Cláudio Humberto
O desembargador José Eduardo Carreira Alvim, preso pela Polícia Federal, brigou com os colegas porque teria sido preterido para presidir o Tribunal Regional Federal, no Rio. Ele era o vice. Alvim é acusado de conceder liminares contra decisões que nem sequer tinham sido tomadas - os "recursos futuros" que estão na origem de sua prisão. Em junho de 2006, mandou liberar 900 máquinas caça-níqueis de casas de bingo de Niterói.
Carreira Alvim também deu liminares em "recursos futuros" para a Cia Siderúrgica Nacional (CSN) e Refrigerantes do Rio de Janeiro (Coca-Cola).
O desembargador preso beneficiou também a fábrica de cigarros American Virginia, fechada pela Receita Federal por contumaz sonegação.
A prisão do ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal do Rio pode revelar laços perigosos de advogados e outros desembargadores com a máfia dos combustíveis e a sonegação.
Irritado por não ser eleito presidente do TRF, Carreira Alvim pediu a palavra no tribunal e acusou um colega de não pagar um aluguel de que era fiador.
A Assembléia Legislativa do Rio deu em 2002 o título de cidadão honorário ao desembargador Carreira Alvim.
COMENTANDO A NOTICIA: Esta é apenas uma pontinha do imenso iceberg. Há muito COMENTANDO A NOTICIA tem enfatizado a necessidade de se investigar a ação de alguns juízes e desembargadores, cujas sentenças têm sido muito mais do que suspeitas.
O desembargador José Eduardo Carreira Alvim, preso pela Polícia Federal, brigou com os colegas porque teria sido preterido para presidir o Tribunal Regional Federal, no Rio. Ele era o vice. Alvim é acusado de conceder liminares contra decisões que nem sequer tinham sido tomadas - os "recursos futuros" que estão na origem de sua prisão. Em junho de 2006, mandou liberar 900 máquinas caça-níqueis de casas de bingo de Niterói.
Carreira Alvim também deu liminares em "recursos futuros" para a Cia Siderúrgica Nacional (CSN) e Refrigerantes do Rio de Janeiro (Coca-Cola).
O desembargador preso beneficiou também a fábrica de cigarros American Virginia, fechada pela Receita Federal por contumaz sonegação.
A prisão do ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal do Rio pode revelar laços perigosos de advogados e outros desembargadores com a máfia dos combustíveis e a sonegação.
Irritado por não ser eleito presidente do TRF, Carreira Alvim pediu a palavra no tribunal e acusou um colega de não pagar um aluguel de que era fiador.
A Assembléia Legislativa do Rio deu em 2002 o título de cidadão honorário ao desembargador Carreira Alvim.
COMENTANDO A NOTICIA: Esta é apenas uma pontinha do imenso iceberg. Há muito COMENTANDO A NOTICIA tem enfatizado a necessidade de se investigar a ação de alguns juízes e desembargadores, cujas sentenças têm sido muito mais do que suspeitas.
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Somos críticos contumazes do Poder Judiciário, muito mais por sua lerdeza, muito mais por seu corporativismo e o nepotismo (que de resto encontra-se em todas as esferas de poder público no Brasil), muito mais, também, por sua estrutura palaciana em detrimento de seus serviços que afastam a imensa maioria dos brasileiros. O Poder Judiciário brasileiro tornou-se o abrigo das elites econômicas e políticas do país, não raro muito mais para beneficiá-los com o manto sagrado da impunidade.
Há casos sim de corrupção e de ligações com o crime organizado, mas isto não quer dizer que o Poder Judiciário como um todo esteja infestado por este vírus. Porém, se a Polícia Federal tiver vontade de coibir o crime no país, e por fim as teias que o ligam com o poder público, há sim muitos juízes e desembargadores passíveis de investigação. E o caminho natural, sem dúvida, é partirem das sentenças que são expedidas muitas vezes de maneira estranha em benefício não da lei e da ordem, mas sim para a perpetuação de criminosos em suas práticas.
É desejo de todos os brasileiros terem acesso a uma Justiça digna do nome bem como ela como instituição acaba tornando-se o baluarte na defesa dos direitos e garantias individuais. Portanto, o clima de suspeição sobre a instituição não pode paira em momento algum, para ela não perca sua legitimidade e acabe se afastando de real função constitucional. E a maneira de evitar este mal, é sem dúvida, dela afastando aqueles todos que não estão à altura do papel que o Poder Judiciário deve respeitar e responder. Que a limpeza e purificação do sistema comece e tenha curso livre. Porém, é preciso sempre ter em mente, que não pode a PF ser usada para desmoralizar e enfraquecer a instituição, como é o desejo subterrâneo do poder executivo comandado pelo partido de trambiqueiros. Espera-se que o mesmo vigor investigativo, e isenção e justiça é claro, se faça nos demais poderes, nos quais o que não faltam são criminosos para todos os gostos e fins.
Somos críticos contumazes do Poder Judiciário, muito mais por sua lerdeza, muito mais por seu corporativismo e o nepotismo (que de resto encontra-se em todas as esferas de poder público no Brasil), muito mais, também, por sua estrutura palaciana em detrimento de seus serviços que afastam a imensa maioria dos brasileiros. O Poder Judiciário brasileiro tornou-se o abrigo das elites econômicas e políticas do país, não raro muito mais para beneficiá-los com o manto sagrado da impunidade.
Há casos sim de corrupção e de ligações com o crime organizado, mas isto não quer dizer que o Poder Judiciário como um todo esteja infestado por este vírus. Porém, se a Polícia Federal tiver vontade de coibir o crime no país, e por fim as teias que o ligam com o poder público, há sim muitos juízes e desembargadores passíveis de investigação. E o caminho natural, sem dúvida, é partirem das sentenças que são expedidas muitas vezes de maneira estranha em benefício não da lei e da ordem, mas sim para a perpetuação de criminosos em suas práticas.
É desejo de todos os brasileiros terem acesso a uma Justiça digna do nome bem como ela como instituição acaba tornando-se o baluarte na defesa dos direitos e garantias individuais. Portanto, o clima de suspeição sobre a instituição não pode paira em momento algum, para ela não perca sua legitimidade e acabe se afastando de real função constitucional. E a maneira de evitar este mal, é sem dúvida, dela afastando aqueles todos que não estão à altura do papel que o Poder Judiciário deve respeitar e responder. Que a limpeza e purificação do sistema comece e tenha curso livre. Porém, é preciso sempre ter em mente, que não pode a PF ser usada para desmoralizar e enfraquecer a instituição, como é o desejo subterrâneo do poder executivo comandado pelo partido de trambiqueiros. Espera-se que o mesmo vigor investigativo, e isenção e justiça é claro, se faça nos demais poderes, nos quais o que não faltam são criminosos para todos os gostos e fins.