domingo, abril 15, 2012

Com parceiros assim, inimigos prá quê?


Comentando a Notícia

Adivinha quem aprontou com o Brasil pela trilionésima vez? Adivinhou quem cravou “Argentina”. É impressionante como o governo brasileiro, comandado pelo petê desde 2003, adora ser escorraçado e levar chute no traseiro de caudilho latino! Quanto mais mau caráter for o ditadorzinho de araque, mais os petistas adoram levar bordoada, desmoralizando um pouco mais o país que deveriam governar. Convenhamos, não é este respeito que os brasileiros esperam receber dos vizinhos.



A bola da vez é a Petrobrás, a mesma que já levou chumbo do boliviano Moralez, sob o silêncio cúmplice de Lula & Cia.. Texto de Marina Guimarães, correspondente da Agência Estado.

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Província argentina revoga concessão de área da Petrobrás
A concessão da Petrobrás revogada pela província de Neuquén foi a de Veta Escondida, onde 'se verificou que permanece sem produção, nem reservas comprovadas e com investimentos insuficientes' 

BUENOS AIRES – O governo da província argentina de Neuquén revogou hoje a concessão de mais três áreas de exploração de petróleo e gás, uma delas da Petrobrás Argentina, subsidiária da estatal brasileira.

Segundo informações da secretaria de Energia, Meio Ambiente e Serviços Públicos de Neuquén, a concessão revogada da Petrobrás foi a de Veta Escondida, onde “se verificou que permanece sem produção, nem reservas comprovadas e com investimentos insuficientes” para seu desenvolvimento.

As outras duas áreas retomadas pelo governo provincial foram Covunco Norte, administrada pela companhia Argenta Argentina, e Fortín de Piedras, que estava nas mãos da Tecpetrol.

“A área Covunco Norte permanece sem produção nem reservas e sem investimentos comprovados”, dizia a resolução. No caso de Fortín de Piedras, que era operada pela Tecpetrol, “se constatou que se encontra sem produção e com investimentos insuficientes para o desenvolvimento integral da superfície envolvida pela concessão”.

A secretaria disse ainda que a administração estadual “continua com a avaliação e análise de outras áreas nas quais se registra baixa ou média produção, com poucos investimentos ou sem investimentos”. Portanto, prossegue o texto, “o governo vai continuar com o processo de intimações correspondentes”.

Há cerca de 15 dias, as províncias produtoras de petróleo e gás da Argentina iniciaram um processo de revogação de concessões para pressionar as companhias a aumentar a produção, que vem em franco retrocesso desde 2003. Somente em Neuquén, foram seis áreas revertidas.

Ao todo, já são quase 20 as concessões retomadas pelas administrações de cinco províncias. Até o momento, as ações vinham atingindo somente a YPF, cujas ações sofreram forte queda na bolsa de valores de Buenos Aires nesta terça-feira, diante de notícias de uma possível intervenção oficial na companhia.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Incentivada pelo silencio consciencioso da Petrobrás e do governo brasileiro – conivência criminosa, aliás – dona Cristina Kirchner resolveu avançar um pouco mais em seu destrambelhamento autoritário. Que, também,  quer estatizar a "Petrobras argentina". De acordo com o Clarín, a presidente tem pronto um plano para retomar 50,01% das ações da YPF, que hoje pertence à espanhola Repsol. Só que o governo espanhol, cumprindo com a missão que lhe cabe, não admite que seus cidadãos e empresas sejam atacados de forma torpe por governantes ordinários. E mandou avisar: “Haverá consequências”, alertou o ministro da Indústria espanhol, José Manuel Soria. Ou seja, o governo espanhol se preocupa em proteger seus cidadãos e empresas, enquanto o brasileiro...

Acontece que segundo fontes ligadas ao governo Kirchner, a YPF não estaria fazendo investimentos adequados para a expansão da oferta de energia na Argentina. Isso porque, diante da crise europeia, os controladores espanhóis estariam preferindo remeter lucros para o país de origem. Na década de 90, empresas ibéricas, como o Santander e a Telefônica, compraram ativos em vários países da América Latina, inclusive o Brasil. E são justamente os resultados no continente que têm permitido a essas companhias lidar com parte dos prejuízos na Europa.

Por isso mesmo, autoridades espanholas reagiram com indignação à possível reestatização da YPF. “Haverá consequências”, alertou o ministro da Indústria espanhol, José Manuel Soria.

Na verdade, há certo consenso entre os presidentes de alguns países latinos, que governam de maneira retrógrada ao estilo nauseabundo do socialismo estilo cubano, para reverterem as privatizações das estatais privatizadas na década de 90. Entendem que se fortalecem no poder dando ampla extensão aos tentáculos do Estado sobre as respectivas sociedades que governam. Nada mais estúpido. Estes países convivem hoje, além da inflação galopante, também com uma séria crise de desabastecimento, fruto justamente destas políticas intervencionistas que acabam penalizando enormemente as populações destruindo com suas economias internas. Insistir na fórmula é condenar estes países à miséria eterna. Além, é claro, de roubar-se de maneira canalha as liberdades e garantias individuais reconquistadas às duras penas dos regimes ditatoriais das décadas de 60 à 80 do século passado. 

No caso da Argentina, perdemos a conta das vezes em que este vizinho rasgou acordos, contratos e fidelidade a política da boa vizinhança. Estes arroubos totalitários da presidente Kirchner só prejudicam aos seu próprio povo. Como forma de se manter “popular” tem recorrido em criar brigas com empresas, com excesso de intervenção na economia, manipulação de índices econômicos, o que tem contribuído para a inflação disparar além de provocar desabastecimento interno, demonstrando uma total hostilidade – injustificável – aos investimentos econômicos produtivos. Ou seja, na ação de governar adota como cartilha as mesmas medidas de Hugo Chavez na Venezuela.

O Brasil não pode se permitir entrar nesta pilha bandoleira. Chegar aonde chegamos já foi penoso demais para muitas gerações de brasileiros. Foi enorme o esforço para o país recuperar o caminho do progresso, do desenvolvimento e, principalmente, retomar a democracia. Jogar tudo isso no lixo em nome do que e prá que, então?

Assim, que o governo Dilma se dedique a defender os interesses do Brasil, e não ficar paparicando, com o suado dinheiro dos contribuintes estes regimes vagabundos de autoritarismo caudilhesco. Somos muito mais do que eles, merecemos coisa muito melhor. Não precisamos de estado forte, mas de estado eficiente aos interesses da sociedade e por ela tutelado. 

Há muito tempo que o Brasil saiu, seja do ponto vista econômico, ou no plano institucional – apesar das nossas fragilidades e retrocessos sob o comando do governo petista – do clube dos canastrões latino-americanos.  Apenas este fato deveria servir de base para provocar mudanças estratégicas na política externa com a qual lidamos com os vizinhos. 

É aconselhável dar às costas, mas sim colocar um freio nas sucessivas agressões que o Brasil tem sido alvo. E, paralelamente, mudar o tom de certa arrogância e visível desprezo com  que temos lidado com as nações mais desenvolvidas, mormente os Estados Unidos. Estes tem muito mais a nos oferecer em parcerias favoráveis ao nosso desenvolvimento do que o clube dos canastrões, cujo objetivo é um só: chutar nosso traseiro. 

Para encerrar: seria interessante que a presidente Dilma tomasse um chá de “simancol”, porque este discurso vazio sobre o “tsunami monetário” além de não fazer  o menor sentido, só aumentará a desconfiança da comunidade internacional em relação ao Brasil. Ao invés de reclamar dos outros – coisa tipicamente brasileira dos anos 60 e 70, deveríamos olhar para as nossa deficiências e tratar de corrigi-las. Para isso, não é preciso apenas humildade e coragem.  É preciso nos despir deste manto estúpido de atribuir nossas mazelas aos inimigos externos, ou seja, precisamos deixar de ser brucutus, menos provincianos. O Brasil precisa pensar no Brasil, coisa que o governo petista está longe de fazê-lo.