quarta-feira, maio 30, 2007

Turistas estrangeiros gastam mais no Brasil

Os turistas estrangeiros gastaram no Brasil US$ 1,332 bilhão no primeiro trimestre deste ano. Foi o maior valor nominal desde que o volume de receitas cambiais começou a ser acompanhado, em 1947.

A corrente cambial turística (receita mais despesas dos brasileiros no exterior) também cresceu, incentivada pelo câmbio favorável às viagens ao exterior: atingiu US$ 2,925 bilhões no primeiro trimestre, 18,9% a mais do que nos três meses iniciais de 2006. Houve ainda recorde de 16,4 milhões de desembarque doméstico no quadrimestre - aumento de 9,1% em relação ao mesmo período de 2006.

Os dados fazem parte do Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, publicação trimestral da Fundação Getúlio Vargas, divulgado ontem no Rio pela ministra do Turismo, Marta Suplicy. A receita cambial cresceu 9,7% em relação ao primeiro trimestre de 2006. Mas os gastos dos brasileiros no exterior aumentaram em escala maior. O déficit ficou em R$ 261,6 milhões.

"O crescimento da receita cambial é positivo para o País porque o turismo cria musculatura. Tem que ter quem saia no Brasil para que as companhias aéreas tenham vôos para o País. A nossa economia está aberta para o exterior", afirmou a ministra. Ela disse que tem recebido queixas do setor hoteleiro e de agências de turismo receptivo, que temem que a desvalorização do dólar afaste turistas estrangeiros.

A ministra disse que ainda não foi possível sentir o efeito, mas adiantou que vai pedir ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a isenção de impostos para aquisição de mobiliário e equipamentos por hotéis.

"Camas, aparelhos de ar-condicionado correspondem às máquinas para indústria. Vou pedir ao Mantega que estenda a desoneração dos bens de capital da indústria para os hotéis", afirmou. A FGV ouviu 503 companhias, entre agências de viagens, empresas de transporte aéreo, eventos, hotelaria, parques temáticos.

Houve aumento de 9,6% do faturamento em relação ao primeiro trimestre de 2006. Mas em relação ao último trimestre do ano passado, auge da crise do apagão aéreo, o faturamento caiu 5%. "Esse índice é considerado estabilidade.
A crise dos controladores foi nociva para o consumidor, não para o turismo", afirmou a ministra.