A incorporação da Nova Varig pela Gol, comprada por US$ 320 milhões do fundo Matlin-Patterson, que pagou US$ 24 milhões pela empresa em leilão judicial, reacendeu a tese de que uma conspiração silenciosa marcou o esfacelamento da ex-maior companhia aérea brasileira.
- Toda essa operação que vai da inclusão da empresa na lei de recuperação judicial até sua compra em leilão e posterior venda a um valor bastante expressivo, garantindo lucros exorbitantes para os investidores do fundo Matlin-Patterson, coloca a todos sob suspeição. O que não quer dizer que tenha havido ação deliberada de todas as pessoas, mas requer investigação - afirmou o deputado estadual Paulo Ramos (PDT), que preside a CPI da Varig na Assembléia Legislativa.
A CPI, aberta no ano passado, deverá encerrar os trabalhos em 30 dias, e a avaliação de Paulo Ramos é que os documentos reunidos serão suficientes para solicitar ao Ministério Público que peça à Justiça a quebra do sigilo fiscal e bancário pelo menos dos investidores do Matlin-Patterson, tachado de fundo abutre, tendo em vista a estratégia de compra empresas em dificuldades por preços aviltantes, saneá-las às custas de forte redução dos gastos, como salários, e revendê-las depois da recuperação.
O ganho elevado dos investidores do Matlin-Patterson, leia-se os empresários Lan Chan e Marcos Audi, também deixa à mostra que o leilão judicial da Varig.
- Toda essa operação que vai da inclusão da empresa na lei de recuperação judicial até sua compra em leilão e posterior venda a um valor bastante expressivo, garantindo lucros exorbitantes para os investidores do fundo Matlin-Patterson, coloca a todos sob suspeição. O que não quer dizer que tenha havido ação deliberada de todas as pessoas, mas requer investigação - afirmou o deputado estadual Paulo Ramos (PDT), que preside a CPI da Varig na Assembléia Legislativa.
A CPI, aberta no ano passado, deverá encerrar os trabalhos em 30 dias, e a avaliação de Paulo Ramos é que os documentos reunidos serão suficientes para solicitar ao Ministério Público que peça à Justiça a quebra do sigilo fiscal e bancário pelo menos dos investidores do Matlin-Patterson, tachado de fundo abutre, tendo em vista a estratégia de compra empresas em dificuldades por preços aviltantes, saneá-las às custas de forte redução dos gastos, como salários, e revendê-las depois da recuperação.
O ganho elevado dos investidores do Matlin-Patterson, leia-se os empresários Lan Chan e Marcos Audi, também deixa à mostra que o leilão judicial da Varig.
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- Não quero polemizar com a Justiça, mas é tudo muito preocupante, para dizer o mínimo. A julgar da diferença entre o valor do leilão e venda para a Gol, quero crer que até o juiz tenha sido enganado nessa história. - Por isso, agora esperamos que o juiz da 8ª Vara Empresarial encaminhe toda a documentação que recebeu do senhor Raymundo Cysneiros Vianna para que também possamos avaliá-la.
Cysneiros, ex-administrador judicial da companhia aérea, foi afastado do posto depois de encaminhar queixas ao Judiciário de que as determinações da Justiça e os pedidos de informações sobre despesas da Varig eram ignorados pelos diretores da companhia aérea. E o titular da 8ª Vara Empresarial é o juiz José Roberto Ayoub. O juiz processa o deputado Paulo Ramos, que, por sua vez, solicitou seu comparecimento à CPI da Varig.
O parlamentar voltou a repetir que a CPI vai abrir a caixa-preta da Varig e está convencido de que seu leilão foi um jogo de cartas marcadas, tendo em vista a seqüência de fatos gravíssimos agora conhecidos pelos parlamentares. Nessa relação, ele inclui o fato de a liquidação do fundo Aerus só ocorrer depois de os trabalhadores da Varig decidirem usar os recursos na compra da empresa. (V.R)
- Não quero polemizar com a Justiça, mas é tudo muito preocupante, para dizer o mínimo. A julgar da diferença entre o valor do leilão e venda para a Gol, quero crer que até o juiz tenha sido enganado nessa história. - Por isso, agora esperamos que o juiz da 8ª Vara Empresarial encaminhe toda a documentação que recebeu do senhor Raymundo Cysneiros Vianna para que também possamos avaliá-la.
Cysneiros, ex-administrador judicial da companhia aérea, foi afastado do posto depois de encaminhar queixas ao Judiciário de que as determinações da Justiça e os pedidos de informações sobre despesas da Varig eram ignorados pelos diretores da companhia aérea. E o titular da 8ª Vara Empresarial é o juiz José Roberto Ayoub. O juiz processa o deputado Paulo Ramos, que, por sua vez, solicitou seu comparecimento à CPI da Varig.
O parlamentar voltou a repetir que a CPI vai abrir a caixa-preta da Varig e está convencido de que seu leilão foi um jogo de cartas marcadas, tendo em vista a seqüência de fatos gravíssimos agora conhecidos pelos parlamentares. Nessa relação, ele inclui o fato de a liquidação do fundo Aerus só ocorrer depois de os trabalhadores da Varig decidirem usar os recursos na compra da empresa. (V.R)