da Folha Online, Com informações da Agência Brasil
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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou nesta quinta-feira (17) que as empresas "ineficientes e obsoletas" morrerão com o dólar desvalorizado frente ao real. Nesta semana, após seis anos, a moeda americana fechou abaixo dos R$ 2; hoje, o dólar ficou em R$ 1,95.
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Segundo ele, o processo será parecido ao verificado há mais de dez anos, quando a inflação começou a cair e o sistema financeiro ficou em grande dificuldade."Algumas empresas morrerão nesse processo, de qualquer setor. As mais ineficientes, as mais antigas, obsoletas, que não investiram, as que têm má gestão têm muito mais dificuldade de sobreviver. Isso é natural. Foi o que aconteceu com os bancos no fim do período de inflação, há dois anos", disse Jorge.
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Segundo o ministro, naquele momento, os bancos ficaram quase "nus" e as ineficiências apareceram. "Com esse dólar desvalorizado, as ineficiências do setor produtivo agora estão aparecendo. São ineficiências que temos de enfrentar como foi no caso do sistema financeiro", disse.
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"O sistema financeiro ficou em grande dificuldade. Bancos importantes fecharam ou foram vendidos, porque não tinham se adaptado ao processo de travessia da hiperinflação para uma inflação aceitável", disse. Como exemplo, ele citou bancos Mercantil, Nacional e Econômico.
"O sistema financeiro ficou em grande dificuldade. Bancos importantes fecharam ou foram vendidos, porque não tinham se adaptado ao processo de travessia da hiperinflação para uma inflação aceitável", disse. Como exemplo, ele citou bancos Mercantil, Nacional e Econômico.
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Sobre o questionamento de o Brasil estar preparado para enfrentar um câmbio em que o dólar valha R$ 1,95, o ministro respondeu que o país "precisa estar preparado". De acordo com Miguel Jorge, apesar da valorização do real, as exportações aumentaram em abril. "Por mais paradoxal que pareça, está sendo feita uma revisão das exportações este ano para um pouco mais do que estava previsto no início do ano", disse.
Sobre o questionamento de o Brasil estar preparado para enfrentar um câmbio em que o dólar valha R$ 1,95, o ministro respondeu que o país "precisa estar preparado". De acordo com Miguel Jorge, apesar da valorização do real, as exportações aumentaram em abril. "Por mais paradoxal que pareça, está sendo feita uma revisão das exportações este ano para um pouco mais do que estava previsto no início do ano", disse.
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Para ele, ocorre uma compensação, já que alguns setores podem se beneficiar do aumento das importações, que ficam mais baratas, como as de equipamentos e insumos de produção.
Para ele, ocorre uma compensação, já que alguns setores podem se beneficiar do aumento das importações, que ficam mais baratas, como as de equipamentos e insumos de produção.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Um mal que se pratica, e já há muito tempo, é a nomeação de pessoas para cargos no governo, e tanto faz ser federal, estadual ou municipal, escudando-se apenas na questão de base de apoio político. A eficiência, a competência, o conhecimento da função ou mesma da área que se irá comandar, ficam relevadas a plano nenhum. O que pesa na balança é a ligação do nomeado com os “amigos” no poder. Geralmente, o resultado acaba sendo danoso ao interesse do país. Eis o caso presente em relação ao ministro do Desenvolvimento. Não faltaram elogios para sua qualificação ao cargo em que se encontra, porém, destaca-se que esta “qualificação” reconhecida por alguns, quase nada pesou ou contou para sua nomeação. O que importava era agradar os partidos políticos da base de apoio parlamentar. A competência de Miguel seria apenas um dado a mais, e não o mais importante.
Poderia o senhor Miguel Jorge ter ficado quieto sem precisar dar palpite em assunto que nada tem de relação com seu ministério. Poderia até ter dado um resposta encaminhando o problema a quem de direito. Mas, talvez a vaidade tenha falado mais alto, e assim, o senhor Miguel Jorge resolveu dizer algo que, certamente, mais adiante irá se arrepender. E por quê ? Primeiro, porque para uma empresa morrer por ineficiência gerencial, não precisa haver problemas com câmbio. Com câmbio alto ou baixo, com dólar na estratosfera ou no baixio, a empresa ineficiente morrerá por si mesma.
Outra coisa, porém, é a morte ser provocada por razões de política econômica do governo. E o que é pior: quando uma empresa morre, quem perde geralmente são os seus empregados, jogados quase sempre na rua da amargura, e diante da aflição de sequer receberem seus direitos trabalhistas. Assim, é de se esperar que as políticas de governo busquem favorecer e beneficiar os trabalhadores em geral, mas nunca prejudicá-los. Se há necessidade e interesse para o desenvolvimento do país, manter a atuação situação do real em relação dólar, ótimo: mas que o governo pelo menos ofereça alternativas para os prejudicados. Houve desoneração ? Não. Praticou-se alguma política de juros compensatória?
A questão de fechamento de fabricas e de empregos por conta do câmbio é um fato que está acontecendo há mais de um ano, e sem que o governo tome uma providência sequer. Qual a finalidade do governo, neste caso ? Adotar políticas compensatórias para minorar os efeitos que sua política econômica provoca nas empresas e nos empregos.
Vocês lerão em outra reportagem que reproduziremos mais adiante, que dentre as estratégias que os empresários brasileiros tem adotado para continuarem exportando, está a de se terceirizar serviços sabem aonde ? Na China, ou seja estamos exportando empregos para a China, apesar de termos uma leva de 10% da população economicamente ativa, sem emprego algum. Por certo, alguma coisa está errada na política do governo, afinal ele foi eleito para governar o Brasil e não a China.
Assim, o senhor Miguel Jorge precisa aprender rapidamente que em boca fechada não apenas não entra mosca, mas sobretudo não sai merda. Tanto é besteira o que ele disse, que até outros setores do governo, talvez com um pouquinho mais de respeito para com o povo brasileiro, estão estudando medidas no sentido de minorar os efeitos prejudiciais que um real supervalorizado está provocando. Talvez pelo fato do senhor Miguel Jorge não precisar de emprego, e por hoje estar assegurado na qualidade de ministro na instituição que jeito algum vai à falência, mesmo sendo mau gerenciada e comandada, não se tenha dado conta de inoportunidade de sua declaração. E podendo ajudar, acabou por escorregar mais feio ainda ao acrescentar que “país precisa estar preparado".
Aliás, poderíamos sim estar melhor preparados, e até seria ótimo, por exemplo, senhor Jorge, se o Estado da qual o senhor é ministro, não sugasse quarenta por cento em tributos para uma gastança perdulária e irresponsável como se pratica no Brasil. Também seria melhor ainda se o empresário não se visse diante de um país que pratica as taxas de juros mais altas do mundo. E melhor ainda, e se os impostos que aqui são pagos, não o fosse de forma antecipada à própria geração da receita proveniente da produção do bem ou serviço. Só para acrescentar, ministro, apenas no últimos 12 meses, o volume de capital que ingressou aplicado no mercado financeiro por conta dos altos juros e da desoneração sobre este ingresso, já representa um quarto do saldo comercial. E este volume não é destinado à atividade produtiva, e sim à sanha louca de lucros fáceis especulativos. Será que apenas estes dados não seriam o suficientes o bastante para conter suas afirmações infelizes ? E mais:querer comparar as dificuldades das industrias hoje, com o que ocorreu com o sistema financeiro há anos atrás é de brutal irresponsabilidade e molecagem. Portanto, senhor ministro, aceita de cá um simples sugestão: se não puder ajudar, pelo menos, não fale besteiras. Fique quieto e não atrapalhe.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Um mal que se pratica, e já há muito tempo, é a nomeação de pessoas para cargos no governo, e tanto faz ser federal, estadual ou municipal, escudando-se apenas na questão de base de apoio político. A eficiência, a competência, o conhecimento da função ou mesma da área que se irá comandar, ficam relevadas a plano nenhum. O que pesa na balança é a ligação do nomeado com os “amigos” no poder. Geralmente, o resultado acaba sendo danoso ao interesse do país. Eis o caso presente em relação ao ministro do Desenvolvimento. Não faltaram elogios para sua qualificação ao cargo em que se encontra, porém, destaca-se que esta “qualificação” reconhecida por alguns, quase nada pesou ou contou para sua nomeação. O que importava era agradar os partidos políticos da base de apoio parlamentar. A competência de Miguel seria apenas um dado a mais, e não o mais importante.
Poderia o senhor Miguel Jorge ter ficado quieto sem precisar dar palpite em assunto que nada tem de relação com seu ministério. Poderia até ter dado um resposta encaminhando o problema a quem de direito. Mas, talvez a vaidade tenha falado mais alto, e assim, o senhor Miguel Jorge resolveu dizer algo que, certamente, mais adiante irá se arrepender. E por quê ? Primeiro, porque para uma empresa morrer por ineficiência gerencial, não precisa haver problemas com câmbio. Com câmbio alto ou baixo, com dólar na estratosfera ou no baixio, a empresa ineficiente morrerá por si mesma.
Outra coisa, porém, é a morte ser provocada por razões de política econômica do governo. E o que é pior: quando uma empresa morre, quem perde geralmente são os seus empregados, jogados quase sempre na rua da amargura, e diante da aflição de sequer receberem seus direitos trabalhistas. Assim, é de se esperar que as políticas de governo busquem favorecer e beneficiar os trabalhadores em geral, mas nunca prejudicá-los. Se há necessidade e interesse para o desenvolvimento do país, manter a atuação situação do real em relação dólar, ótimo: mas que o governo pelo menos ofereça alternativas para os prejudicados. Houve desoneração ? Não. Praticou-se alguma política de juros compensatória?
A questão de fechamento de fabricas e de empregos por conta do câmbio é um fato que está acontecendo há mais de um ano, e sem que o governo tome uma providência sequer. Qual a finalidade do governo, neste caso ? Adotar políticas compensatórias para minorar os efeitos que sua política econômica provoca nas empresas e nos empregos.
Vocês lerão em outra reportagem que reproduziremos mais adiante, que dentre as estratégias que os empresários brasileiros tem adotado para continuarem exportando, está a de se terceirizar serviços sabem aonde ? Na China, ou seja estamos exportando empregos para a China, apesar de termos uma leva de 10% da população economicamente ativa, sem emprego algum. Por certo, alguma coisa está errada na política do governo, afinal ele foi eleito para governar o Brasil e não a China.
Assim, o senhor Miguel Jorge precisa aprender rapidamente que em boca fechada não apenas não entra mosca, mas sobretudo não sai merda. Tanto é besteira o que ele disse, que até outros setores do governo, talvez com um pouquinho mais de respeito para com o povo brasileiro, estão estudando medidas no sentido de minorar os efeitos prejudiciais que um real supervalorizado está provocando. Talvez pelo fato do senhor Miguel Jorge não precisar de emprego, e por hoje estar assegurado na qualidade de ministro na instituição que jeito algum vai à falência, mesmo sendo mau gerenciada e comandada, não se tenha dado conta de inoportunidade de sua declaração. E podendo ajudar, acabou por escorregar mais feio ainda ao acrescentar que “país precisa estar preparado".
Aliás, poderíamos sim estar melhor preparados, e até seria ótimo, por exemplo, senhor Jorge, se o Estado da qual o senhor é ministro, não sugasse quarenta por cento em tributos para uma gastança perdulária e irresponsável como se pratica no Brasil. Também seria melhor ainda se o empresário não se visse diante de um país que pratica as taxas de juros mais altas do mundo. E melhor ainda, e se os impostos que aqui são pagos, não o fosse de forma antecipada à própria geração da receita proveniente da produção do bem ou serviço. Só para acrescentar, ministro, apenas no últimos 12 meses, o volume de capital que ingressou aplicado no mercado financeiro por conta dos altos juros e da desoneração sobre este ingresso, já representa um quarto do saldo comercial. E este volume não é destinado à atividade produtiva, e sim à sanha louca de lucros fáceis especulativos. Será que apenas estes dados não seriam o suficientes o bastante para conter suas afirmações infelizes ? E mais:querer comparar as dificuldades das industrias hoje, com o que ocorreu com o sistema financeiro há anos atrás é de brutal irresponsabilidade e molecagem. Portanto, senhor ministro, aceita de cá um simples sugestão: se não puder ajudar, pelo menos, não fale besteiras. Fique quieto e não atrapalhe.