Da Folha de S.Paulo
"Se não aumentarem a "nota" que dão ao Brasil, as agências internacionais classificadoras de risco de investimento correm, elas próprias, o risco de ficar "desmoralizadas".
É o que diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para quem tais agências já estão "atrasadas" ao achar que o país ainda não tem condições de ser elevado à classificação "grau de investimento".
Mantega, que passa o fim de semana em Washington participando das reuniões de primavera do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), se reúne com a diretoria de duas dessas agências na segunda-feira, em Nova York. Vai pedir que a classificação brasileira seja melhorada. "Vou sugerir que elas sejam mais rápidas em avaliar os progressos do Brasil", disse."
COMENTANDO A NOTICIA: Mantega precisa entender uma coisa: as agências tem critérios para os quais não adianta o ministro ficar “nervosinho”. Já é muito o risco país cair como vem caindo, até porque o governo vem cumprindo a risca um roteiro que permite esta queda. Porém, no berro, no bato e arrebento, não resolve absolutamente nada. Demonstra que as agências estão certas na redução gradual, tendo em vista que o ministro da fazenda adora o estilo instável de se portar. Além disso, há outros indicadores, que Mantega parece ignorar, e que são decisivos para que possamos atingir o tão desejado grau de investimento. Um deles, só para lembrar o ministro, está na conjunção juros/câmbio. E só para citar mais um: se os investidores nacionais estão preferindo ir par ao exterior aplicar seus capitais, para fugirem da insegurança jurídica, burocracia, carga tributária e, câmbio e taxa de juros, por quê se recomendaria aos estrangeiros investirem aqui ?
Além disso tudo, ainda precisamos destacar que Mantega, assim como Palocci, jamais precisaram renegociar dívida externa com bancos e instituições financeiras internacionais. Primeiro, porque o “serviço” já tinha sido feito no governo FHC. E não foi um simples acordo. O país, heranças de Sarney e Collor, não tinha um miserável crédito no mercado financeiro por conta das desastradas políticas que ambos patrocinaram. E, em segundo lugar, porque no período, não ocorreu uma única crise financeira no mundo todo, ao contrário de FHC, que precisou enfrentá-la cinco vezes.
A estabilidade econômica do país é um acontecimento relativamente novo. E sua manutenção ao longo do tempo, precisa ser conquistada ainda através de outras reformas que o governo Lula reluta em levar adiante, por absoluta covardia e incompetência. Não precisa o ministro Mantega ficar exasperado com a conquista do grau de investimento para o risco país. Basta apenas trabalhar direito e terminar de fazer a lição de casa. Por antecipação, e a custa de promessas, ninguém é maluco de “diplomar” sem que ele faça o exame final e obtenha o grau de aprovação mínimo exigido.
"Se não aumentarem a "nota" que dão ao Brasil, as agências internacionais classificadoras de risco de investimento correm, elas próprias, o risco de ficar "desmoralizadas".
É o que diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para quem tais agências já estão "atrasadas" ao achar que o país ainda não tem condições de ser elevado à classificação "grau de investimento".
Mantega, que passa o fim de semana em Washington participando das reuniões de primavera do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), se reúne com a diretoria de duas dessas agências na segunda-feira, em Nova York. Vai pedir que a classificação brasileira seja melhorada. "Vou sugerir que elas sejam mais rápidas em avaliar os progressos do Brasil", disse."
COMENTANDO A NOTICIA: Mantega precisa entender uma coisa: as agências tem critérios para os quais não adianta o ministro ficar “nervosinho”. Já é muito o risco país cair como vem caindo, até porque o governo vem cumprindo a risca um roteiro que permite esta queda. Porém, no berro, no bato e arrebento, não resolve absolutamente nada. Demonstra que as agências estão certas na redução gradual, tendo em vista que o ministro da fazenda adora o estilo instável de se portar. Além disso, há outros indicadores, que Mantega parece ignorar, e que são decisivos para que possamos atingir o tão desejado grau de investimento. Um deles, só para lembrar o ministro, está na conjunção juros/câmbio. E só para citar mais um: se os investidores nacionais estão preferindo ir par ao exterior aplicar seus capitais, para fugirem da insegurança jurídica, burocracia, carga tributária e, câmbio e taxa de juros, por quê se recomendaria aos estrangeiros investirem aqui ?
Além disso tudo, ainda precisamos destacar que Mantega, assim como Palocci, jamais precisaram renegociar dívida externa com bancos e instituições financeiras internacionais. Primeiro, porque o “serviço” já tinha sido feito no governo FHC. E não foi um simples acordo. O país, heranças de Sarney e Collor, não tinha um miserável crédito no mercado financeiro por conta das desastradas políticas que ambos patrocinaram. E, em segundo lugar, porque no período, não ocorreu uma única crise financeira no mundo todo, ao contrário de FHC, que precisou enfrentá-la cinco vezes.
A estabilidade econômica do país é um acontecimento relativamente novo. E sua manutenção ao longo do tempo, precisa ser conquistada ainda através de outras reformas que o governo Lula reluta em levar adiante, por absoluta covardia e incompetência. Não precisa o ministro Mantega ficar exasperado com a conquista do grau de investimento para o risco país. Basta apenas trabalhar direito e terminar de fazer a lição de casa. Por antecipação, e a custa de promessas, ninguém é maluco de “diplomar” sem que ele faça o exame final e obtenha o grau de aprovação mínimo exigido.