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O deputado federal Márcio Junqueira (PFL) compareceu ao Palácio do Planalto ontem, onde participou de reunião de trabalho com o chefe de gabinete da Casa Civil, Telton Melo e o sub-chefe de ação governamental, Johannes Eck, para discutir a questão fundiária de Roraima.
O encontro só foi possível porque o representante roraimense, desde que tomou posse, vem bombardeando a Casa Civil quase que diariamente com ofícios em que solicita audiência com a ministra Dilma Rousseff, sem sucesso.
O encontro só foi possível porque o representante roraimense, desde que tomou posse, vem bombardeando a Casa Civil quase que diariamente com ofícios em que solicita audiência com a ministra Dilma Rousseff, sem sucesso.
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Sem meios de se livrar da insistência do parlamentar, a ministra designou seu chefe de gabinete para contato inicial, classificado como “prévio”, a fim de tentar solucionar a questão ou verificar a possibilidade de agendar compromisso posterior com a própria titular da Casa Civil.
Sem meios de se livrar da insistência do parlamentar, a ministra designou seu chefe de gabinete para contato inicial, classificado como “prévio”, a fim de tentar solucionar a questão ou verificar a possibilidade de agendar compromisso posterior com a própria titular da Casa Civil.
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Busca-se empurrar o assunto para frente até cair no vazio.
Busca-se empurrar o assunto para frente até cair no vazio.
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Márcio Junqueira expôs, então, dificuldades enfrentadas pelo seu estado (em função de extensas áreas territoriais destinadas a enclaves indígenas), mostrando que a criação da Reserva Raposa/Serra do Sol causa graves danos à economia de Roraima. Ela elimina toda área de produção de arroz, um trabalho de 30 anos!
Márcio Junqueira expôs, então, dificuldades enfrentadas pelo seu estado (em função de extensas áreas territoriais destinadas a enclaves indígenas), mostrando que a criação da Reserva Raposa/Serra do Sol causa graves danos à economia de Roraima. Ela elimina toda área de produção de arroz, um trabalho de 30 anos!
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O deputado estava acompanhado dos rizicultores Valcir Centenário, Nelson Itikawa, Genor Faccio e Paulo César Quartieiro, este último prefeito do município de Pacaraima (fronteira com a Venezuela), cassado recentemente e que está recorrendo da decisão junto ao TSE – Tribunal Superior Eleitoral.
O deputado estava acompanhado dos rizicultores Valcir Centenário, Nelson Itikawa, Genor Faccio e Paulo César Quartieiro, este último prefeito do município de Pacaraima (fronteira com a Venezuela), cassado recentemente e que está recorrendo da decisão junto ao TSE – Tribunal Superior Eleitoral.
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Além dos rizicultores, o ex-reitor da UFRR Hamilton Gondim integrou também a comitiva, tendo em vista o fato de ter atuado como relator do Grupo de Trabalho (GT) que examinou a polêmica demarcação da Raposa/Serra do Sol.
Além dos rizicultores, o ex-reitor da UFRR Hamilton Gondim integrou também a comitiva, tendo em vista o fato de ter atuado como relator do Grupo de Trabalho (GT) que examinou a polêmica demarcação da Raposa/Serra do Sol.
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Os argumentos iam avançados quando Johannes Eck se juntou aos participantes, assumindo postura agressiva e enfatizando a irreversibilidade da situação. Quando Junqueira lembrou que o governo federal está entregando a Amazônia aos estrangeiros, inclusive com o “arrendamento de florestas”, Eck o chamou de “mentiroso”.
Os argumentos iam avançados quando Johannes Eck se juntou aos participantes, assumindo postura agressiva e enfatizando a irreversibilidade da situação. Quando Junqueira lembrou que o governo federal está entregando a Amazônia aos estrangeiros, inclusive com o “arrendamento de florestas”, Eck o chamou de “mentiroso”.
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O tempo fechou: Márcio Junqueira exigiu “respeito”, disse que estava ali como representante parlamentar e defendendo o direito da população do estado. Acrescentou que quem mente é o governo federal, “ao prometer uma coisa e agir de forma inteiramente diferente”. Eck se viu obrigado a pedir desculpas.
O tempo fechou: Márcio Junqueira exigiu “respeito”, disse que estava ali como representante parlamentar e defendendo o direito da população do estado. Acrescentou que quem mente é o governo federal, “ao prometer uma coisa e agir de forma inteiramente diferente”. Eck se viu obrigado a pedir desculpas.
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Hamilton Gondim lembrou aos representantes do governo que a maioria dos integrantes do Grupo de Trabalho que analisou a demarcação das terras, “sequer tinha conhecimento de suas reais atribuições”. Telton Melo deixou claro que desconhecia a questão.
Hamilton Gondim lembrou aos representantes do governo que a maioria dos integrantes do Grupo de Trabalho que analisou a demarcação das terras, “sequer tinha conhecimento de suas reais atribuições”. Telton Melo deixou claro que desconhecia a questão.
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Márcio Junqueira se despediu do encontro avisando que irá colocar, dentro em breve, um plano “B” em ação: vai exibir um vídeo num telão, diante do Palácio do Planalto, mostrando a violência praticada no instante da demarcação e a mobilização policial para a remoção dos habitantes da área.
Márcio Junqueira se despediu do encontro avisando que irá colocar, dentro em breve, um plano “B” em ação: vai exibir um vídeo num telão, diante do Palácio do Planalto, mostrando a violência praticada no instante da demarcação e a mobilização policial para a remoção dos habitantes da área.
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Ele acredita que dessa maneira o presidente ou a ministra Dilma Rousseff terminará por dispensar ao tema a importância devida, e um dos dois ou os dois irão se decidir, por fim, a recebê-lo.
Ele acredita que dessa maneira o presidente ou a ministra Dilma Rousseff terminará por dispensar ao tema a importância devida, e um dos dois ou os dois irão se decidir, por fim, a recebê-lo.
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Na opinião do parlamentar, não se tem como empurrar o drama de centenas de famílias para debaixo do tapete da omissão, especialmente agora que já se anuncia a criação de uma outra reserva. Pressionado, só resta ao governo procurar justificativas.
Na opinião do parlamentar, não se tem como empurrar o drama de centenas de famílias para debaixo do tapete da omissão, especialmente agora que já se anuncia a criação de uma outra reserva. Pressionado, só resta ao governo procurar justificativas.
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Márcio Accioly é Jornalista.
COMENTANDO A NOTICIA: Em 2006, publicamos aqui um resumo da dramática situação vivida atualmente pela população de Roraima. Apenaqs para que o leitor tenha uma idéia, do total da área geográfica ocupada por aquele Estado, tirando-se as reservas indígenas e áreas de preservação, sobram não mais do que 12% de área física para a população viver, plantar, ocupar. É um acinte, convenhamos !
Desconhecemos a quem ou a que grupos de interesses este governo inconseqüente de Lula esteja a serviço, mas certamente nenhum deles atende aos interesses do povo brasileiro. Veja-se o caso da privatização de extensas áreas da floresta, ajunte-se a isto a posição de subserviência perante as expropriações promovidas pela Bolívia no patrimônio da Bolívia, para quem Lula e escancara a bolsa e o bolso, inclusive patrocinando a reforma agrária de lá que acabará desapropriando brasileiros que lá se estabeleceram. Agregue-se ainda o tal tratado firmado pelo governo Lula quanto a autodeterminação dos povos indígenas que, se estivesse em vigor, teria o dom de esfacelar o território nacional em dezenas de pequenos países independentes. E, apesar dos ódios e ressentimentos desferidos no país por milhares de imbecis semana passada, por ocasião de visita do presidente americano, George W. Bush, devemos agradecer-lhe o fato do tal tratado não estar vigorando, pelo voto contrário da delegação americana que anteviu em si mesma o problema que os brucutus e megalomaníacos da diplomacia brasileira que não conseguiram enxergar.
A falta de respeito, a arrogância que imperam no governo federal quando se trata de ouvir os apelos da população, mereceriam o repúdio da sociedade.
Márcio Accioly é Jornalista.
COMENTANDO A NOTICIA: Em 2006, publicamos aqui um resumo da dramática situação vivida atualmente pela população de Roraima. Apenaqs para que o leitor tenha uma idéia, do total da área geográfica ocupada por aquele Estado, tirando-se as reservas indígenas e áreas de preservação, sobram não mais do que 12% de área física para a população viver, plantar, ocupar. É um acinte, convenhamos !
Desconhecemos a quem ou a que grupos de interesses este governo inconseqüente de Lula esteja a serviço, mas certamente nenhum deles atende aos interesses do povo brasileiro. Veja-se o caso da privatização de extensas áreas da floresta, ajunte-se a isto a posição de subserviência perante as expropriações promovidas pela Bolívia no patrimônio da Bolívia, para quem Lula e escancara a bolsa e o bolso, inclusive patrocinando a reforma agrária de lá que acabará desapropriando brasileiros que lá se estabeleceram. Agregue-se ainda o tal tratado firmado pelo governo Lula quanto a autodeterminação dos povos indígenas que, se estivesse em vigor, teria o dom de esfacelar o território nacional em dezenas de pequenos países independentes. E, apesar dos ódios e ressentimentos desferidos no país por milhares de imbecis semana passada, por ocasião de visita do presidente americano, George W. Bush, devemos agradecer-lhe o fato do tal tratado não estar vigorando, pelo voto contrário da delegação americana que anteviu em si mesma o problema que os brucutus e megalomaníacos da diplomacia brasileira que não conseguiram enxergar.
A falta de respeito, a arrogância que imperam no governo federal quando se trata de ouvir os apelos da população, mereceriam o repúdio da sociedade.