Impostos enfraquecem poder de compra
Simone Cavalcanti, Jornal do Brasil
O Brasil não tem uma política tributária na qual seja possível sacrificar a arrecadação para impulsionar a expansão econômica. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, países emergentes como o Chile implantaram um sistema mais desenvolvimentista na classificação de seus impostos.
Ao contrário do sistema brasileiro, proporcionalmente ao volume recolhido por todas as esferas de governo, os chilenos arrecadam menos no conjunto produção e salário (consumo) e mais sobre o patrimônio.
- Esse sistema se aproxima mais dos Estados Unidos, que prima por tributar o patrimônio e a renda, e menos dos pares emergentes da América Latina - analisa o especialista.
Amaral argumenta que os tributos permeiam todas as relações de custos e despesas da economia e que, desta forma, a carga tributária mais elevada tira o poder de consumo e do investimento privado.
- Esse custo se confronta com a renda do brasileiro, que é baixa, limita seu poder de consumo e, conseqüentemente, não proporciona mais produção - ressalta.
O presidente do IBPT lembra ainda que sobre o rendimento bruto do cidadão brasileiro recaem 3% no patrimônio, 15% na renda e 21,72% no consumo, num total de 39,72% anuais.
- É mais fácil cobrar no consumo do que no patrimônio - diz.
O coordenador de projetos da FGV Projetos, Fernando Blumenschein, admite que uma carga tributária elevada pode ter efeitos negativos no crescimento do PIB nos países em desenvolvimento.
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Empresas sofrem com o Fisco
Jornal do Brasil
A Firjan ouviu 156 empresários na pesquisa, que são unânimes em apontar a alta carga tributária como o maior empecilho ao desenvolvimento do próprio negócio. Mais de 70% dos entrevistados disseram que são os impostos os maiores vilões da produção, mais do que taxa de juros elevada ou até mesmo a concorrência dos rivais.
Levantamento da consultoria Ernst & Young mostra que a mudança de regras na legislação fiscal é outro fator que tira o sono dos empresários no Brasil. O país lidera o ranking de 14 nações quando o assunto é risco tributário.
O maior desafio para os próximos dois anos, apontado pela maioria absoluta (91%) dos empresários ouvidos pela consultoria, são as novidades na área fiscal, entre as quais a nota eletrônica. A previsão é de que o mecanismo seja implantado no ano que vem, o que exigirá investimentos e mudanças dentro das companhias.
- É uma preocupação constante das empresas se estruturar para atender às normais fiscais - resume Eliézer Serafini, sócio da área de impostos da Ernst. Ele cita como exemplos softwares fiscais corporativos. Não raro as empresas têm que "tropicalizar" essas ferramentas para se adequar às exigências do país. - O cumprimento das obrigações fiscais no Brasil é complexo em vista da quantidade de obrigações. (M.C.)
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Siderúrgicas têm lucros menores
Luciana Collet , Jornal do Brasil
São Paulo. Os balanços das empresas siderúrgicas brasileiras devem ter pouca evolução em 2006, se comparados aos do ano anterior. Embora a demanda tenha se mantido em alta, a valorização do real frente ao dólar e a oscilação de preços afetaram as margens das companhias, avaliam analistas.
- A alta do minério de ferro, do coque e das commodities metálicas pressionam os custos das siderúrgicas em todo o mundo, e a valorização do real impacta as companhias nacionais - disse o vice-presidente do WestLB, Claudio Pitchon.
Simone Cavalcanti, Jornal do Brasil
O Brasil não tem uma política tributária na qual seja possível sacrificar a arrecadação para impulsionar a expansão econômica. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, países emergentes como o Chile implantaram um sistema mais desenvolvimentista na classificação de seus impostos.
Ao contrário do sistema brasileiro, proporcionalmente ao volume recolhido por todas as esferas de governo, os chilenos arrecadam menos no conjunto produção e salário (consumo) e mais sobre o patrimônio.
- Esse sistema se aproxima mais dos Estados Unidos, que prima por tributar o patrimônio e a renda, e menos dos pares emergentes da América Latina - analisa o especialista.
Amaral argumenta que os tributos permeiam todas as relações de custos e despesas da economia e que, desta forma, a carga tributária mais elevada tira o poder de consumo e do investimento privado.
- Esse custo se confronta com a renda do brasileiro, que é baixa, limita seu poder de consumo e, conseqüentemente, não proporciona mais produção - ressalta.
O presidente do IBPT lembra ainda que sobre o rendimento bruto do cidadão brasileiro recaem 3% no patrimônio, 15% na renda e 21,72% no consumo, num total de 39,72% anuais.
- É mais fácil cobrar no consumo do que no patrimônio - diz.
O coordenador de projetos da FGV Projetos, Fernando Blumenschein, admite que uma carga tributária elevada pode ter efeitos negativos no crescimento do PIB nos países em desenvolvimento.
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Empresas sofrem com o Fisco
Jornal do Brasil
A Firjan ouviu 156 empresários na pesquisa, que são unânimes em apontar a alta carga tributária como o maior empecilho ao desenvolvimento do próprio negócio. Mais de 70% dos entrevistados disseram que são os impostos os maiores vilões da produção, mais do que taxa de juros elevada ou até mesmo a concorrência dos rivais.
Levantamento da consultoria Ernst & Young mostra que a mudança de regras na legislação fiscal é outro fator que tira o sono dos empresários no Brasil. O país lidera o ranking de 14 nações quando o assunto é risco tributário.
O maior desafio para os próximos dois anos, apontado pela maioria absoluta (91%) dos empresários ouvidos pela consultoria, são as novidades na área fiscal, entre as quais a nota eletrônica. A previsão é de que o mecanismo seja implantado no ano que vem, o que exigirá investimentos e mudanças dentro das companhias.
- É uma preocupação constante das empresas se estruturar para atender às normais fiscais - resume Eliézer Serafini, sócio da área de impostos da Ernst. Ele cita como exemplos softwares fiscais corporativos. Não raro as empresas têm que "tropicalizar" essas ferramentas para se adequar às exigências do país. - O cumprimento das obrigações fiscais no Brasil é complexo em vista da quantidade de obrigações. (M.C.)
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Siderúrgicas têm lucros menores
Luciana Collet , Jornal do Brasil
São Paulo. Os balanços das empresas siderúrgicas brasileiras devem ter pouca evolução em 2006, se comparados aos do ano anterior. Embora a demanda tenha se mantido em alta, a valorização do real frente ao dólar e a oscilação de preços afetaram as margens das companhias, avaliam analistas.
- A alta do minério de ferro, do coque e das commodities metálicas pressionam os custos das siderúrgicas em todo o mundo, e a valorização do real impacta as companhias nacionais - disse o vice-presidente do WestLB, Claudio Pitchon.
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Segundo as estimativas do analista da ABN Amro Corretora, Pedro Galdi, Arcelor Brasil, Acesita e Usiminas devem apresentar redução em pelo menos algum dos principais dados de balanço, como vendas, Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e lucro líquido. As margens líquidas também devem cair.
De acordo com o analista, a Arcelor Brasil deverá registrar receita de R$ 14 bilhões e o lucro líquido, queda de mais de 30%, para R$ 2,2 bilhões.
A Merrill Lynch, em relatório sobre o setor siderúrgico latino-americano, também projeta quedas na receita, lucro, Ebitda e margens de Usiminas e CSN. O banco estima que a Usiminas deverá registrar queda de 5% na receita líquida e de 32% do lucro líquido do ano passado. Já CSN terá ganhos 25,46% menores e queda de 10% na receita. A Merrill Lynch avalia ainda que as ações da Usiminas são uma das mais baratas em toda a América Latina.
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Segundo as estimativas do analista da ABN Amro Corretora, Pedro Galdi, Arcelor Brasil, Acesita e Usiminas devem apresentar redução em pelo menos algum dos principais dados de balanço, como vendas, Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e lucro líquido. As margens líquidas também devem cair.
De acordo com o analista, a Arcelor Brasil deverá registrar receita de R$ 14 bilhões e o lucro líquido, queda de mais de 30%, para R$ 2,2 bilhões.
A Merrill Lynch, em relatório sobre o setor siderúrgico latino-americano, também projeta quedas na receita, lucro, Ebitda e margens de Usiminas e CSN. O banco estima que a Usiminas deverá registrar queda de 5% na receita líquida e de 32% do lucro líquido do ano passado. Já CSN terá ganhos 25,46% menores e queda de 10% na receita. A Merrill Lynch avalia ainda que as ações da Usiminas são uma das mais baratas em toda a América Latina.
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A Igreja quer o fim da reintegração de posse
Veja online
A Igreja Católica lança nesta quarta-feira, em Belém, a Campanha da Fraternidade 2007, que tem a Amazônia como foco e vai lançar um desafio ao governo e ao Judiciário: acabar com a reintegração de posse, por parte da Justiça, a fazendeiros cujas terras tenham sido invadidas por sem-terra. A campanha, que surgiu em 1964, começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina na Páscoa. O objetivo é discutir um problema com a sociedade e propor soluções.
Dom Odilo Scherer, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), diz que a Igreja não teme eventuais críticas vindas de empresários e políticos: "O fundo da questão é antropológico e ético. A Amazônia está na perspectiva da família humana. É preciso cuidar do que é de todos", disse, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
O texto de apresentação da campanha defende que os cristãos denunciem abusos e se oponham a "projetos de dominação político-econômica que perpetuam modelos econômicos colonialistas" na região. Para a Igreja, "o Estado foi omisso no cumprimento de suas funções", pois "deixou de fazer a regularização fundiária, foi incapaz de fiscalizar cartórios e grileiros e de controlar a corrupção". O texto diz ainda que "os latifúndios, na Amazônia, têm origem esdrúxula, quando não ilegal, e que "a concessão de uma liminar de despejo, num conflito com o latifúndio, parece, pelo menos, temerária".
A campanha tocará mais especificamente na questão da destruição das florestas. Dom Orani Tempesta, arcebispo de Belém, afirma que a campanha pedirá uma mudança de mentalidade: "Não vemos a Amazônia como uma região a conquistar, mas como espaço para dialogar".
A Igreja Católica enfrenta ainda outro problema na região: o avanço dos evangélicos. O censo de 2000 aponta que 19,2% da população local são evangélicos. Em Roraima, o índice sobe para 23,6%, e, em Rondônia, chega a 27,7%.
COMENTANDOD A NOTICIA: Alguém precisa avisar a CNBB de que, na Constituição brasileira, existe uma coisinha chamada de “DIREITO DE PROPRIEDADE”. Que invasão de terra se constitui em crime devidamente prevista na legislação brasileira. E que a reintegração de posse nada mais do que a Justiça obrigar invasores bandoleiros abençoados pela CNBB para a prática criminal, a retirarem da área tomada à força. Também precisam aprender os senhores bispos da CNBB que, uma sociedade onde não há império da lei e da ordem, onde o estado de direito é aviltado por bandoleiros e criminosos dos mais diferentes graus e espécies, acaba convertendo-se numa sociedade anárquica onde a criminalidade perde o controle e a tirania encontra espaço livre para instalar-se. Será que este é o desejo secreto dos senhores bispos ? Será que o caos vigente no país e sem controle não será o suficiente para os senhores bispos da CNBB virem pregar mais bandidagem ? E, aliás, seria bom os bispos ficarem alertas: incitar a prática de ações criminosas também é crime. Portanto, ...
A Igreja quer o fim da reintegração de posse
Veja online
A Igreja Católica lança nesta quarta-feira, em Belém, a Campanha da Fraternidade 2007, que tem a Amazônia como foco e vai lançar um desafio ao governo e ao Judiciário: acabar com a reintegração de posse, por parte da Justiça, a fazendeiros cujas terras tenham sido invadidas por sem-terra. A campanha, que surgiu em 1964, começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina na Páscoa. O objetivo é discutir um problema com a sociedade e propor soluções.
Dom Odilo Scherer, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), diz que a Igreja não teme eventuais críticas vindas de empresários e políticos: "O fundo da questão é antropológico e ético. A Amazônia está na perspectiva da família humana. É preciso cuidar do que é de todos", disse, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
O texto de apresentação da campanha defende que os cristãos denunciem abusos e se oponham a "projetos de dominação político-econômica que perpetuam modelos econômicos colonialistas" na região. Para a Igreja, "o Estado foi omisso no cumprimento de suas funções", pois "deixou de fazer a regularização fundiária, foi incapaz de fiscalizar cartórios e grileiros e de controlar a corrupção". O texto diz ainda que "os latifúndios, na Amazônia, têm origem esdrúxula, quando não ilegal, e que "a concessão de uma liminar de despejo, num conflito com o latifúndio, parece, pelo menos, temerária".
A campanha tocará mais especificamente na questão da destruição das florestas. Dom Orani Tempesta, arcebispo de Belém, afirma que a campanha pedirá uma mudança de mentalidade: "Não vemos a Amazônia como uma região a conquistar, mas como espaço para dialogar".
A Igreja Católica enfrenta ainda outro problema na região: o avanço dos evangélicos. O censo de 2000 aponta que 19,2% da população local são evangélicos. Em Roraima, o índice sobe para 23,6%, e, em Rondônia, chega a 27,7%.
COMENTANDOD A NOTICIA: Alguém precisa avisar a CNBB de que, na Constituição brasileira, existe uma coisinha chamada de “DIREITO DE PROPRIEDADE”. Que invasão de terra se constitui em crime devidamente prevista na legislação brasileira. E que a reintegração de posse nada mais do que a Justiça obrigar invasores bandoleiros abençoados pela CNBB para a prática criminal, a retirarem da área tomada à força. Também precisam aprender os senhores bispos da CNBB que, uma sociedade onde não há império da lei e da ordem, onde o estado de direito é aviltado por bandoleiros e criminosos dos mais diferentes graus e espécies, acaba convertendo-se numa sociedade anárquica onde a criminalidade perde o controle e a tirania encontra espaço livre para instalar-se. Será que este é o desejo secreto dos senhores bispos ? Será que o caos vigente no país e sem controle não será o suficiente para os senhores bispos da CNBB virem pregar mais bandidagem ? E, aliás, seria bom os bispos ficarem alertas: incitar a prática de ações criminosas também é crime. Portanto, ...