sexta-feira, fevereiro 23, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Pacote aumenta valor da Bolsa Família
Do Jornal do Brasil

"Novas vagas nas universidades federais, internet banda larga nas escolas municipais e reajuste dos benefícios pagos pelo programa Bolsa Família - cujo teto seria elevado de R$ 95 para R$ 107 - estão entre as medidas incluídas no pacote social que o governo pretende lançar em março. Ainda sem resposta concreta para a violência nas grandes cidades, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu pressa aos ministérios da área social para finalizar o pacote, batizado provisoriamente como PAC social, que pretende integrar as ações e medidas das pastas de Educação, Saúde, Desenvolvimento Social, Trabalho e Desenvolvimento Agrário."

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Dividir para reinar
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo:

"O loteamento dos cargos da comissão do PAC, que destinou a parte do leão ao consórcio PT-PMDB e agrados à oposição tucano-pefelista, foi só o começo. No que depender de Arlindo Chinaglia, o "bloquinho" (PSB-PDT-PC do B), esteio da candidatura derrotada de Aldo Rebelo, passará a pão e água. Trata-se menos de vingança que de cálculo. Reconduzido à presidência da Câmara, o PT não tem interesse em dar oxigênio a um aglomerado parlamentar que já se anuncia como veículo da candidatura de Ciro Gomes (PSB) -fadada a embolar o campo governista em 2010. Como não convém desprezar os votos desses três partidos, a ordem é atraí-los individualmente com favores do governo, enfraquecendo-os como bloco."

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Igreja abre embate com o governo
Da Folha de S.Paulo:

"A Igreja Católica retoma após oito anos o embate frontal com o governo e com empresários em uma Campanha da Fraternidade. O tema deste ano é a Amazônia e, entre as propostas, está o fim da concessão de liminares de reintegração de posse a fazendeiros que têm terras invadidas. O lançamento nacional, que pela primeira vez ocorre fora de Brasília, será em Belém (PA), às 12h de hoje.

Nas décadas de 80 e 90, as campanhas falavam de fome, falta de moradia e não era raro a troca de farpas com os governos. Mas, desde 2000, o eixo mudou. Foram feitas campanhas pelos direitos dos idosos, dos deficientes físicos."

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Pela preservação do planeta Terra
Da Folha de S.Paulo:

"Os ministros do Ambiente da União Européia concordaram ontem em cortar as emissões de dióxido de carbono do bloco em 20% até 2020 e disseram estar prontos para uma redução ainda mais drástica, de 30%, se outras nações industrializadas equiparassem os esforços europeus para conter o aquecimento global.

O acordo entre os ministros, firmado em Bruxelas, vem pouco mais de um mês depois de o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, ter pedido uma "revolução pós-industrial" ao delinear a nova política energética do bloco.

O ministro do Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, disse que uma meta global era "certa e necessária para manter o aquecimento abaixo de 2C até o fim deste século"."

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Dois pesos duas medidas
Giulio Sanmartini, Prosa & Política

O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, se disse perseguido pela ditadura, eve prejudicada sua carreira profissional e recebeu do governo brasileiro a título de indenização R$ 1.4 milhões e um salário mensal e vitalício de R$ 19.1 mil. Ao que tudo indica ele não ficou um dia sem trabalhar, na revista Manchete era o escritor fantasma de Adolpho Bloch, sua carreira das letras nada sofreu tanto que chegou à imortalidade da Academia Brasileira de Letras. Não cabe aqui discutir a qualidade de sua obra literária.
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Em 1968, o estudante Orlando Lovecchio Filho, estava estacionando seu carro junto ao consulado dos Estados Unidos em São Paulo, naquele momento terroristas de esquerda jogaram uma bomba contra o consulado, atingindo Orlando que perdeu uma perna e truncou sua carreira de piloto civil. Ele recebe a título de indenização do governo, a importância de R$ 500,00 por mês. Ou seja, Carlos Heitor Cony, com as duas pernas e as duas mãos que lhe permitem continuar escrevendo recebe 38 vezes mais que Orlando. O azar dele é que não tinha nada a que ver com o assunto e não era de esquerda. (G.S.)

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Aliados

O PP cobra do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, isenção na briga que o partido trava com o PT e Marta Suplicy pelo Ministério das Cidades.

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Lula é alvo de protestos no litoral paulista

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de três protestos durante o Carnaval. Manifestantes aproveitaram a presença do presidente no Forte dos Andradas, no Guarujá, Litoral Sul de São Paulo, para advertir o governo para causas diversas. Embora nenhum dos manifestantes tenha visto Lula, eles deixaram seus recados e chamaram a atenção da imprensa que fazia plantão no local.

Ontem, duas manifestações foram registradas na portaria do local onde Lula e seus familiares se hospedaram. Primeiro, foi a vez do microempresário Orlando Lovecchio Filho. Vítima de atentado político em março de 1968, em acidente no qual perdeu uma das pernas, ele entregou uma carta endereçada a Lula.

Lovecchio, que foi beneficiado pela Lei 10.923/2004, que leva seu nome, passou a receber R$ 500 mensais a título de indenização. Ele considera a quantia pequena diante da gravidade e das circunstâncias que envolveram o acidente. No documento, ele pede equiparação da indenização aos valores concedidos a 14.800 anistiados políticos do País.

O microempresário foi ferido na madrugada do dia 19 de março de 1968, após deixar seu carro no estacionamento do Conjunto Nacional, onde funcionava o Consulado dos Estados Unidos.

Ele foi atingido por uma bomba, lançada contra o consulado. ,

Também ontem, o brasileiro naturalizado americano Henry Rosa protestou em favor da pena de morte no Brasil. Na véspera, o aposentado José Gomes Jordão abriu a série de manifestações. Um dos participantes do Aerus - fundo de pensão da Varig e da extinta Transbrasil -, ele aproveitou a segunda-feira de Carnaval para pedir ajuda a fim de que sejam restabelecidas integralmente as aposentadorias dos ex-funcionários da Varig.