Paulo César de Souza(*), Jornal do Brasil
O ministro da Previdência, Luiz Marinho, ex-presidente da CUT e ex-ministro do Trabalho, disse que não atropelou os velhinhos que lhe pediram uma audiência (negada), pois sua agenda anda sobrecarregada da silva.
Mas se não esfolou, passou por cima e matou, foi, no mínimo, cruel, antipático e grosseiro com os velhinhos da Cobap, que só queriam protestar em frente ao ministério com faixas, cartazes e apitos contra os míseros 3,3% de aumento concedidos aos que ganham mais de um salário mínimo - que acumulam perdas de 60% e que estão sendo empurrados, desde 1994, para a zona da pobreza.
Coincidência que o ministro chegou ao ministério no seu reluzente carro preto e quando viu os manifestantes refugiou-se no dito cujo. Foi cercado. Abriu o vidro, mas não suportou o apitaço e o vozerio dos protestos. Desacostumado a estas práticas reivindicatórias desde que virou vidraça, esquecendo-se que fora presidente da CUT, determinou ao motorista que rompesse o cerco. Rompendo, acabou por atropelar, causar arranhões, raiva, indignação naqueles que deveria proteger.
Faltou ao ministro postura, dignidade, respeito e a majestade do cargo. Comportou-se como um chulcro.
Despiu-se da condição de ministro de Estado, do Estado brasileiro, para ser ministro de ocasião, arrogante e desrespeitoso.
Mas o ministro, desde que desconfortavelmente, teve que ir para o MPS, vem atropelando, chutando a barraca, o pau e o que vê pela frente.
Começou assinando um monte de portarias demitindo servidores do INSS. Tem raiva e ódio dos servidores. Não importa as razões. Para ele, não passam de pessoas peçonhentas. Herdou a carapuça do seu antecessor que enganou a Deus e ao diabo na terra do sol...
Atropela a terceira reforma da Previdência com propostas que nada vão mudar a receita e reduzir o déficit e que vão retirar direitos sociais e garantias constitucionais.
Atropela as viúvas, quando quer cortar os benefícios adquiridos - pelos quais o PT tanto brigou, quando o PT era de briga, de protesto e de resistência aos "donos do poder".
Atropela os trabalhadores acidentados, quando encampa a redução do valor do auxílio doença e da aposentadoria por invalidez.
Atropela os médicos peritos quando, por pressão de sua bancada sindical, quer relaxar a perícia média e voltar às práticas fraudulentas da terceirização da perícia.
Atropela o controle sobre as concessões de benefícios rurais, igualmente por pressão da bancada sindical, mesmo que sejam facilidades geralmente geradoras de fraudes.
Atropela a moralidade pública quando permite acordo com a base política para abertura de postos do INSS (Prevcidade) em que as prefeituras entram com prédios e servidores, os políticos com a concessão e a fraude.
Por último, um lembrete da minha avó: ministro, quem mata velhinho não vai para o Céu.
(*)Paulo César de Souza, presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps)
COMENTANDO A NOTÍCIA: Na qualidade de ministro da Previdência, Luiz Marinho precisa aprender a ser mais ministro e menos jagunço. Afinal, somos nós que lhe pagamos o salário, portanto merecemos o devido respeito. Até porque se Marinho não gosta de sua posição, ou detesta lidar com os pobres, velhos e pensionistas de quem parece nutrir preconceito e ódio, pegue o chapéu e se mande. Se ficar, trate de ser civilizado.
O ministro da Previdência, Luiz Marinho, ex-presidente da CUT e ex-ministro do Trabalho, disse que não atropelou os velhinhos que lhe pediram uma audiência (negada), pois sua agenda anda sobrecarregada da silva.
Mas se não esfolou, passou por cima e matou, foi, no mínimo, cruel, antipático e grosseiro com os velhinhos da Cobap, que só queriam protestar em frente ao ministério com faixas, cartazes e apitos contra os míseros 3,3% de aumento concedidos aos que ganham mais de um salário mínimo - que acumulam perdas de 60% e que estão sendo empurrados, desde 1994, para a zona da pobreza.
Coincidência que o ministro chegou ao ministério no seu reluzente carro preto e quando viu os manifestantes refugiou-se no dito cujo. Foi cercado. Abriu o vidro, mas não suportou o apitaço e o vozerio dos protestos. Desacostumado a estas práticas reivindicatórias desde que virou vidraça, esquecendo-se que fora presidente da CUT, determinou ao motorista que rompesse o cerco. Rompendo, acabou por atropelar, causar arranhões, raiva, indignação naqueles que deveria proteger.
Faltou ao ministro postura, dignidade, respeito e a majestade do cargo. Comportou-se como um chulcro.
Despiu-se da condição de ministro de Estado, do Estado brasileiro, para ser ministro de ocasião, arrogante e desrespeitoso.
Mas o ministro, desde que desconfortavelmente, teve que ir para o MPS, vem atropelando, chutando a barraca, o pau e o que vê pela frente.
Começou assinando um monte de portarias demitindo servidores do INSS. Tem raiva e ódio dos servidores. Não importa as razões. Para ele, não passam de pessoas peçonhentas. Herdou a carapuça do seu antecessor que enganou a Deus e ao diabo na terra do sol...
Atropela a terceira reforma da Previdência com propostas que nada vão mudar a receita e reduzir o déficit e que vão retirar direitos sociais e garantias constitucionais.
Atropela as viúvas, quando quer cortar os benefícios adquiridos - pelos quais o PT tanto brigou, quando o PT era de briga, de protesto e de resistência aos "donos do poder".
Atropela os trabalhadores acidentados, quando encampa a redução do valor do auxílio doença e da aposentadoria por invalidez.
Atropela os médicos peritos quando, por pressão de sua bancada sindical, quer relaxar a perícia média e voltar às práticas fraudulentas da terceirização da perícia.
Atropela o controle sobre as concessões de benefícios rurais, igualmente por pressão da bancada sindical, mesmo que sejam facilidades geralmente geradoras de fraudes.
Atropela a moralidade pública quando permite acordo com a base política para abertura de postos do INSS (Prevcidade) em que as prefeituras entram com prédios e servidores, os políticos com a concessão e a fraude.
Por último, um lembrete da minha avó: ministro, quem mata velhinho não vai para o Céu.
(*)Paulo César de Souza, presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps)
COMENTANDO A NOTÍCIA: Na qualidade de ministro da Previdência, Luiz Marinho precisa aprender a ser mais ministro e menos jagunço. Afinal, somos nós que lhe pagamos o salário, portanto merecemos o devido respeito. Até porque se Marinho não gosta de sua posição, ou detesta lidar com os pobres, velhos e pensionistas de quem parece nutrir preconceito e ódio, pegue o chapéu e se mande. Se ficar, trate de ser civilizado.