O governo ficará em cima do muro quando o assunto for a descriminalização do aborto.
Foi o que Lula disse aos líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso hoje, em reunião no Palácio do Planalto.
Quando os projetos que tramitam no Congresso chegarem à votação, o governo não terá posição formada.
- Isso é uma questão religiosa, é de cada um. Em hipótese alguma o governo vai se meter nisso -, afirmou o líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE).
COMENTANDO A NOTICIA: Se para o grande público parecerá que o governo se mantém em cima do muro, fica a pergunta: se era para ser isento, por conta do que o governo trouxe o assunto para o debate ?
“Ah, porque o governo se interessa pela população. E isto independe de sua própria opinião”. Balela. Na verdade, o governo do PT está mentindo. A descriminilização do aborto fazia parte do programa de governo do Lula já em 2006. Durante a campanha, quando perceberam a furada, retiraram a idéia do programa. Vejam lá no site do partido. Faz parte de seu programa sim, especialmente da tal “Secretaria da Mulher”... A senhora Feghalli, no Rio de Janeiro, já defende a idéia, oficialmente, há muito tempo. O que fez o Temporão quando assumiu o Ministério da Saúde ? Saiu por aí pregando a necessidade de liberar o aborto no Brasil. O que, na verdade, fez o partido e o governo agora recuarem, e se manterem na defensiva com ares hipócritas de “isenção”, foi a pesquisa divulgada mostrando que aproximadamente dois terços da população brasileira é contrária a liberação da prática criminosa. E também, porque o ministro em solenidades públicas passou a ser hostilizado pela população.
Também seguindo o mesmo raciocínio leio que o jornalista Reinaldo Azevedo, vê neste “recuo” um ato de covardia de Lula, que aliás, não seria o primeiro, tampouco não será o último.
A seguir o pensamento do Reinaldo:
“Uma questão de covardia”
O Planalto manda dizer que não vai se posicionar sobre a questão do aborto: “O tema é da consciência religiosa de cada um", afirmou o líder no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "Depende da consciência e dos princípios de cada um. Não é uma coisa de governo", desconversa o líder na Câmara, José Múcio (PTB-PE). Conversa mole. O discurso oficial é pró-aborto. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não esconde a sua simpatia. A secretaria da Mulher faz campanha aberta pela descriminação, e o PT tem um documento em que defende a prática e classifica de reacionários e preconceituosos os que a ela se opõem. O que Lula tem é uma brutal covardia política. Não quer comprar briga com ninguém. Por que ele não dá a sua opinião? Comanda um partido majoritariamente pró-aborto e se esconde atrás de uma suposta isenção de estadista. Gostaria de vê-lo realmente dizendo o que pensa, enfrentando corajosamente dois terços dos brasileiros.”
Foi o que Lula disse aos líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso hoje, em reunião no Palácio do Planalto.
Quando os projetos que tramitam no Congresso chegarem à votação, o governo não terá posição formada.
- Isso é uma questão religiosa, é de cada um. Em hipótese alguma o governo vai se meter nisso -, afirmou o líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE).
COMENTANDO A NOTICIA: Se para o grande público parecerá que o governo se mantém em cima do muro, fica a pergunta: se era para ser isento, por conta do que o governo trouxe o assunto para o debate ?
“Ah, porque o governo se interessa pela população. E isto independe de sua própria opinião”. Balela. Na verdade, o governo do PT está mentindo. A descriminilização do aborto fazia parte do programa de governo do Lula já em 2006. Durante a campanha, quando perceberam a furada, retiraram a idéia do programa. Vejam lá no site do partido. Faz parte de seu programa sim, especialmente da tal “Secretaria da Mulher”... A senhora Feghalli, no Rio de Janeiro, já defende a idéia, oficialmente, há muito tempo. O que fez o Temporão quando assumiu o Ministério da Saúde ? Saiu por aí pregando a necessidade de liberar o aborto no Brasil. O que, na verdade, fez o partido e o governo agora recuarem, e se manterem na defensiva com ares hipócritas de “isenção”, foi a pesquisa divulgada mostrando que aproximadamente dois terços da população brasileira é contrária a liberação da prática criminosa. E também, porque o ministro em solenidades públicas passou a ser hostilizado pela população.
Também seguindo o mesmo raciocínio leio que o jornalista Reinaldo Azevedo, vê neste “recuo” um ato de covardia de Lula, que aliás, não seria o primeiro, tampouco não será o último.
A seguir o pensamento do Reinaldo:
“Uma questão de covardia”
O Planalto manda dizer que não vai se posicionar sobre a questão do aborto: “O tema é da consciência religiosa de cada um", afirmou o líder no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "Depende da consciência e dos princípios de cada um. Não é uma coisa de governo", desconversa o líder na Câmara, José Múcio (PTB-PE). Conversa mole. O discurso oficial é pró-aborto. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não esconde a sua simpatia. A secretaria da Mulher faz campanha aberta pela descriminação, e o PT tem um documento em que defende a prática e classifica de reacionários e preconceituosos os que a ela se opõem. O que Lula tem é uma brutal covardia política. Não quer comprar briga com ninguém. Por que ele não dá a sua opinião? Comanda um partido majoritariamente pró-aborto e se esconde atrás de uma suposta isenção de estadista. Gostaria de vê-lo realmente dizendo o que pensa, enfrentando corajosamente dois terços dos brasileiros.”