Tales Faria, Informe JB
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Na terça-feira, mais de 3 mil prefeitos desembarcam em Brasília com as malas cheias de reclamações. É a 10ª Marcha dos Prefeitos, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que este ano promete aumentar o tom da choradeira dos prefeitos.
Logo no primeiro dia do evento, os prefeitos vão receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ele, dirão que os municípios brasileiros estão quebrados, sem dinheiro para cumprir a longa lista de obrigações que, a cada ano, aumenta mais, sem que os recursos aumentem na mesma proporção.
Também despejarão reclamações contra a ação fiscalizadora da Controladoria-Geral da União, que, no ano passado, descobriu falcatruas em mais de 70% dos programas bancados com recursos do governo federal.
Segundo o presidente da CNM, Paulo Zilkoski, a CGU vem tratando os prefeitos como bandidos.
- Se o prefeito roubou tem mais é que pagar mesmo - diz Zilkoski. - Mas dizer que 80% dos prefeitos roubam é um exagero.
Durante os três dias da marcha, a CNM apresentará o resultado de uma pesquisa, feita em parceria com uma universidade pública, que traça o diagnóstico da crise municipal.
- Este trabalho mostra a tragédia que vem acontecendo nos municípios de 1988 para cá - informa Zilkoski. - As pessoas vivem nos municípios, pagam impostos nos municípios, mas os serviços públicos não têm qualidade porque não há dinheiro. A situação está insustentável. Está na hora de rediscutir o pacto federativo. Não dá mais para ficar só no varejo, pedindo uma coisa aqui, outra ali. Temos que discutir o principal, caso contrário o problema dos municípios vai continuar aumentando.
A guerra continua
Os dirigentes do PSB esperam que o presidente Lula cumpra a promessa de editar, até o fim da semana que vem, a medida provisória que criará a Secretaria Especial dos Portos. Na semana passada, depois da reunião do Conselho Político, o presidente do PSB, Roberto Amaral, encontrou-se com o presidente, e o prazo para a publicação da MP foi dado pelo próprio Lula. A publicação da MP colocará um ponto final na primeira batalha do PSB pelo posto, mas não acabará com a guerra para que a secretaria ganhe corpo e assuma o controle da Infraero e dos portos secos.
Faca nos dentes
Essa briga será levada adiante pelo deputado Ciro Gomes (CE), padrinho do futuro ocupante da pasta, o ex-ministro da Integração Nacional Pedro Brito. Ciro, que anda sumido, não está nada satisfeito com o tamanho da secretaria de seu afilhado e promete dar trabalho ao governo se ela não for vitaminada.
Cão de guarda
Eduardo Graeff, que foi secretário-geral da Presidência da República na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é o coordenador do escritório do governo de São Paulo em Brasília. Além de cuidar dos interesses do governo de José Serra em Brasília, Graeff recebeu a missão de monitorar de perto os movimentos no PSDB, para defender os interesses do governador tucano diante da direção nacional do partido.
Todos juntos
Do professor Torcuato Di Tella, sociólogo e acadêmico argentino que está participando do 2º Curso para Diplomatas Sul-Americanos, sobre as relações entre Argentina, Brasil e Venezuela: "Argentina e Brasil precisam continuar apoiando a Venezuela sem pretenderem modificar a política interna alheia. É natural que haja uma convergência de atitudes, e o primeiro que precisa controlar-se é o Chávez. Mas é melhor tê-lo dentro do grupo regional do que fora".
À mesa
Quando era apenas candidato à Presidência, em 2002, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva era um freqüentador assíduo do prédio da OAB Nacional em Brasília. Mas, desde que virou presidente, nunca mais foi lá. Agora quer retomar as visitas. Há um mês, quando recebeu o presidente da OAB, Cezar Britto, no Palácio do Planalto, Lula disse que gostaria muito de participar do almoço mensal dos conselheiros federais da entidade. "Sinta-se convidado", respondeu Britto. A próxima reunião é no dia 16.
Made in Brazil
Tem produto novo na cesta de exportação do Brasil: fábricas de etanol. A metalúrgica Dedine acaba de vender uma usina inteira para a Nigéria. E tem planos de vender muito mais para a África. O governo brasileiro, é claro, está rindo à toa com a notícia.
Longe da imprensa
É para valer a idéia do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, de mudar a localização do seu gabinete para fugir da imprensa. Chinaglia quer instalar o gabinete da presidência da Câmara ao lado do plenário, onde hoje fica o comitê de imprensa. Assim, Chinaglia poderá entrar e sair da Casa sem passar por jornalistas que nem sempre fazem perguntas que o presidente gosta de ouvir.
Idéia antiga
Hoje, quando chega ou sai do Congresso e quando se desloca para o plenário, o presidente da Câmara é obrigado a enfrentar um batalhão de jornalistas que ficam no salão verde. Embora empolgado com a idéia, Chinaglia não é o pai da proposta. O autor é outro petista, o deputado João Paulo Cunha, que também presidiu a Câmara.
Divisão do bolo
Se a CPI do Apagão Aéreo for criada como quer a oposição, o governo terá ampla maioria. Das 23 cadeiras da comissão, os governistas indicarão 16 e a oposição, apenas sete.
Logo no primeiro dia do evento, os prefeitos vão receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ele, dirão que os municípios brasileiros estão quebrados, sem dinheiro para cumprir a longa lista de obrigações que, a cada ano, aumenta mais, sem que os recursos aumentem na mesma proporção.
Também despejarão reclamações contra a ação fiscalizadora da Controladoria-Geral da União, que, no ano passado, descobriu falcatruas em mais de 70% dos programas bancados com recursos do governo federal.
Segundo o presidente da CNM, Paulo Zilkoski, a CGU vem tratando os prefeitos como bandidos.
- Se o prefeito roubou tem mais é que pagar mesmo - diz Zilkoski. - Mas dizer que 80% dos prefeitos roubam é um exagero.
Durante os três dias da marcha, a CNM apresentará o resultado de uma pesquisa, feita em parceria com uma universidade pública, que traça o diagnóstico da crise municipal.
- Este trabalho mostra a tragédia que vem acontecendo nos municípios de 1988 para cá - informa Zilkoski. - As pessoas vivem nos municípios, pagam impostos nos municípios, mas os serviços públicos não têm qualidade porque não há dinheiro. A situação está insustentável. Está na hora de rediscutir o pacto federativo. Não dá mais para ficar só no varejo, pedindo uma coisa aqui, outra ali. Temos que discutir o principal, caso contrário o problema dos municípios vai continuar aumentando.
A guerra continua
Os dirigentes do PSB esperam que o presidente Lula cumpra a promessa de editar, até o fim da semana que vem, a medida provisória que criará a Secretaria Especial dos Portos. Na semana passada, depois da reunião do Conselho Político, o presidente do PSB, Roberto Amaral, encontrou-se com o presidente, e o prazo para a publicação da MP foi dado pelo próprio Lula. A publicação da MP colocará um ponto final na primeira batalha do PSB pelo posto, mas não acabará com a guerra para que a secretaria ganhe corpo e assuma o controle da Infraero e dos portos secos.
Faca nos dentes
Essa briga será levada adiante pelo deputado Ciro Gomes (CE), padrinho do futuro ocupante da pasta, o ex-ministro da Integração Nacional Pedro Brito. Ciro, que anda sumido, não está nada satisfeito com o tamanho da secretaria de seu afilhado e promete dar trabalho ao governo se ela não for vitaminada.
Cão de guarda
Eduardo Graeff, que foi secretário-geral da Presidência da República na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é o coordenador do escritório do governo de São Paulo em Brasília. Além de cuidar dos interesses do governo de José Serra em Brasília, Graeff recebeu a missão de monitorar de perto os movimentos no PSDB, para defender os interesses do governador tucano diante da direção nacional do partido.
Todos juntos
Do professor Torcuato Di Tella, sociólogo e acadêmico argentino que está participando do 2º Curso para Diplomatas Sul-Americanos, sobre as relações entre Argentina, Brasil e Venezuela: "Argentina e Brasil precisam continuar apoiando a Venezuela sem pretenderem modificar a política interna alheia. É natural que haja uma convergência de atitudes, e o primeiro que precisa controlar-se é o Chávez. Mas é melhor tê-lo dentro do grupo regional do que fora".
À mesa
Quando era apenas candidato à Presidência, em 2002, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva era um freqüentador assíduo do prédio da OAB Nacional em Brasília. Mas, desde que virou presidente, nunca mais foi lá. Agora quer retomar as visitas. Há um mês, quando recebeu o presidente da OAB, Cezar Britto, no Palácio do Planalto, Lula disse que gostaria muito de participar do almoço mensal dos conselheiros federais da entidade. "Sinta-se convidado", respondeu Britto. A próxima reunião é no dia 16.
Made in Brazil
Tem produto novo na cesta de exportação do Brasil: fábricas de etanol. A metalúrgica Dedine acaba de vender uma usina inteira para a Nigéria. E tem planos de vender muito mais para a África. O governo brasileiro, é claro, está rindo à toa com a notícia.
Longe da imprensa
É para valer a idéia do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, de mudar a localização do seu gabinete para fugir da imprensa. Chinaglia quer instalar o gabinete da presidência da Câmara ao lado do plenário, onde hoje fica o comitê de imprensa. Assim, Chinaglia poderá entrar e sair da Casa sem passar por jornalistas que nem sempre fazem perguntas que o presidente gosta de ouvir.
Idéia antiga
Hoje, quando chega ou sai do Congresso e quando se desloca para o plenário, o presidente da Câmara é obrigado a enfrentar um batalhão de jornalistas que ficam no salão verde. Embora empolgado com a idéia, Chinaglia não é o pai da proposta. O autor é outro petista, o deputado João Paulo Cunha, que também presidiu a Câmara.
Divisão do bolo
Se a CPI do Apagão Aéreo for criada como quer a oposição, o governo terá ampla maioria. Das 23 cadeiras da comissão, os governistas indicarão 16 e a oposição, apenas sete.