um mês para decidir quem controlará o espaço aéreo brasileiro. O ministro da Defesa, Waldir Pires, prometeu a controladores, na sexta-feira, que iniciaria ao processo de desmilitarização do setor em trinta dias, como informou ontem o Jornal de Brasília. Não há decisão, porém, de como isso será feito. Com a promessa, Pires conseguiu evitar uma greve da categoria em pleno Carnaval. Mas não será fácil cumpri-la.
Se seguir a orientação do grupo de trabalho formado em 2006 para estudar soluções para o setor aéreo, o governo terá que criar um novo órgão, subordinado ao Ministério da Defesa, que será responsável pelo monitoramento do tráfego de aviões civis. A outra opção será repassar o controle civil para órgãos já existentes: a Infraero, que hoje é responsável pela administração dos aeroportos, ou para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela regulação do setor.
Para o presidente da Associação dos Usuários do Transporte Aéreo (Andep), Cláudio Candiota, a Anac e a Infraero estão despreparadas para cuidar do controle de tráfego. E a transferência da atribuição para um órgão sem experiência poderá tornar ainda mais caótico o setor aéreo e colocar em risco a vida dos passageiros.
- Você não pode entregar a aviação nas mãos de amadores. E não há profissionais civis qualificados no mercado - declara.
Candiota lembra que a formação de um controlador de vôo leva de dois a cinco anos e que não se sabe em quanto tempo haveria controladores suficientes para preencher os postos ocupados hoje por militares.
De acordo com assessores do Ministério do Planejamento, a criação de um novo órgão para o controle do tráfego aéreo civil poderia levar até quatro anos. São necessários estudos para a definição da estrutura e competência da autarquia, e a elaboração de um projeto de lei que deve ser aprovado pelo Congresso. É preciso criar uma nova carreira e gastar com logística - verbas a mais quando o governo estuda a redução da máquina pública.
A sugestão de repassar o controle do tráfego à Anac ou à Infraero foi apresentada no fim do ano passado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). Em documento ao Ministério da Defesa, pedia que a Anac e a Infraero fossem incorporadas pela pasta, e que uma das duas assumisse o monitoramento do tráfego aéreo.
O governo tem menos de um mês para decidir quem controlará o espaço aéreo brasileiro. O ministro da Defesa, Waldir Pires, prometeu a controladores, na sexta-feira, que iniciaria ao processo de desmilitarização do setor em trinta dias, como informou ontem o Jornal de Brasília. Não há decisão, porém, de como isso será feito. Com a promessa, Pires conseguiu evitar uma greve da categoria em pleno Carnaval. Mas não será fácil cumpri-la.
Se seguir a orientação do grupo de trabalho formado em 2006 para estudar soluções para o setor aéreo, o governo terá que criar um novo órgão, subordinado ao Ministério da Defesa, que será responsável pelo monitoramento do tráfego de aviões civis. A outra opção será repassar o controle civil para órgãos já existentes: a Infraero, que hoje é responsável pela administração dos aeroportos, ou para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela regulação do setor.
Para o presidente da Associação dos Usuários do Transporte Aéreo (Andep), Cláudio Candiota, a Anac e a Infraero estão despreparadas para cuidar do controle de tráfego. E a transferência da atribuição para um órgão sem experiência poderá tornar ainda mais caótico o setor aéreo e colocar em risco a vida dos passageiros.
- Você não pode entregar a aviação nas mãos de amadores. E não há profissionais civis qualificados no mercado - declara.
Candiota lembra que a formação de um controlador de vôo leva de dois a cinco anos e que não se sabe em quanto tempo haveria controladores suficientes para preencher os postos ocupados hoje por militares.
De acordo com assessores do Ministério do Planejamento, a criação de um novo órgão para o controle do tráfego aéreo civil poderia levar até quatro anos. São necessários estudos para a definição da estrutura e competência da autarquia, e a elaboração de um projeto de lei que deve ser aprovado pelo Congresso. É preciso criar uma nova carreira e gastar com logística - verbas a mais quando o governo estuda a redução da máquina pública.
A sugestão de repassar o controle do tráfego à Anac ou à Infraero foi apresentada no fim do ano passado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). Em documento ao Ministério da Defesa, pedia que a Anac e a Infraero fossem incorporadas pela pasta, e que uma das duas assumisse o monitoramento do tráfego aéreo.