Em xeque, o modelo de negócio dos jornais
De Carlos Castilho no site Observatório de Imprensa:
"O informe Estado da Imprensa, versão 2007, divulgado esta semana nos Estados Unidos coloca em questão o modelo de negócios da maioria dos jornais mundiais e afirma que se os executivos do setor não repensarem imediatamente suas estratégias editoriais o futuro das empresas jornalísticas poderá ser decidido por investidores sem nenhum apego à notícia” .
“O The State of the News Media 2007, afirma que já não funciona mais a contento o sistema convencional de basear a sustentabilidade de um jornal na receita com publicidade".
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O consignado engasga
Radar, Veja online
O ibope de Lula com os aposentados sofre uma pane desde a semana passada. Na quinta-feira, sexta e anteontem, pifaram os computadores da Dataprev, a estatal que dá o sinal verde para o empréstimo com desconto em folha aos aposentados e pensionistas do INSS. Diariamente, esse mercado gira 40 000 contratos, algo como 48 milhões de reais. O problema não é novo. Em janeiro, os mesmos computadores engasgaram.
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Terceira tentativa nos últimos cinco anos
Jornal do Brasil
Não é a primeira vez que o Congresso tenta estender a ex-autoridades o benefício do foro privilegiado. Nos últimos dias de mandato do presidente Fernando Henrique foi editada uma lei que tratava deste assunto. No entanto, a proposta foi considera inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 2005. Os parlamentares então decidiram incluir o projeto na proposta de emenda à Constituição que reforma o Judiciário.
No ano passado, ela foi aprovada pelo Senado e por duas comissões da Câmara. O líder do PDT na Câmara, deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), tentou votar a proposta em plenário antes de ela ser votada na Comissão Especial da Reforma do Judiciário. O projeto só não foi votado no fim de 2006 devido à reação da opinião pública, já que beneficiaria diretamente os deputados acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas que não conseguiram se reeleger.
Este ano, o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), pediu o desarquivamento do projeto. No fim de fevereiro, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), apresentou requerimento para inclusão do projeto na pauta da Câmara.
O pedido foi apresentado um dia antes da sessão da sessão em que o Supremo Tribunal Federal decidiria se ex-agentes públicos têm direito a foro privilegiado em ações de improbidade administrativa. Um pedido de vista evitou a decisão. Agora tudo indica que o projeto será votado tão logo a pauta da Câmara seja destrancada.
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Marta é aconselhada a recusar convite
Karla Correia, Jornal do Brasil
Brasília. Amigos da ex-prefeita Marta Suplicy têm aconselhado insistentemente a petista a desistir de ocupar um posto na Esplanada dos Ministérios. A demora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em oficializar o convite a Marta é vista por aliados da ex-prefeita como uma situação desgastante para seu nome, um dos mais citados dentro do PT para uma possível candidatura do partido à Presidência da República, em 2010.
- A Marta está bem, ela tem um nome de peso na legenda e é forte candidata tanto à prefeitura de São Paulo, em 2008, ou à Presidência, em 2010 - diz o deputado Jilmar Tatto (SP), ex-secretário de Transportes da petista na prefeitura de São Paulo.
A pessoas próximas, Marta se diz magoada com a hesitação do presidente Lula, mas evita sinalizar qualquer disposição contrária à sua participação no governo e mantém firme seu pleito por uma vaga na Esplanada. Um interlocutor da prefeita dentro da Câmara defende que Marta peça a retirada do seu nome das listas de ministeriáveis do partido e invista exclusivamente em sua campanha presidencial.
- Em vez de ir para o Turismo, ela precisa é fazer turismo, viajar pelo país e se fazer conhecida - diz o amigo da ex-prefeita. A luta por vaga na Esplanada é politicamente insalubre e pode trazer mais desafetos do que vantagens de fato, considera Tatto.
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Reforma de cargos e idéias
Editorial do Jornal do Brasil
Tantas vezes marcado e adiado o portentoso encontro com a nova equipe ministerial, o PT e demais partidos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltaram a protagonizar o odioso festival de disputas pelo controle de verbas e cargos da máquina pública. O enredo é antigo, mudam apenas os personagens e as circunstâncias. O último entrave, segundo informou ontem o JB, é a criação da Secretaria Especial de Portos e Aeroportos, e o exuberante orçamento da pasta com status de ministério.
Informa-se, por exemplo, que o PSB deseja um ministério que reúna os portos e a Infraero. O PT quer a mesma Infraero para a ex-prefeita Marta Suplicy. (Petistas ainda ignoram que a partilha original privilegiou em demasia o PT). O PR não admite abrir mão desta verba, hoje do Ministério dos Transportes. E o PMDB segue exibindo seu arsenal de cobranças para integrar a equipe de Lula. Mas nada se diz sobre as possíveis trilhas para desobstruir os caminhos aéreos. Na cosmologia do poder, verbas e cargos falam por si. O resto é detalhe.
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Mês ruim para a Coca-Cola
Radar, Veja online
Fevereiro não foi um mês de festa na Coca-Cola brasileira. Os números do Nielsen revelam que a empresa americana perdeu 0,6% de participação de mercado. Caiu de 55,4% para 54,8%. A AmBev subiu marginalmente: de 17,2% para 17,3% no mesmo período. E as tubaínas, que há meses apresentavam números cadentes, viram sua participação crescer de 27,4% para 27,9%.
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Para entidade, plano é sinal de 'aparelhamento de estado'
Veja online
A possível criação de um novo canal de TV estatal é ligada às tentativas de aparelhamento político do estado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Jorge da Cunha Lima, em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo.
Segundo Cunha Lima, há uma divisão no governo sobre a TV pública. O projeto de criação de um novo canal está ligado aos setores favoráveis ao aparelhamento político. "Felizmente, não é esta a posição de todo o governo. Prevejo grandes crises", disse ele. Até mesmo a definição do novo canal motiva questionamentos entre especialistas do setor. Costa compara o projeto ao da BBC britânica, editorialmente independente do governo.
Para os analistas, contudo, não é possível traçar esse paralelo, já que a BBC é uma rede pública. Para Gabriel Priolli, presidente da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), "há um equívoco conceitual". "Se é uma rede que vai usar um canal da União tocado por órgãos estatais, não é uma TV pública, é estatal. Vamos dar nome aos bois." O professor da USP Laurindo Leal Filho concorda: "Está havendo uma confusão entre estatal e público na proposta do ministro".
De Carlos Castilho no site Observatório de Imprensa:
"O informe Estado da Imprensa, versão 2007, divulgado esta semana nos Estados Unidos coloca em questão o modelo de negócios da maioria dos jornais mundiais e afirma que se os executivos do setor não repensarem imediatamente suas estratégias editoriais o futuro das empresas jornalísticas poderá ser decidido por investidores sem nenhum apego à notícia” .
“O The State of the News Media 2007, afirma que já não funciona mais a contento o sistema convencional de basear a sustentabilidade de um jornal na receita com publicidade".
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O consignado engasga
Radar, Veja online
O ibope de Lula com os aposentados sofre uma pane desde a semana passada. Na quinta-feira, sexta e anteontem, pifaram os computadores da Dataprev, a estatal que dá o sinal verde para o empréstimo com desconto em folha aos aposentados e pensionistas do INSS. Diariamente, esse mercado gira 40 000 contratos, algo como 48 milhões de reais. O problema não é novo. Em janeiro, os mesmos computadores engasgaram.
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Terceira tentativa nos últimos cinco anos
Jornal do Brasil
Não é a primeira vez que o Congresso tenta estender a ex-autoridades o benefício do foro privilegiado. Nos últimos dias de mandato do presidente Fernando Henrique foi editada uma lei que tratava deste assunto. No entanto, a proposta foi considera inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 2005. Os parlamentares então decidiram incluir o projeto na proposta de emenda à Constituição que reforma o Judiciário.
No ano passado, ela foi aprovada pelo Senado e por duas comissões da Câmara. O líder do PDT na Câmara, deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), tentou votar a proposta em plenário antes de ela ser votada na Comissão Especial da Reforma do Judiciário. O projeto só não foi votado no fim de 2006 devido à reação da opinião pública, já que beneficiaria diretamente os deputados acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas que não conseguiram se reeleger.
Este ano, o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), pediu o desarquivamento do projeto. No fim de fevereiro, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), apresentou requerimento para inclusão do projeto na pauta da Câmara.
O pedido foi apresentado um dia antes da sessão da sessão em que o Supremo Tribunal Federal decidiria se ex-agentes públicos têm direito a foro privilegiado em ações de improbidade administrativa. Um pedido de vista evitou a decisão. Agora tudo indica que o projeto será votado tão logo a pauta da Câmara seja destrancada.
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Marta é aconselhada a recusar convite
Karla Correia, Jornal do Brasil
Brasília. Amigos da ex-prefeita Marta Suplicy têm aconselhado insistentemente a petista a desistir de ocupar um posto na Esplanada dos Ministérios. A demora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em oficializar o convite a Marta é vista por aliados da ex-prefeita como uma situação desgastante para seu nome, um dos mais citados dentro do PT para uma possível candidatura do partido à Presidência da República, em 2010.
- A Marta está bem, ela tem um nome de peso na legenda e é forte candidata tanto à prefeitura de São Paulo, em 2008, ou à Presidência, em 2010 - diz o deputado Jilmar Tatto (SP), ex-secretário de Transportes da petista na prefeitura de São Paulo.
A pessoas próximas, Marta se diz magoada com a hesitação do presidente Lula, mas evita sinalizar qualquer disposição contrária à sua participação no governo e mantém firme seu pleito por uma vaga na Esplanada. Um interlocutor da prefeita dentro da Câmara defende que Marta peça a retirada do seu nome das listas de ministeriáveis do partido e invista exclusivamente em sua campanha presidencial.
- Em vez de ir para o Turismo, ela precisa é fazer turismo, viajar pelo país e se fazer conhecida - diz o amigo da ex-prefeita. A luta por vaga na Esplanada é politicamente insalubre e pode trazer mais desafetos do que vantagens de fato, considera Tatto.
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Reforma de cargos e idéias
Editorial do Jornal do Brasil
Tantas vezes marcado e adiado o portentoso encontro com a nova equipe ministerial, o PT e demais partidos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltaram a protagonizar o odioso festival de disputas pelo controle de verbas e cargos da máquina pública. O enredo é antigo, mudam apenas os personagens e as circunstâncias. O último entrave, segundo informou ontem o JB, é a criação da Secretaria Especial de Portos e Aeroportos, e o exuberante orçamento da pasta com status de ministério.
Informa-se, por exemplo, que o PSB deseja um ministério que reúna os portos e a Infraero. O PT quer a mesma Infraero para a ex-prefeita Marta Suplicy. (Petistas ainda ignoram que a partilha original privilegiou em demasia o PT). O PR não admite abrir mão desta verba, hoje do Ministério dos Transportes. E o PMDB segue exibindo seu arsenal de cobranças para integrar a equipe de Lula. Mas nada se diz sobre as possíveis trilhas para desobstruir os caminhos aéreos. Na cosmologia do poder, verbas e cargos falam por si. O resto é detalhe.
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Mês ruim para a Coca-Cola
Radar, Veja online
Fevereiro não foi um mês de festa na Coca-Cola brasileira. Os números do Nielsen revelam que a empresa americana perdeu 0,6% de participação de mercado. Caiu de 55,4% para 54,8%. A AmBev subiu marginalmente: de 17,2% para 17,3% no mesmo período. E as tubaínas, que há meses apresentavam números cadentes, viram sua participação crescer de 27,4% para 27,9%.
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Para entidade, plano é sinal de 'aparelhamento de estado'
Veja online
A possível criação de um novo canal de TV estatal é ligada às tentativas de aparelhamento político do estado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Jorge da Cunha Lima, em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo.
Segundo Cunha Lima, há uma divisão no governo sobre a TV pública. O projeto de criação de um novo canal está ligado aos setores favoráveis ao aparelhamento político. "Felizmente, não é esta a posição de todo o governo. Prevejo grandes crises", disse ele. Até mesmo a definição do novo canal motiva questionamentos entre especialistas do setor. Costa compara o projeto ao da BBC britânica, editorialmente independente do governo.
Para os analistas, contudo, não é possível traçar esse paralelo, já que a BBC é uma rede pública. Para Gabriel Priolli, presidente da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), "há um equívoco conceitual". "Se é uma rede que vai usar um canal da União tocado por órgãos estatais, não é uma TV pública, é estatal. Vamos dar nome aos bois." O professor da USP Laurindo Leal Filho concorda: "Está havendo uma confusão entre estatal e público na proposta do ministro".