Governo desvia dinheiro até da Saúde para jogos
Veja online
Para cobrir as despesas geradas pelo estouro do orçamento do Jogos Pan-Americanos do Rio, o governo federal decidiu cortar gastos até de programas dos ministérios de Saúde e Cidades. Pela ordem, as pastas que mais perderam recursos foram Cidades (43 milhões de reais), Turismo (18 milhões), Saúde (16 milhões), Transportes (12 milhões) e Defesa (2 milhões) - totalizando 100 milhões de reais.
O remanejamento foi determinado por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, há uma semana. A maior parte dos recursos desviados deverá ser usado na reforma dos estádios usados no Pan.
Entre os programas que serão prejudicados com o desvio de recursos estão obras ligadas a abastecimento de água e esgoto sanitário no Rio. Também foram alvos de cortes programas de saúde no Estado e a implantação de iluminação pública em trecho da rodovia Niterói-Manilha.
A União é a maior patrocinadora do Pan. A verba federal no evento já ultrapassou 1,5 bilhão de reais - o valor é cerca de sete vezes maior do que o originalmente previsto. União, estado e município do Rio, juntos, deverão ser responsáveis por cerca de 72% do gasto total para os jogos.
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Para cobrir as despesas geradas pelo estouro do orçamento do Jogos Pan-Americanos do Rio, o governo federal decidiu cortar gastos até de programas dos ministérios de Saúde e Cidades. Pela ordem, as pastas que mais perderam recursos foram Cidades (43 milhões de reais), Turismo (18 milhões), Saúde (16 milhões), Transportes (12 milhões) e Defesa (2 milhões) - totalizando 100 milhões de reais.
O remanejamento foi determinado por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, há uma semana. A maior parte dos recursos desviados deverá ser usado na reforma dos estádios usados no Pan.
Entre os programas que serão prejudicados com o desvio de recursos estão obras ligadas a abastecimento de água e esgoto sanitário no Rio. Também foram alvos de cortes programas de saúde no Estado e a implantação de iluminação pública em trecho da rodovia Niterói-Manilha.
A União é a maior patrocinadora do Pan. A verba federal no evento já ultrapassou 1,5 bilhão de reais - o valor é cerca de sete vezes maior do que o originalmente previsto. União, estado e município do Rio, juntos, deverão ser responsáveis por cerca de 72% do gasto total para os jogos.
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ENQUANTO ISSO...
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Pacientes renais crônicos sem remédios no Rio
Pacientes renais crônicos e transplantados do Rio denunciaram ontem a falta de medicamentos de alto custo, que não estavam sendo distribuídos pela Secretaria Estadual de Saúde desde o início do ano. Por causa da falta de remédios, alguns deles essenciais para evitar a rejeição do órgão transplantado, pessoas que estavam se preparando para o transplante preferiram adiar a operação.
A cesta de medicamentos para transplantados custa R$ 3.122 por mês. Apenas uma caixa de um dos remédios em falta, o Cerolimus, é R$ 1.484. Atualmente há 10.500 pacientes renais crônicos no Estado, dos quais quase 3.000 são transplantados. "Luto há três anos para fazer o transplante, minha irmã vai tirar um rim para mim e agora que estava finalizando os exames vejo que posso perder o órgão por falta de remédio. Decidi esperar mais um pouco para ver como isso vai ficar", disse a cobradora aposentada Maria Cristina de Oliveira, de 50 anos.
A dona de casa Maria Celenilda, de 44 anos, transplantada há seis, teme perder o rim por causa da falta de remédios. "Fui à farmácia pegar o medicamento e disseram para eu voltar em 15 dias, voltei hoje de manhã (ontem) e não tinha. Só tenho mais dois comprimidos para tomar".
"A sorte é que nós nos tornamos uma família, um ajuda o outro. Quem tem o remédio, divide a cartela com quem não tem", contou a dona de casa Lindimary Alves da Silva, de 43. A Secretaria Estadual de Saúde informou que os medicamentos foram entregues no início da tarde de ontem, na farmácia do Instituto de Assistência aos Servidores do Rio (Iaserj), onde fica centralizada a distribuição de medicamentos de alto custo.
O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, responsabilizou o governo anterior pelo desabastecimento. Segundo ele, o governo anterior não fez compra de medicamentos em dezembro. Nos dois primeiros meses do ano ele realizou auditoria em todos os contratos e, por esse motivo, não empenhou gastos. Em março, a Secretaria Estadual de Saúde realizou uma compra emergencial de 96 itens de alto custo, no valor de R$ 46 milhões, que devem ser suficientes por seis meses.
Pacientes renais crônicos sem remédios no Rio
Pacientes renais crônicos e transplantados do Rio denunciaram ontem a falta de medicamentos de alto custo, que não estavam sendo distribuídos pela Secretaria Estadual de Saúde desde o início do ano. Por causa da falta de remédios, alguns deles essenciais para evitar a rejeição do órgão transplantado, pessoas que estavam se preparando para o transplante preferiram adiar a operação.
A cesta de medicamentos para transplantados custa R$ 3.122 por mês. Apenas uma caixa de um dos remédios em falta, o Cerolimus, é R$ 1.484. Atualmente há 10.500 pacientes renais crônicos no Estado, dos quais quase 3.000 são transplantados. "Luto há três anos para fazer o transplante, minha irmã vai tirar um rim para mim e agora que estava finalizando os exames vejo que posso perder o órgão por falta de remédio. Decidi esperar mais um pouco para ver como isso vai ficar", disse a cobradora aposentada Maria Cristina de Oliveira, de 50 anos.
A dona de casa Maria Celenilda, de 44 anos, transplantada há seis, teme perder o rim por causa da falta de remédios. "Fui à farmácia pegar o medicamento e disseram para eu voltar em 15 dias, voltei hoje de manhã (ontem) e não tinha. Só tenho mais dois comprimidos para tomar".
"A sorte é que nós nos tornamos uma família, um ajuda o outro. Quem tem o remédio, divide a cartela com quem não tem", contou a dona de casa Lindimary Alves da Silva, de 43. A Secretaria Estadual de Saúde informou que os medicamentos foram entregues no início da tarde de ontem, na farmácia do Instituto de Assistência aos Servidores do Rio (Iaserj), onde fica centralizada a distribuição de medicamentos de alto custo.
O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, responsabilizou o governo anterior pelo desabastecimento. Segundo ele, o governo anterior não fez compra de medicamentos em dezembro. Nos dois primeiros meses do ano ele realizou auditoria em todos os contratos e, por esse motivo, não empenhou gastos. Em março, a Secretaria Estadual de Saúde realizou uma compra emergencial de 96 itens de alto custo, no valor de R$ 46 milhões, que devem ser suficientes por seis meses.