Editorial Jornal do Brasil
Um adolescente morto, seis crianças e três adultos feridos - o saldo da desastrada simulação de um resgate pela Polícia Militar de Mato Grosso no sábado se torna ainda mais revoltante pela ausência de punição aos culpados. As balas de uma das três escopetas não eram de festim, como previa o espetáculo montado para provar à população de Rondonópolis a eficiência da polícia local ao abortar um seqüestro de ônibus. Até hoje, quatro dias depois, não se sabe quem foi o encarregado de organizar a troca do armamento e se enganou, como justificou nota oficial do comando da PM. Seis policiais estão afastados. Nenhum até agora foi responsabilizado.
Trinta dias é o que deve demorar a conclusão das investigações internas, calcula o secretário estadual de Segurança, Carlos Brito. Tempo suficiente para o assunto ceder espaço a notícias e acontecimentos tão ou mais graves e cair no esquecimento. É assim que se planejam as autoridades no Brasil que vive uma crise de impunidade sem precedentes. Quase uma epidemia.
Não fosse assim, como se definiria a quase apatia e indiferença dos controladores de vôo em depoimento na CPI do Apagão Aéreo? Para negar falha humana, responsabilizaram os equipamentos. E estão por aí, controlando vôos. Ao que parece, apenas um, o novato da turma, será punido. Se for.
Não fosse assim, como explicar o desembaraço do invasor da Hidrelétrica de Tucuruí na tentativa de abrir as comportas da usina em frente às câmeras de TV? Nada aconteceu com ele nem com seus companheiros de "ocupação" que pretendiam inundar o país e mudar o mapa do Brasil. São primos da pretensa sem terra do MLST, liderado pelo rico herdeiro Bruno Maranhão, que saiu quebrando o Congresso e marretando computadores, também ao vivo e a cores. Continua por aí, livre, organizando a "resistência" ao "imperialismo".
Os exemplos de impunidade preenchem uma enciclopédia ou incontáveis telas de computadores no país. Clamam por uma legislação mais rígida e uma Justiça menos lenta e condescendente. Para que os brasileiros de bem não se tornem reféns do mal.
Um adolescente morto, seis crianças e três adultos feridos - o saldo da desastrada simulação de um resgate pela Polícia Militar de Mato Grosso no sábado se torna ainda mais revoltante pela ausência de punição aos culpados. As balas de uma das três escopetas não eram de festim, como previa o espetáculo montado para provar à população de Rondonópolis a eficiência da polícia local ao abortar um seqüestro de ônibus. Até hoje, quatro dias depois, não se sabe quem foi o encarregado de organizar a troca do armamento e se enganou, como justificou nota oficial do comando da PM. Seis policiais estão afastados. Nenhum até agora foi responsabilizado.
Trinta dias é o que deve demorar a conclusão das investigações internas, calcula o secretário estadual de Segurança, Carlos Brito. Tempo suficiente para o assunto ceder espaço a notícias e acontecimentos tão ou mais graves e cair no esquecimento. É assim que se planejam as autoridades no Brasil que vive uma crise de impunidade sem precedentes. Quase uma epidemia.
Não fosse assim, como se definiria a quase apatia e indiferença dos controladores de vôo em depoimento na CPI do Apagão Aéreo? Para negar falha humana, responsabilizaram os equipamentos. E estão por aí, controlando vôos. Ao que parece, apenas um, o novato da turma, será punido. Se for.
Não fosse assim, como explicar o desembaraço do invasor da Hidrelétrica de Tucuruí na tentativa de abrir as comportas da usina em frente às câmeras de TV? Nada aconteceu com ele nem com seus companheiros de "ocupação" que pretendiam inundar o país e mudar o mapa do Brasil. São primos da pretensa sem terra do MLST, liderado pelo rico herdeiro Bruno Maranhão, que saiu quebrando o Congresso e marretando computadores, também ao vivo e a cores. Continua por aí, livre, organizando a "resistência" ao "imperialismo".
Os exemplos de impunidade preenchem uma enciclopédia ou incontáveis telas de computadores no país. Clamam por uma legislação mais rígida e uma Justiça menos lenta e condescendente. Para que os brasileiros de bem não se tornem reféns do mal.