quinta-feira, fevereiro 22, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Como funciona a corrupção mundial
Alerta Total
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A gigante industrial alemã Siemens é acusada de investir 420 milhões de Euros em subornos, para conseguir grandes contratos para a empresa, em todo o mundo.Os grandes esquemas de corrupção foram montados nas divisões de Telecomunicações, transporte, energia e serviços financeiros, conforme denúncia investigada pelo Tribunal de Monique.
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No Brasil, a Siemens esteve envolvida em um escândalo do Governo Lula em 2004.A transnacional teve cancelado um contrato de R$ 149 milhões de reais com a Dataprev.O Tribunal de Contas da União considerou a licitação direcionada.

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Brasil foi "generoso" no acordo, diz Lula
Da Folha de S.Paulo
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"Diante do colega Evo Morales, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem um discurso no qual buscou justificar o aumento do preço de importação do gás natural boliviano como um ato de "generosidade" do Brasil, e não como um fruto da pressão da Bolívia.

A fala de Lula ocorreu após uma longa e desgastante negociação entre brasileiros e bolivianos, no dia anterior. Ontem pela manhã, ao lado de Morales no Palácio do Planalto, Lula apresentou sua justificativa pelo aditivo no acordo de fornecimento de gás ao Brasil.

"Temos, sim, que prestar solidariedade, estabelecer parceria e compreender que são os países mais fortes economicamente [...] que têm que ter a generosidade de compreender que os acordos bilaterais ou os acordos do bloco do Mercosul sempre têm que levar em conta as necessidades das economias menores", disse Lula."

COMENTANDO A NOTICIA: “Generoso” é ??? Mas com chapéu alheio, deveriam ter dito, por no final das contas, não será quem pagará a conta, será o povo brasileiro. A isto se chama de “canalhice”, menos generosidade !!!!

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Brasil é alvo de candidatos paraguaios
Da Folha de S.Paulo:

"O Brasil está no centro da campanha eleitoral mais disputada da história paraguaia. Os candidatos prometem cobrar até sete vezes mais pela energia elétrica excedente que o Paraguai vende ao Brasil ou assinar acordos de comércio com os Estados Unidos, passando por cima da "burocracia lenta" do Mercosul.

Até os 800 mil brasiguaios correm riscos. Reformas agrárias ou leis de expropriação de terras na fronteira, com a desculpa da segurança nacional, são esgrimidas para atingir justamente os brasileiros, maiores produtores de soja no país.

Depois de 60 anos de modorrenta hegemonia do Partido Colorado (incluídos 35 anos da ditadura do colorado Alfredo Stroessner), o Paraguai começa a viver sua mais intensa campanha eleitoral.

As eleições acontecem em abril do ano que vem, mas o país já está em clima de campanha. O favorito é um novato na política partidária, que nem partido tem. O ex-bispo católico Fernando Lugo, 55, tem imagem positiva para 83% dos paraguaios e uma taxa de rejeição de apenas 9%."

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Grupo francês leva 4 usinas brasileiras´
da Reuters
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A Louis Dreyfus Commodities Bioenergia (LD Commodities), subsidiária brasileira do grupo francês Louis Dreyfus, anunciou ontem a compra das usinas de açúcar e álcool do grupo pernambucano Tavares de Melo.
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O negócio envolve as unidades produtoras Usina Estivas (RN), Agroindustrial Passa Tempo (MS) e Usina Maracaju (MS), além da destilaria de álcool Giasa (PB) e da Usina Esmeralda (MS), que está começando a ser construída.
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"A aquisição das quatro unidades industriais faz parte da decisão do grupo de investir no setor sucroalcooleiro, principalmente diante das projeções de alta demanda de etanol nos mercados doméstico e internacional", disse o diretor-executivo da empresa, Bruno Melcher, em nota.
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A companhia informa que, com a compra, passa a ser o segundo maior produtor de açúcar e álcool do Brasil, dobrando já em 2007 a capacidade de processamento de cana, para 11,8 milhões de toneladas. Em 2009, o volume subirá para 18,5 milhões de toneladas.
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Não foram divulgados detalhes financeiros da negociação.
A LD Commodities já opera no Brasil com três usinas --a Cresciumal (SP), a Luciânia (MG) e a São Carlos (SP).
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Para o grupo Tavares de Melo, que também atua nas áreas de embalagens, calçados, logística e armazenagem e distribuição de combustíveis, a venda das usinas faz parte de "um realinhamento de negócios".
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O grupo Louis Dreyfus é um dos maiores a operar no Brasil. Mantém atividades também na área de grãos, suco de laranja e algodão. O faturamento do grupo foi de R$ 1,9 bilhão em 2006.

COMENTANDO A NOTICIA: Pois então: desenvolvemos às nossas próprias custas toda uma tecnologia inovadora, e agora na hora em que o mundo descobre o grande “achado”, serão os outros quem ganharão dinheiro. Seria interessante que o governo brasileiro descesse de seu pedestal e resolvesse incentivar o capital nacional a investir e conservar entre nós tais usinas. Não se trta de estatização nem tampouco de reserva de mercado. E sim, de permitir que esta riqueza traga seus dividendos para o próprio país, criando incentivos para não ocorrer a desnacionalização destes patrimônios.

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De quanto foi mesmo?
Carlos Alberto Sardenberg, G1

Está certo que a Petrobrás vai pagar mais pelo gás boliviano, mas quanto mais? Autoridades brasileiras e bolivianas falaram em valores diferentes.

No ano passado, a Petrobrás pagou US$ 1,20 bilhão por esse gás. O ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, calculou o adicional em US$ 100 milhões/ano, o que representa 8,5% do valor pago em 2006.

Já o ministro brasileiro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse que o aumento seria entre 3% e 4%, podendo chegar a 6%. Menos, portanto, que a conta de Villegas.

De todo modo, são estimativas, pois o valor adicional não é fixo. Será calculado conforme a quantidade de elementos nobres existentes no gás despachado para o Brasil (etano, o Gás Liquefeito de Petróleo, metano e a gasolina natural). Essa quantidade tem que ser periodicamente medida e o preço será o do mercado internacional.

Mas ficamos sem saber como Villegas e Rondeau fizeram suas estimativas. O certo é que as contas não batem.