Tales Faria, Informe JB
O banqueiro Fábio Coletti Barbosa, com apenas 52 anos e presidente do ABN AMRO Real, assume hoje a presidência da poderosa Federação Nacional dos Bancos e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras. É a primeira vez que o líder de um banco estrangeiro assume a presidência das principais entidades de representação do setor. Ele vai substituir Márcio Cypriano, presidente do Bradesco, na Febraban, e Gabriel Jorge, presidente do Unibanco, na CNTI. O setor bancário brasileiro nunca faturou tanto. O grande problema é a sua imagem perante a população: é o terceiro em reclamações junto ao Procon. Em 2006, o número de reclamações por ações irregulares chegou a 3.820. No Banco Central, o número de reclamações contra os bancos, no primeiro bimestre deste ano, cresceu 22%. Se a experiência der certo, outros setores vão seguir pelo mesmo caminho. Um deles é a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, onde o presidente Paulo Skaf está candidato a reeleição no dia 29 de maio. Mas as empresas multinacionais da indústria defendem que a presidência deveria ser de um representante delas, pois têm hoje a maioria no setor em São Paulo. Só que os empresários do setor industrial não aceitam a liderança de estrangeiros.
Bem demais
Os bancos brasileiros vão muito bem. Mas a sua imagem é pior que a dos políticos e até a de bandidos - como bicheiros e traficantes. As pesquisas mostram isso. No exterior a situação é diferente e os bancos internacionais atribuem isso ao descaso dos empresários nacionais com imagem, questões sociais e ecologia. Marcio Cypriano tem a seu favor um trabalho intenso que permitiu o crescimento do crédito no Brasil nos últimos três anos de 26% do Produto Interno Bruto para 34%. Além disso, oito milhões de brasileiros passaram a ter contas em bancos. O crédito consignado para os aposentados e funcionários públicos chegou a R$ 50 bilhões. A rentabilidade dos bancos chegou a 29,2%. O lucro das 104 instituições financeiras alcançou R$ 33,4 bilhões em 2006.
Fantasia
O banqueiro Fábio Coletti Barbosa, com apenas 52 anos e presidente do ABN AMRO Real, assume hoje a presidência da poderosa Federação Nacional dos Bancos e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras. É a primeira vez que o líder de um banco estrangeiro assume a presidência das principais entidades de representação do setor. Ele vai substituir Márcio Cypriano, presidente do Bradesco, na Febraban, e Gabriel Jorge, presidente do Unibanco, na CNTI. O setor bancário brasileiro nunca faturou tanto. O grande problema é a sua imagem perante a população: é o terceiro em reclamações junto ao Procon. Em 2006, o número de reclamações por ações irregulares chegou a 3.820. No Banco Central, o número de reclamações contra os bancos, no primeiro bimestre deste ano, cresceu 22%. Se a experiência der certo, outros setores vão seguir pelo mesmo caminho. Um deles é a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, onde o presidente Paulo Skaf está candidato a reeleição no dia 29 de maio. Mas as empresas multinacionais da indústria defendem que a presidência deveria ser de um representante delas, pois têm hoje a maioria no setor em São Paulo. Só que os empresários do setor industrial não aceitam a liderança de estrangeiros.
Bem demais
Os bancos brasileiros vão muito bem. Mas a sua imagem é pior que a dos políticos e até a de bandidos - como bicheiros e traficantes. As pesquisas mostram isso. No exterior a situação é diferente e os bancos internacionais atribuem isso ao descaso dos empresários nacionais com imagem, questões sociais e ecologia. Marcio Cypriano tem a seu favor um trabalho intenso que permitiu o crescimento do crédito no Brasil nos últimos três anos de 26% do Produto Interno Bruto para 34%. Além disso, oito milhões de brasileiros passaram a ter contas em bancos. O crédito consignado para os aposentados e funcionários públicos chegou a R$ 50 bilhões. A rentabilidade dos bancos chegou a 29,2%. O lucro das 104 instituições financeiras alcançou R$ 33,4 bilhões em 2006.
Fantasia
Um dos grandes problemas do setor foi a criação de várias entidades financeiras que são apenas representações dos grandes bancos com nomes falso ou marcas de fantasia que cobram juros absurdos e não entregam contratos. Hoje, lotéricas, supermercados e agiotas operam como bancos, oferecendo operações assustadoras. Recentemente, a Polícia Federal desmontou em Santa Catarina alguns bancos piratas que funcionavam com marcas de fantasia, oferecendo créditos de bancos regulares. Este é o grande desafio: moralizar o setor.
Parlamentarismo
Parlamentarismo
A Brasil Telecom realiza esta semana uma nova assembléia de acionistas para promover uma ampla reforma de seus estatutos. A diretoria será transformada em um colegiado e as decisões mais relevantes serão aprovadas pelos votos dos seus diretores e não mais por decisão do presidente. Será institucionalizado o parlamentarismo, um sistema de gestão que é incomum nas empresas capitalistas. Atualmente, basta a assinatura do presidente e de mais um diretor para que sejam aprovadas as decisões mais relevantes. É com esta concentração de poder que os acionistas querem acabar.
Greve fiscal
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, enfrentou na semana passada uma greve de todos os fiscais da Receita do Estado, mas não aceitou a reivindicação de aumento. O governador diz que os fiscais de renda do Brasil são os funcionários mais bem pagos entre todos os servidores e querem sempre mais do que o Estado pode lhes dar.
Não merecem
No caso de Minas Gerais, os fiscais queriam aumentar a sua participação na receita do Estado. O governador Aécio não concorda nem com o pagamento de participação na arrecadação do Estado. Cumpre o que determina a lei, mas aumentar essa participação, ele não aceita.
Em sua opinião, os fiscais de renda no país deveriam receber só o salário. Fiscalizar é o seu trabalho como o de qualquer servidor. Ele comenta: "Imagine se o Estado tiver que pagar um adicional ao policial por cada preso ou ao médico por cada paciente que atende. Os fiscais de Minas queriam receber mais porque a receita aumentou. Isto é um desvio de finalidade e de conduta".
Concessões
Greve fiscal
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, enfrentou na semana passada uma greve de todos os fiscais da Receita do Estado, mas não aceitou a reivindicação de aumento. O governador diz que os fiscais de renda do Brasil são os funcionários mais bem pagos entre todos os servidores e querem sempre mais do que o Estado pode lhes dar.
Não merecem
No caso de Minas Gerais, os fiscais queriam aumentar a sua participação na receita do Estado. O governador Aécio não concorda nem com o pagamento de participação na arrecadação do Estado. Cumpre o que determina a lei, mas aumentar essa participação, ele não aceita.
Em sua opinião, os fiscais de renda no país deveriam receber só o salário. Fiscalizar é o seu trabalho como o de qualquer servidor. Ele comenta: "Imagine se o Estado tiver que pagar um adicional ao policial por cada preso ou ao médico por cada paciente que atende. Os fiscais de Minas queriam receber mais porque a receita aumentou. Isto é um desvio de finalidade e de conduta".
Concessões
As concessões de rodovias da União estão paralisadas há seis anos porque o Ministério dos Transportes cria cada vez mais dificuldades para acertar as facilidades. O governo de São Paulo deverá iniciar este mês um novo programa de concessões. Em seis anos, enquanto a União discute e não sai do canto, São Paulo já concedeu quatro rodovias.
Concessões 2
Agora, serão licitadas as rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Dom Pedro I e Tamoios, que fazem a ligação entre a capital e o Vale do Paraíba, Campinas e o Litoral Norte. A idéia é licitar tudo junto e exigir investimentos de R$ 1 bilhão. A União está para licitar oito rodovias há seis anos, com investimentos privados de R$ 20 bilhões. Nada sai e os empregos prometidos não aparecem.
No lucro
O Banco britânico HSBC encaminhou relatório à sede em Londres informando que, nos dez anos de Brasil, a empresa conseguiu acumular um lucro de R$ 2,9 bilhões, o que significa que o investimento de US$ 1,8 bilhão realizado pelo grupo já foi coberto só com o lucro. Agora, o banco está valendo mais de US$ 3 bilhões.
Concessões 2
Agora, serão licitadas as rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Dom Pedro I e Tamoios, que fazem a ligação entre a capital e o Vale do Paraíba, Campinas e o Litoral Norte. A idéia é licitar tudo junto e exigir investimentos de R$ 1 bilhão. A União está para licitar oito rodovias há seis anos, com investimentos privados de R$ 20 bilhões. Nada sai e os empregos prometidos não aparecem.
No lucro
O Banco britânico HSBC encaminhou relatório à sede em Londres informando que, nos dez anos de Brasil, a empresa conseguiu acumular um lucro de R$ 2,9 bilhões, o que significa que o investimento de US$ 1,8 bilhão realizado pelo grupo já foi coberto só com o lucro. Agora, o banco está valendo mais de US$ 3 bilhões.