sexta-feira, maio 18, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Política de cotas raciais é criticada no 13 de maio

Na data que marca o fim oficial da escravidão no País, a política de cotas raciais recebeu críticas. Em São Paulo, o Movimento Negro Socialista (MNS) comemorou seu primeiro aniversário com um ato em defesa da igualdade de raças e contra a política de cotas. Reunidos na sede de uma organização não-governamental, no Centro da cidade, militantes negros debateram a importância do 13 de maio e cobraram união dos mais radicais que rejeitam a data em que a princesa Isabel oficialmente acabou com a escravidão no Brasil.

O sociólogo Demétrio Magnoli, um dos que compuseram a mesa de debates, afirmou que o Brasil não comemora a data da abolição da escravidão porque "até hoje a versão histórica que prevalece nas escolas é a versão que foi contada pelos imperialistas".

Segundo ele, "a data em que a princesa humanista pegou na pena para abolir a escravidão" marca uma conquista que não é apenas dos negros, mas de todos os brasileiros. "A abolição foi a primeira luta social de âmbito nacional no Brasil", afirmou. "Quando a princesa Isabel assina o ato de rendição do Império, mais de três quartos dos escravos já haviam sido libertados ou haviam fugido."

O sociólogo criticou ainda entidades que apontam a existência de uma "racismo escondido e acuado" no País, como forma de justificar a necessidade do Estatuto da Igualdade Racial e outras políticas para afrodescendentes. "Eu não entendo, eles querem o racismo avançando, um racismo que não esteja acuado?"

Defensor do fim das políticas afirmativas, Magnoli acredita que as cotas e outras medidas que diferenciam negros e brancos para conceder benefícios sociais semeiam conflitos baseados nos ideais raciais.

Para um dos diretores do MNS, José Carlos Miranda, o 13 de Maio não pode ser esquecido e deve servir como estímulo para a luta contra o Estatuto da Igualdade Racial, contra as políticas de ação afirmativa e a política de cotas raciais.

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Morales agora procura sócios

LA PAZ - O presidente Evo Morales, da Bolívia, autorizou ontem a petroleira estatal a buscar sócios estrangeiros, sejam estatais ou privados, para iniciarem uma "agressiva política" de exploração de hidrocarbonetos. Um segundo decreto promulgado pelo presidente determinou que a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) poderá iniciar a exploração de reservas no Norte de La Paz em sociedade com empresas estrangeiras.

Morales havia antecipado na sexta-feira que o sócio para a exploração em La Paz será a estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), que já assinou um acordo, embora o decreto promulgado ontem não mencione o fato. "Se a YPFB não tiver recursos econômicos suficientes, poderá associar-se com empresas estatais de todo o mundo e também com empresas transnacionais. E se não houver (interessados) poderá abrir uma licitação", disse em entrevista à imprensa no Palácio Presidencial.

"Queremos acelerar uma política agressiva de exploração", acrescentou o presidente, que em maio do ano passado nacionalizou os hidrocarbonetos e transformou as multinacionais em sócias da YPFB, a estatal que agora tem o controle do setor petroleiro, embora não disponha de capital e tecnologia para assumir a tarefa sozinha, segundo os especialistas. "A Bolívia tem muitas reservas, mas falta explorá-las", acrescentou.

Uma das primeiras tarefas da estatal será quantificar as reservas, depois de contraditórios informes anteriores. Estima-se que as reservas de gás natural do país sejam as segundas maiores da América do Sul, depois das da Venezuela. Sábado, o presidente tomou posse de forma simbólica das refinarias que seu governo recuperou da brasileira Petrobras, embora as negociações para concretizar a transferência devam se prolongar por dois meses. A Bolívia aceitou pagar US$ 112 milhões por essas unidades que haviam sido privatizadas em 1999.

O governante reconheceu que os investimentos das empresas que aceitaram assinar novos contratos podem demorar, pelo que decidiu "acelerar" a exploração buscando outros sócios.
A Bolívia produz diariamente cerca de 27 milhões de metros cúbicos de gás. O país exporta 26 milhões de metros cúbicos/dia para o Brasil, 5,5 milhões para a Argentina e o restante vai para o mercado local. Mas a Bolívia tem compromissos para aumentar o volume de exportação e, portanto, precisa de forma urgente aumentar a produção. A nacionalização determinada pelo governo paralisou os investimentos no setor.

COMENTANDO A NOTICIA: Alguém poderia avisar ao índio canalha que cretinice tem lugar e hora: primeiro tomou a força as refinarias e estatizou as explorações, sem pagar ou remunerar convenientemente os investimentos realizados que seu país, rasgando contratos e ameaçando a tudo e todos. Agora que contar com a “compreensão” dos investidores para aplicarem dinheiro num país que não é merecedor de confiança ? Vá se danar, Evo Morales!

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Ottomar quer exportar para Chávez

O governador de Roraima, Ottomar Pinto, atraiu duas indústrias - Camaçari Agroindústria e Biocapital - para produzir etanol e biodiesel no Estado, com a promessa de vender a produção para a Venezuela. O tucano Ottomar tem boa relação política com o presidente Hugo Chávez.

COMENTANDO A NOTICIA: Ué, mas não foi o próprio Chavez que condenou o uso do etanol como combustível ? Agora vai importá-lo ? Eta pessoal coerente!

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Temer conversa com Lula para pedir mais cargos ao PMDB

O presidente nacional do PMDB, Michel Temer, conversou nesta quarta-feira com o presidente Lula no Palácio Planalto para pedir mais cargos de segundo escalão para o seu partido.
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Temer afirmou que levou a “forte insatisfação” da bancada para o presidente. Segundo o peemedebista, Lula prometeu resolver o problema e a integração da sigla no governo se completará em breve porque o petista “trabalha por isso.”"A integração do PMDB já se deu em vários planos, no plano programático, no plano político e agora queremos que se dê também no plano administrativo. Esse foi um dos objetivos da conversa (com Lula)", disse Temer.

COMENTANDO A NOTICIA: Vamos relembrar o que Lula disse um dia antes em entrevista coletiva: “(...) Quem quiser votar contra por conta de cargos, pode votar contra. Essa coalizão tem que ser montada, preparada para a gente construir um projeto para este país, e não para construir uma votação(...)”.

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Kaiser condenada por plágio em propaganda

A Cervejaria Kaiser e a agência Newcomm Bates, do publicitário Roberto Justus, foram condenadas a pagar uma indenização milionária ao publicitário Luiz Eduardo Régnier Rodrigues, que teve uma campanha publicitária plagiada em 1999. O valor da indenização pode chegar a R$ 126 milhões. Três anos antes, o publicitário criou a campanha "Cerveja Nota 10" para a Antarctica, que não quis usar o slogan. A campanha havia sido registrada em 1996 por Luiz Eduardo no Escritório de Direitos Autorais, no Rio. A Kaiser alegou mera coincidência criativa, mas o ministro Gomes de Barros, do Superior Tribunal de Justiça, reconheceu o plágio e protegeu o direito autoral de Luiz Eduardo.