Contratação de mulheres resulta no aumento da qualidade do couro
Redação 24Horas News
Perfeição, cuidado e delicadeza. Ao perceber que seria possível ter qualidades como essas em colaboradores para indústria do couro, o Curtume Araputanga S/A, Curtuara, inovou na contratação do pessoal. Em estágios determinantes da produção do couro, como o “refile” (remoção de partes não utilizadas), metragem e revisão do couro, o preenchimento de vagas para colaborador do Curtuara tem um requisito de peso: ser mulher.
Redação 24Horas News
Perfeição, cuidado e delicadeza. Ao perceber que seria possível ter qualidades como essas em colaboradores para indústria do couro, o Curtume Araputanga S/A, Curtuara, inovou na contratação do pessoal. Em estágios determinantes da produção do couro, como o “refile” (remoção de partes não utilizadas), metragem e revisão do couro, o preenchimento de vagas para colaborador do Curtuara tem um requisito de peso: ser mulher.
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A presença de mulheres como colaboradoras no Curtuara começou há cerca de dois anos. Durante seis anos, o Curtuara teve como colaboradores em todos os setores da indústria apenas homens. Com falta de profissionais no mercado que preenchessem as vagas no curtume, os proprietários da indústria, José Almiro Bihl e Dirce Bihl, resolveram fazer mudanças no perfil dos colaboradores do segmento e trazer para dentro da área de produção as mulheres.
A presença de mulheres como colaboradoras no Curtuara começou há cerca de dois anos. Durante seis anos, o Curtuara teve como colaboradores em todos os setores da indústria apenas homens. Com falta de profissionais no mercado que preenchessem as vagas no curtume, os proprietários da indústria, José Almiro Bihl e Dirce Bihl, resolveram fazer mudanças no perfil dos colaboradores do segmento e trazer para dentro da área de produção as mulheres.
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O proprietário e diretor presidente do Curtuara, José Almiro Bihl, frisou que todas as colaboradoras da indústria recebem o mesmo salário e benefícios, como plano de saúde e odontológico, que os outros homens do setor em que trabalham. Segundo José Almiro Bihl, a colocação dessas mulheres no mercado de trabalho do segmento de curtume, em específico nos setores de produção do couro, causaram surpresa em muitas instituições especializadas em treinamentos de profissionais do segmento.
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"Muitas pessoas ficam surpresas porque tem o costume de encontrar apenas homens trabalhando em curtume. No primeiro treinamento das nossas colaboradoras os responsáveis pelo curso ficaram surpresos e disseram que seria uma iniciativa arriscada, que não daria certo ter mulheres na área de produção do curtume. Mas deu tão certo que hoje, se há um homem e uma mulher disputando as vagas para os setores em que a precisão e a atenção são essenciais, damos a preferência para a mulher”, comentou o diretor presidente do Curtuara.
"Muitas pessoas ficam surpresas porque tem o costume de encontrar apenas homens trabalhando em curtume. No primeiro treinamento das nossas colaboradoras os responsáveis pelo curso ficaram surpresos e disseram que seria uma iniciativa arriscada, que não daria certo ter mulheres na área de produção do curtume. Mas deu tão certo que hoje, se há um homem e uma mulher disputando as vagas para os setores em que a precisão e a atenção são essenciais, damos a preferência para a mulher”, comentou o diretor presidente do Curtuara.
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José Almiro Bihl explicou que os setores onde há preferência por mulheres são aqueles que precisam de mais cuidado com o produto e com a atividade que realizam. No segmento de “Refile”, por exemplo, as mulheres conseguem ter um cuidado a mais na retirada dos sub-produtos que não serão aproveitados. Outro setor em que há a presença das mulheres no Curtuara é o da metragem do couro. Para o diretor presidente da indústria, nesse setor é essencial que o colaborador tenha atenção no que está fazendo, fator também determinante no setor de revisão de couro.
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José Almiro Bihl explicou que os setores onde há preferência por mulheres são aqueles que precisam de mais cuidado com o produto e com a atividade que realizam. No segmento de “Refile”, por exemplo, as mulheres conseguem ter um cuidado a mais na retirada dos sub-produtos que não serão aproveitados. Outro setor em que há a presença das mulheres no Curtuara é o da metragem do couro. Para o diretor presidente da indústria, nesse setor é essencial que o colaborador tenha atenção no que está fazendo, fator também determinante no setor de revisão de couro.
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“Desde que contratamos mulheres para esses setores percebemos uma melhora na qualidade do trabalho. Não queremos dizer que os homens fazem um trabalho ruim, mas nesses setores específicos, o jeito e o carinho da mulher fazem com que o trabalho seja primoroso”, destacou José Almiro Bihl.
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Desde o início das contratações das colaboradoras, o percentual de participação das mulheres no quadro de colaboradores da indústria é de grande proporção. As colaboradoras consideram a participação no processo de produção do couro um trabalho tão importante quanto qualquer outro, como em escritórios e salas de aula. O Curtuara está instalado em Araputanga (MT), há aproximadamente 360 quilômetros de Cuiabá, capital do Estado e é um dos únicos do Brasil a possuir SIF para o setor de graxaria dentro de curtume.
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Carmelita Cândida da Silva, 46 anos, era professora em Araputanga. Há mais de um ano Carmelita trabalha no Curtuara e diz que se sente valorizada por ser tratada com igualdade aos homens da indústria. “Não há diferença no tratamento, nas relações de trabalho ou no pagamento. Temos os mesmo benefícios e o mesmo salário, que é até melhor que de muitas outras empresas e indústrias da região. Ouvimos falar que há empresas que pagam até 30% a menos para mulheres, o que não ocorre aqui. Isso nos deixa orgulhosas de trabalhar no Curtuara”, comentou Carmelita.
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Carmelita Cândida da Silva, 46 anos, era professora em Araputanga. Há mais de um ano Carmelita trabalha no Curtuara e diz que se sente valorizada por ser tratada com igualdade aos homens da indústria. “Não há diferença no tratamento, nas relações de trabalho ou no pagamento. Temos os mesmo benefícios e o mesmo salário, que é até melhor que de muitas outras empresas e indústrias da região. Ouvimos falar que há empresas que pagam até 30% a menos para mulheres, o que não ocorre aqui. Isso nos deixa orgulhosas de trabalhar no Curtuara”, comentou Carmelita.
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Para Sônia Aparecida Falchi Ferreira, 41 anos, as mulheres estão se destacando tanto no Curtuara porque o trabalho delas é feito como se estivessem tratando de algo próprio, como a casa e filhos. Sônia disse que começou a trabalhar no curtume porque não havia mercado para mulheres na cidade. Com a abertura de vagas no Curtuara, Sônia não pensou duas vezes e procurou a indústria, onde está há um ano e meio.
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“Sempre trabalhamos com todo o carinho do mundo. Somos tratadas com igualdade, o que é muito importante, e nos destacamos porque fazemos o nosso trabalho com muito cuidado e carinho. É claro que os homens também fazem as nossas funções muito bem, mas percebemos que temos mais atenção e delicadeza, dando qualidade ao produto final”, falou Sônia.
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COMENTANDO A NOTICIA: Ontem, em um dos boletins do TOQUEDEPRIMA, informamos que o famoso torneio de tênis de Winbledon, os prêmios em dinheiro serão iguais, para homens e mulheres. E eis aí mais um preconceito bobo, sem fundamento, que se esvai. Num ambiente extremamente insalubre como o são as indústrias de curtume, fica provado que a mulher pode substituir o homem em iguais condições de trabalho.
E este exemplo deveria se espalhar pelo País, onde a mulher ainda é vista com ceticismo em alguns postos de trabalhos, e em outros, executando com igual eficiência funções semelhantes aos dos homens, ainda amarga uma desvalorização preconceituosa e ridícula nos salários, às vezes de até 30% a menos do que os homens.
Portanto, aos diretores do Curtume Araputanga S/A, os parabéns do COMENTANDO A NOTICIA e que vosso exemplo frutifique.
COMENTANDO A NOTICIA: Ontem, em um dos boletins do TOQUEDEPRIMA, informamos que o famoso torneio de tênis de Winbledon, os prêmios em dinheiro serão iguais, para homens e mulheres. E eis aí mais um preconceito bobo, sem fundamento, que se esvai. Num ambiente extremamente insalubre como o são as indústrias de curtume, fica provado que a mulher pode substituir o homem em iguais condições de trabalho.
E este exemplo deveria se espalhar pelo País, onde a mulher ainda é vista com ceticismo em alguns postos de trabalhos, e em outros, executando com igual eficiência funções semelhantes aos dos homens, ainda amarga uma desvalorização preconceituosa e ridícula nos salários, às vezes de até 30% a menos do que os homens.
Portanto, aos diretores do Curtume Araputanga S/A, os parabéns do COMENTANDO A NOTICIA e que vosso exemplo frutifique.