terça-feira, abril 17, 2007

Lula acusa antecessores de subserviência

Lula participou da solenidade de assinatura dos contratos para a construção de nove navios petroleiros pelo estaleiro Rio Naval, localizado no Caju, Zona Portuária. Ao criticar a "subserviência" de governos passados em negociações internacionais, o presidente brincou, em discurso proferido ontem, com seus próprios erros de português.

"Me lembro da primeira vez que fui ao G8 e cumprimentei todo mundo. Como vocês sabem, não falo nenhuma língua, falo muito mal o português, tinha um intérprete atrás de mim", afirmou o presidente, para depois emendar que, após a chegada de um líder mundial, não se levantou para cumprimentá-lo, como fizeram os outros presentes. "Ninguém se levantou quando eu cheguei, também não me levanto."

O presidente fez um longo discurso de tom nacionalista, defendendo o uso social da Petrobras, criticando as privatizações e acusando seus antecessores de não terem coragem para reduzir a dependência com relação aos países desenvolvidos.

E usou a indústria naval, desmantelada durante os anos 90, como exemplo: quase três anos após seu lançamento, o governo conseguiu finalmente contratar a construção de 26 petroleiros no Brasil. "Não é possível que os homens que dirigiram este país não percebam que um país que teve competência para construir a Embraer, que teve competência para construir a CSN ou para fazer um combustível renovável como o álcool, não tenha condições de ter uma indústria naval competitiva", afirmou.

A Transpetro ainda aguarda negociações com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para assinar os contratos de sete embarcações pelos estaleiros Mauá Jurong, no Rio, e Itajaí, em Santa Catarina.

Depois disso, a empresa pretende licitar outros 18 navios, sendo que dois são grandes petroleiros de 320 mil toneladas de porte bruto. Segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, os navios da primeira etapa ficarão 1% mais caros do que no mercado internacional.

Em seu discurso, Lula defendeu a contratação de embarcações no Brasil, mesmo que sejam mais caras. "Pensar apenas no lado econômico, em função do resultado da empresa é muito pequeno. No meio disso, há famílias que precisam trabalhar, pagar impostos. Pode ficar mais barato para a empresa, mas fica mais caro para o Brasil."

E depois avisou: a Petrobras terá de seguir as políticas do governo. "Com todo o respeito de anos em que conheço o presidente (José Sérgio Gabrielli), que hoje comanda a Petrobras: se ele me dissesse que discorda dessa estratégia do governo, ou que pretendia construir (os navios) lá fora, eu iria pedir que ele se despedisse de mim imediatamente e deixasse o cargo", disse o presidente, se dirigindo diretamente a Gabrielli, que estava ao seu lado no palanque do evento e já havia defendido, em seu discurso, o apoio à indústria naval brasileira. "A Petrobras é controlada pelo governo e tem que se enquadrar."

COMENTANDO A NOTICIA: Este é Lula. Logo após a proclamação do resultado do segundo turno, prometera não mais criticar ou falar mal dos governos anteriores, ou seja, não mais falaria mal de FHC, que é, rigorosamente, o único presidente que Lula ataca e fala mal. Parece que FHC foi o único presidente brasileiro. Ou o único a cometer erros.

Primeiro, Lula parece não enxergar-se no próprio espelho. Além disso, parece que Lula não sabe de como foi a estratégia usada por Malan, por exemplo, para recompor a credibilidade no Brasil por parte dos banqueiros. Não leu nada a respeito, até porque sua preguiça, física e mental, o faz agir de forma medíocre. Isto é, fala do que não sabe, e arrota sobre o que não se informou. Mais: EMPRESAS FORAM FEITAS PARA DAR LUCRO. Ou como condenarmos aquelas que podendo comprar mais barato no exterior, não deixam de fazê-lo? Como justificar a quebra de uma empresa apenas por que preferiu comprar mais caro no Brasil por absoluto patriotismo ? Ou seja, a empresa quebra, mas o empresário falido dorme enrolado na bandeira nacional! Ora faça o favor, mais ridículo, impossível.

E quanto a “subserviência” , se não for possível evitá-la, em razão do interesse maior em favor do país, é preferível ser subserviente aos Estados Unidos, por exemplo, do que ao índio cocaleiro da Bolívia, Evo Morales, ou ao miliquinho metido a ditador da Venezuela , Hugo Chavez, ou ao tirano cubano Fidel Castro, como, regra geral, Lula é a eles todos subserviente. E quanto a subserviência ainda, preferível é dever para o FMI 20 bilhões de dólares a 6 % ao ano, do que trocar esta dívida por outra interna, ao custo de 20%. Portanto, a sabedoria do metalúrgico está muito longe de querer botar banca de “independente”, sentando em cima da própria imundície.