O crime compensa e recompensa : Janene se aposenta...
De O Globo:
"Um dos principais envolvidos no escândalo do mensalão, o ex-deputado e ex-líder do PP José Janene (PR) se aposentou com direito a receber da Câmara um benefício de R$ 12.847,20. Ele terá direito a 100% do valor da remuneração de um deputado porque alegou problemas de saúde — uma miocardiopatia grave —, no seu pedido de aposentadoria.
Janene protocolou o pedido de aposentadoria em 10 de outubro de 2005, logo depois que seu nome foi citado pela CPI do Mensalão e uma semana antes da abertura do processo por quebra de decoro contra ele no Conselho de Ética. Apesar da doença, foi a festas no Paraná e trabalhou ativamente na campanha eleitoral, em 2006."
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Vôo cego
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo:
"Por meio de portaria cifrada no "Diário Oficial" que circulou nesta Quarta-Feira de Cinzas, o governo prorrogou pela segunda vez, agora por mais um mês, o prazo para um grupo interministerial propor mudanças no controle do espaço aéreo. Estão em jogo interesses de controladores, aeronautas e empresas aéreas, além de sugestões para "desmilitarizar" o setor.
O grupo foi criado em novembro, durante "reunião emergencial" convocada por Lula na esteira da tragédia do avião da Gol e do caos nos aeroportos. Para o ministro Waldir Pires (Defesa), seria "a solução" para a crise. Temia-se, então, o colapso do sistema em dezembro, com as viagens de fim de ano. Passado o Carnaval, a crise e o grupo de trabalho continuam no ar."
De O Globo:
"Um dos principais envolvidos no escândalo do mensalão, o ex-deputado e ex-líder do PP José Janene (PR) se aposentou com direito a receber da Câmara um benefício de R$ 12.847,20. Ele terá direito a 100% do valor da remuneração de um deputado porque alegou problemas de saúde — uma miocardiopatia grave —, no seu pedido de aposentadoria.
Janene protocolou o pedido de aposentadoria em 10 de outubro de 2005, logo depois que seu nome foi citado pela CPI do Mensalão e uma semana antes da abertura do processo por quebra de decoro contra ele no Conselho de Ética. Apesar da doença, foi a festas no Paraná e trabalhou ativamente na campanha eleitoral, em 2006."
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Vôo cego
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo:
"Por meio de portaria cifrada no "Diário Oficial" que circulou nesta Quarta-Feira de Cinzas, o governo prorrogou pela segunda vez, agora por mais um mês, o prazo para um grupo interministerial propor mudanças no controle do espaço aéreo. Estão em jogo interesses de controladores, aeronautas e empresas aéreas, além de sugestões para "desmilitarizar" o setor.
O grupo foi criado em novembro, durante "reunião emergencial" convocada por Lula na esteira da tragédia do avião da Gol e do caos nos aeroportos. Para o ministro Waldir Pires (Defesa), seria "a solução" para a crise. Temia-se, então, o colapso do sistema em dezembro, com as viagens de fim de ano. Passado o Carnaval, a crise e o grupo de trabalho continuam no ar."
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O carnaval mais violento do Brasil
Do Jornal do Brasil:
"Arrastões, homicídios, balas perdidas e centenas de foliões agredidos. O carnaval da Bahia superou a festa dos outros Estados em violência. Na tarde da Quarta-Feira de Cinzas, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia tinha 1.622 registros de ocorrência, ao fim de sete dias de carnaval. Desses, seis homicídios e pelo menos 80 arrastões em ônibus. A maioria dos crimes aconteceu entre Barra e Ondina."
COMENTANDO A NOTICIA: E aí, Jacques Wagner, vais continuar acusando a Globo ? Ao invés de ficar irritado, o governador baiano deveria era cobrar dos 20,0 mil homens que diz ter colocado na segurança uma explicação mais convincente, e não ficar culpando a mídia por noticiar os fatos que ocorreram. A mídia não pode ser responsabilizada pela incompetência dos governantes!
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China faz da América Latina um negócio da China
Blog Josias de Souza
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Em 2004, Lula esteve na China. Na seqüência, Hu Jintao, o presidente chinês retribuiu a visita. Do Brasil, esticou até a Argentina e o Chile. Jintao soou generoso. Prometeu que Pequim financiaria obras bilionárias na região. Em troca, levou para casa o reconhecimento da China comunista como uma economia de mercado, feita por Brasil e Argentina.
Em 2004, Lula esteve na China. Na seqüência, Hu Jintao, o presidente chinês retribuiu a visita. Do Brasil, esticou até a Argentina e o Chile. Jintao soou generoso. Prometeu que Pequim financiaria obras bilionárias na região. Em troca, levou para casa o reconhecimento da China comunista como uma economia de mercado, feita por Brasil e Argentina.
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Pois bem, decorridos dois anos e meio, os investimentos chineses viraram conversa para ocidental dormir. Em 2005, Pequim enterrou na América Latina uma ninharia: R$ 2,8 bilhões (US$ 134,5 milhões no Brasil). É menos de 6% de todas as inversões que o mundo fez na China: US$ 47 bilhões.
Pois bem, decorridos dois anos e meio, os investimentos chineses viraram conversa para ocidental dormir. Em 2005, Pequim enterrou na América Latina uma ninharia: R$ 2,8 bilhões (US$ 134,5 milhões no Brasil). É menos de 6% de todas as inversões que o mundo fez na China: US$ 47 bilhões.
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De resto, os chineses comem os mercados latinos pelas beiradas. Em 2007, depois de colecionar uma seqüência de vistosos superávits comerciais nas suas relações com a China, Brasil, Argentina e Chile vão amargar déficits. Ou seja, vão comprar mais do que serão capazes de vender.
De resto, os chineses comem os mercados latinos pelas beiradas. Em 2007, depois de colecionar uma seqüência de vistosos superávits comerciais nas suas relações com a China, Brasil, Argentina e Chile vão amargar déficits. Ou seja, vão comprar mais do que serão capazes de vender.
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No espaço de um mandato (2003-2006), a vantagem que brasileiros, argentinos e chilenos mantinham no troca-troca comercial com os chineses sofreu uma lipoaspiração. As exportações de Pequim para as três praças anotaram um extraordinário aumento de 340% no período. Daí o infortúnio.
No espaço de um mandato (2003-2006), a vantagem que brasileiros, argentinos e chilenos mantinham no troca-troca comercial com os chineses sofreu uma lipoaspiração. As exportações de Pequim para as três praças anotaram um extraordinário aumento de 340% no período. Daí o infortúnio.
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Em 2003, o Brasil obteve um saldo comercial positivo com a China de US$ 2,2 bilhões. Desde então, a vantagem foi emagrecendo. Fechou 2006 em US$ 410 milhões. Deu-se coisa semelhante na Argentina –US$ 1,8 bilhão em 2003, queda atrás de queda, e US$ 523 milhões em 2006.
Em 2003, o Brasil obteve um saldo comercial positivo com a China de US$ 2,2 bilhões. Desde então, a vantagem foi emagrecendo. Fechou 2006 em US$ 410 milhões. Deu-se coisa semelhante na Argentina –US$ 1,8 bilhão em 2003, queda atrás de queda, e US$ 523 milhões em 2006.
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No momento, a China olha para seus parceiros latinos tendo em mente uma máxima atribuída a Nikita Krushev: “Quando se esfola um cliente, deve-se deixar que alguma pele cresça no lugar, para que se possa esfolá-lo de novo.”
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Plebiscito não já!
Eliane Cantanhêde , Folha Online
Depois da Pensata da quarta-feira passada e de duas colunas na Folha de S. Paulo sobre o frenesi pela redução da maioridade penal, recebi centenas de e-mails e concluí: tomara que não haja um plebiscito agora, com sangue quente, sobre isso.
No momento, a China olha para seus parceiros latinos tendo em mente uma máxima atribuída a Nikita Krushev: “Quando se esfola um cliente, deve-se deixar que alguma pele cresça no lugar, para que se possa esfolá-lo de novo.”
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Plebiscito não já!
Eliane Cantanhêde , Folha Online
Depois da Pensata da quarta-feira passada e de duas colunas na Folha de S. Paulo sobre o frenesi pela redução da maioridade penal, recebi centenas de e-mails e concluí: tomara que não haja um plebiscito agora, com sangue quente, sobre isso.
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As pessoas estão indignadas com os crimes bárbaros, com a rotina de roubos e assaltos, com a corrupção nas polícias, com a inépcia das autoridades estaduais e federais. E querem sangue.
As pessoas estão indignadas com os crimes bárbaros, com a rotina de roubos e assaltos, com a corrupção nas polícias, com a inépcia das autoridades estaduais e federais. E querem sangue.
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Se houver um plebiscito agora, será uma repetição do que aconteceu com o desarmamento. A grande maioria parecia a favor. Na hora do debate, a grande maioria se revelou contra. Ou seja: preferiu manter a sociedade armada, para alimentar o ciclo de violência sem fim.
Se houver um plebiscito agora, será uma repetição do que aconteceu com o desarmamento. A grande maioria parecia a favor. Na hora do debate, a grande maioria se revelou contra. Ou seja: preferiu manter a sociedade armada, para alimentar o ciclo de violência sem fim.
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Recebi centenas de mensagens ponderadas, serenas, concordando em que não se pode transformar os menores infratores nos grandes culpados pela situação. Como também recebi dezenas no sentido contrário: duras, irritadas, algumas cheias de uma maldade de dar calafrio.
Recebi centenas de mensagens ponderadas, serenas, concordando em que não se pode transformar os menores infratores nos grandes culpados pela situação. Como também recebi dezenas no sentido contrário: duras, irritadas, algumas cheias de uma maldade de dar calafrio.
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Como esse tipo de debate envolve emoção, paixão, medo, crianças, mães, pais, quem acaba puxando o tom e o resultado é quem grita mais forte e demonstra mais indignação. E aí é que mora o perigo.
Como esse tipo de debate envolve emoção, paixão, medo, crianças, mães, pais, quem acaba puxando o tom e o resultado é quem grita mais forte e demonstra mais indignação. E aí é que mora o perigo.
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A legislação vem sendo modificada aos poucos para comportar penas mais severas para menores que cometam crimes brutais, como assassinatos. Mas sem jogá-los às feras das penitenciárias de adultos. Deixem essas mudanças seguirem seu curso.
A legislação vem sendo modificada aos poucos para comportar penas mais severas para menores que cometam crimes brutais, como assassinatos. Mas sem jogá-los às feras das penitenciárias de adultos. Deixem essas mudanças seguirem seu curso.
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Um plebiscito agora sobre redução ou não da idade penal, seja para 16, para 14, para 12 anos, acabaria se transformando numa caça ao Judas ou numa caça a Joana Darc.
Um plebiscito agora sobre redução ou não da idade penal, seja para 16, para 14, para 12 anos, acabaria se transformando numa caça ao Judas ou numa caça a Joana Darc.
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Na prática, não estaríamos apenas massacrando os menores de alta periculosidade -- o que já é terrível -- mas estaríamos também jogando crianças e adolescentes pobres e desprotegidas nas fogueiras da ira nacional por causa de um tênis, de um relógio, de uma imensa solidão.
Na prática, não estaríamos apenas massacrando os menores de alta periculosidade -- o que já é terrível -- mas estaríamos também jogando crianças e adolescentes pobres e desprotegidas nas fogueiras da ira nacional por causa de um tênis, de um relógio, de uma imensa solidão.