quinta-feira, março 15, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Lula dá status de ministro a Franklin Martins
site do Claudio Humberto
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O presidente Lula ofereceu status de ministro ao jornalista Franklin Martins, comentarista político da Band TV, para que ele aceite comandar a área de comunicação do seu governo, incluindo o controle da fabulosa verba publicitária de cerca de US$ 500 milhões anuais. O oferecimento de Lula seria para compensar, com liturgia e solenidade, a perda salarial de Martins, caso ele aceite rescindir seu contrato com a emissora para ganhar apenas R$ 7 mil por mês.

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Deputados do PMDB querem Ministério da Agricultura

A bancada do PMDB na Câmara dos Deputados deve pedir a Lula nesta quarta-feira (13.03) o controle de dois ministérios. O grupo quer o equilíbrio de forças, visto que o presidente deve oferecer três cargos para os peemedebistas do Senado.
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A expectativa dos parlamentares é receber as pastas de Integração Nacional e Agricultura, indicando os nomes de Waldemir Moka (MS), Eunício Oliveira (CE) ou Fernando Diniz (MG). O presidente Lula quer manter a indicação de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) para o Ministério da Integração Nacional. A bancada peemedebista no Senado não deve perder os Ministérios de Minas e Energia e o das Comunicações.
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Lula deve confirmar o médico José Gomes Temporão para o Ministério da Saúde, indicado por Sérgio Cabral, governador do Rio. A bancada do PMDB na Câmara não descarta recusar a Integração Nacional caso o presidente sinalize que não está disposto a ampliar a participação do grupo no governo.

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Dirceu e a Telemar
Radar, Veja online

José Dirceu, o consultor, arranjou mais um cliente. Está contratado pela Telemar/Oi para trabalhar pela fusão da empresa de Sérgio Andrade, Carlos Jereissati e grupo GP com a BrasilTelecom.

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PFL tenta paralisar comissões da Câmara

O deputado Onyx Lorenzoni (RS), líder do PFL, anunciou nesta terça a decisão da sigla de obstruir os trabalhos das comissões da Câmara em reação à suspensão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Apagão Aéreo. Nas próximas reuniões, o partido enviará um vice-líder com o intuito de paralisar a votação de projetos. "Um governo que dá ordem para a sua maioria esmagar o direito constitucional da minoria não merece trégua. Precisamos demonstrar insatisfação. A oposição não vai ficar calada", afirmou.
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No entanto, Onyx disse que a oposição não boicotará as votações em que a base aliada consiga alcançar o quorum mínimo em Plenário, apenas tentará retardar ao máximo a conclusão delas.
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O relator da MP 347/07 (uma das medidas provisórias do Programa de Aceleração do Crescimento), deputado Fernando de Fabinho (PFL-BA), declarou que o seu trabalho não será interrompido, concluirá o seu relatório independentemente da oposição.
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Onyx Lorenzoni afirmou que é importante discutir o PAC, mas em outro momento. "Queremos que o PFL seja o primeiro a apresentar o relatório do PAC, mas nada será votado antes da instalação da CPI do Apagão Aéreo”.

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Dilma defende Parcerias Público-Privadas e PAC no Senado

Durante a apresentação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ao Senado, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, afirmou que o aumento dos investimentos públicos não é suficiente para o crescimento sustentável. “É muito importante, hoje, uma cooperação entre investimento público e privado. Estamos caminhando para o reequilíbrio desta relação", disse a ministra diante de um plenário com apenas 41 senadores.
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A ministra defendeu o “planejamento estratégico” para evitar o desperdício e o mau uso dos recursos públicos. Ela declarou que é necessário que haja instrumentos de créditos públicos adequados para estimular os investimentos privados em infra-estrutura.
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Dilma também ressaltou a importância das agências reguladoras para controlar a livre concorrência. “O papel das agências é crucial para permitir competição próxima da perfeita, evitando práticas oligopolistas e monopolistas que geram sobre-rendas”, discursou.
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A ministra ainda informou que relatórios de acompanhamento das obras do PAC estarão disponíveis na Internet no final de cada mês. O primeiro poderá ser acessado no final de março.

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OMC obriga Brasil a importar pneus usados da União Européia

A União Européia venceu o Brasil na última segunda-feira (12.03), em disputa na OMC (Organização Mundial do Comércio). O país foi obrigado a abrir o mercado nacional para pneus usados, rotulados como “lixo” pela ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina Silva.
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O Itamaraty deverá recorrer da decisão e levar o caso ao órgão de apelação da OMC, o que adia a decisão por um mês. A disputa começou a partir de 2005 em função de uma lei brasileira do ano 2000 que estabelecia a não importação de produtos usados. Antes da lei, a Europa tinha 25% do mercado de pneus usados do país.
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Mesmo com a lei, cinco milhões de carcaças entraram no mercado nacional em 2005 graças a ações judiciais de importadores. O argumento europeu era que o Brasil proibia de forma discriminatória a importação de pneus usados porque países do Mercosul conseguem exportar produtos similares ao país. O argumento brasileiro é que a barreira tem razões ambientais, porque o produto representa risco. Os europeus desmentem dizendo que se o produto fosse o motivo real, os produtos não seriam comercializados com apenas alguns países.

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Oposição reage a suspensão da CPI do Apagão Aéreo

A oposição protocolou recurso no STF (Supremo Tribunal Federal) para instalação imediata da CPI do Apagão Aéreo. Os líderes parlamentares Onyx Lorenzoni (PFL-RS), Fernando Coruja (PPS-SC), Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) e Júlio Redecker (PSDB-RS), estiveram reunidos com a presidente do STF, Ellen Gracie, nesta segunda-feira (12.03).
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O recurso da oposição é uma resposta à decisão do presidente da Câmara. Arlindo Chinaglia colocou em votação um pedido do PT, aprovado no Plenário, pela suspensão da CPI até que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) analise a validade das investigações.

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Mantega pede juro mais baixo ao BC
De O Estado de S.Paulo:

"O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu um recado indireto ontem ao Banco Central (BC) e voltou a cobrar a queda dos juros. Para Mantega, o BC não deve reger-se pelo conservadorismo na administração da Selic e precisa concentrar-se no centro da meta de inflação - de 4,5% em 2007 -, e não na sua banda inferior, ao definir a taxa nos próximos meses."