Carla Rodrigues, NoMínimo
O que separa a civilização da barbárie é a Lei. Viver em sociedade é viver dentro dessa Lei, simbólica e real, definidora e limitadora. É essa lei que todos nós desejamos e os moradores da favela de Rio das Pedras só enxergam, não sem razão, na “polícia mineira”. São invisíveis (alguém aí assistiu “Coisas belas e sujas”, do Stephen Frears?), o poder de Estado os ignora solenemente – do esgoto à segurança, passando pela água encanada e o transporte precário, cuja alternativa também encontram no “paralelo” das vans.
No entanto, seja nas favelas, seja nos condomínios, acordamos todos os dias dispostos a cumprir a promessa de voltar para casa vivos no fim do expediente. Livres de balas perdidas, de assaltos nos ônibus ou nos sinais de trânsito, de seqüestros e barbáries que, acreditamos, só acontecem com os outros. A que Lei recorrer para que esta promessa se cumpra?
Não se vive à margem da Lei –inventa-se outra. É o que temos feito no Rio de Janeiro, seja nas ruas da Zona Sul que instalam uma cancela e contratam seguranças particulares, seja sob a lei da polícia mineira de Rio das Pedras, que garante mais do que as animadas noites de forró ao ar livre. Paga-se um preço alto, altíssimo, por essa lei em vigor – mas a percepção é de que seria pior, muito pior viver no desmando instalado na cidade ou sob as ordens do tráfico de drogas.
Então, para quem não pôde ler, repito o que já escrevi ontem: é perverso que as opções disponíveis sejam o tráfico ou as milícias. Por tudo isso, o debate sobre as milícias está longe de se esgotar nas reações violentas dos leitores que preferiram entender que estou pregando a favor de um poder paralelo violento e sanguinário.
COMENTANDO A NOTICIA: Pior do que suportar tudo isto, é voltar ainda vivo para casa, ligar a tevê e dar de cara com a irresponsabilidade de um cara entronizado na cadeira presidencial há mais de quatro anos, que insiste em dizer que não tem pressa e ainda proferir esta barbaridade: "É preciso que a sociedade brasileira assuma alguns compromissos para não ficarmos transferindo responsabilidades a quem quer que seja”. E você, senhor Lula, quando assumirá compromissos de governar o país e parar de ficar transferindo suas responsabilidades pelo que tem deixado de fazer e apenas culpando os outros?
O que separa a civilização da barbárie é a Lei. Viver em sociedade é viver dentro dessa Lei, simbólica e real, definidora e limitadora. É essa lei que todos nós desejamos e os moradores da favela de Rio das Pedras só enxergam, não sem razão, na “polícia mineira”. São invisíveis (alguém aí assistiu “Coisas belas e sujas”, do Stephen Frears?), o poder de Estado os ignora solenemente – do esgoto à segurança, passando pela água encanada e o transporte precário, cuja alternativa também encontram no “paralelo” das vans.
No entanto, seja nas favelas, seja nos condomínios, acordamos todos os dias dispostos a cumprir a promessa de voltar para casa vivos no fim do expediente. Livres de balas perdidas, de assaltos nos ônibus ou nos sinais de trânsito, de seqüestros e barbáries que, acreditamos, só acontecem com os outros. A que Lei recorrer para que esta promessa se cumpra?
Não se vive à margem da Lei –inventa-se outra. É o que temos feito no Rio de Janeiro, seja nas ruas da Zona Sul que instalam uma cancela e contratam seguranças particulares, seja sob a lei da polícia mineira de Rio das Pedras, que garante mais do que as animadas noites de forró ao ar livre. Paga-se um preço alto, altíssimo, por essa lei em vigor – mas a percepção é de que seria pior, muito pior viver no desmando instalado na cidade ou sob as ordens do tráfico de drogas.
Então, para quem não pôde ler, repito o que já escrevi ontem: é perverso que as opções disponíveis sejam o tráfico ou as milícias. Por tudo isso, o debate sobre as milícias está longe de se esgotar nas reações violentas dos leitores que preferiram entender que estou pregando a favor de um poder paralelo violento e sanguinário.
COMENTANDO A NOTICIA: Pior do que suportar tudo isto, é voltar ainda vivo para casa, ligar a tevê e dar de cara com a irresponsabilidade de um cara entronizado na cadeira presidencial há mais de quatro anos, que insiste em dizer que não tem pressa e ainda proferir esta barbaridade: "É preciso que a sociedade brasileira assuma alguns compromissos para não ficarmos transferindo responsabilidades a quem quer que seja”. E você, senhor Lula, quando assumirá compromissos de governar o país e parar de ficar transferindo suas responsabilidades pelo que tem deixado de fazer e apenas culpando os outros?