Acordos assinados na visita de Morales
Terra Magazine
Apesar de a questão do gás natural ter consumido a maior parte das discussões entre Brasil e Bolívia, os países firmaram outros doze acordos, que envolvem os setores de transporte, agricultura, educação e combate à fome na região.
- Apoio ao governo boliviano no combate à febre aftosa;
- Intercâmbio de técnicas de defesa militar e promoção conjunta de exercícios de aprimoramento;
- Cooperação para troca de experiências nos campos da educação básica, infantil, profissional, tecnológica, superior, rural, indígena e ambiental, além de garantir assistência a estudantes dos dois países;
- Criação de um sistema de alerta e monitoramento de incêndios florestais
- Capacitação de técnicos para desenvolvimento de políticas públicas voltadas à agricultura familiar e à reforma agrária;
- Fortalecimento de políticas públicas aplicadas a emprego e economia solidária;
- Cooperação em saúde animal e sanidade vegetal;
- Apoio à administração e inspeção de condições de trabalho;
- Criação de uma empresa de pesquisa agropecuária na Bolívia nos moldes da Embrapa;
- Integração da malha rodoviária boliviana com as redes de transporte do Brasil;
- Colaboração entre os dois países voltada à políticas públicas de luta contra a pobreza extrema, desnutrição e fome;
Início dos estudos para a construção da ponte entre as cidades de Guajará-Mirim e Guayaramerín e aprofundamento de ações de fronteira.
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A culpa é da imprensa?
O chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Tarso Genro, reclamou ontem que a imprensa "oposicionista" manipula notícias e faz uma "torcida terrível" para que Lula diminua o tamanho do PT na administração federal.
Na entrevista, Tarso classificou as guerras internas no partido como simples "discussões" que são distorcidas pelos meios de comunicação social."A mesma imprensa que disse que o governo tinha terminado e fracassado diz que o presidente vai 'despetizar' o governo".
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A palavra é ...
Sérgio Rodrigues, NoMínimo
Luto
Leio que é azul celeste na Síria e na Armênia a cor do luto, do latim luctus. Violeta na Turquia, branco na China, amarelo no Egito, será mesmo? No Brasil, como na cultura ocidental em geral, sabemos que a cor é o negro, expressão da completa ausência de luz que a perda do ser amado instaura na alma. Isso não impede que a cor seja marrom-terra na Etiópia, azul no Japão... Com sua tentativa desajeitada de colorir um pouco o mundo, esta coluna é dedicada a João Hélio Fernandes Vieites.
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As palavras de Lula
Da Folha Online:
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a proposta de redução da maioridade penal, que tramita no Congresso (...)
"Eu fico imaginando que se a gente aceitar a diminuição da maioridade penal para 16 anos, amanhã estarão pedindo para 15 [anos], depois para 10 [anos] e depois para 9 [anos]. Quem sabe um dia queiram [culpar] até o feto se souberem o que pode acontecer no futuro", afirmou ele hoje em São Paulo após participar da inauguração de um call center da Atento.
(...) Lula relacionou o ato violento com a estagnação da economia e criticou o fato do país não crescer há 26 anos e não ter gerado a quantidade de emprego e renda que a população precisava. 'Eles [criminosos] são o resultado de um momento longo em que o Estado brasileiro não cumpriu as suas funções.'"
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Governador do Amapá pode perder os bens
Cláudio Humberto
O governador do Amapá pode se tornar o mais novo pobre do mundo político.O Ministério Público do Trabalho no Amapá entrou com execução de acordo judicial contra o Estado do Amapá e contra o governador, Antonio Waldez Goés. O processo é o de número 1410/2004-205-08-00 (Ação Civil Pública), que corre na 4ª vara do Trabalho de Macapá. O caso é de contrato de pessoal irregular e ausência de concurso público. A juíza deu prazo de cinco dias para o Governador responder, mas venceu ontem. O pedido, portanto, é para a "indisponibilidade dos bens pessoais do Sr. Antônio Waldez Góes, CPF nº 126.175.***-**, tais como o bloqueio de contas em seu nome, bens imóveis e móveis".
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Estarrecedor
Durante reunião na OAB nacional, ontem, o presidente da Associação dos Juízes Federais, Walter Nunes da Silva, revelou um número estarrecedor: há no Brasil, hoje, mais de 350 mil mandados de prisão não cumpridos.