Banco Mundial prevê desaceleração do crescimento na América Latina
O Banco Mundial (Bird) divulgou nesta terça-feira o relatório Fluxos Mundiais de Financiamento para o Desenvolvimento 2007, em que prevê desaceleração no crescimento da América Latina para os próximos anos. A expectativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto) regional cresça 4,8% neste ano e chegue a 3,9% em 2009, valores abaixo dos 5,6% de 2006.
O Banco Mundial (Bird) divulgou nesta terça-feira o relatório Fluxos Mundiais de Financiamento para o Desenvolvimento 2007, em que prevê desaceleração no crescimento da América Latina para os próximos anos. A expectativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto) regional cresça 4,8% neste ano e chegue a 3,9% em 2009, valores abaixo dos 5,6% de 2006.
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"A projetada desaceleração na atividade global deve reduzir a demanda pelas matérias-primas, resultando em um declínio modesto dos seus preços e em um crescimento mais lento", informou o relatório do Banco.
"A projetada desaceleração na atividade global deve reduzir a demanda pelas matérias-primas, resultando em um declínio modesto dos seus preços e em um crescimento mais lento", informou o relatório do Banco.
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O estudo sugere que o Brasil deve ter crescimento médio de 4,1% nos próximos três anos, devido aos investimentos de US$ 240 bilhões prometidos até 2010 pelo governo federal no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em conjunto com o manejo adequado da dívida e da política monetária.O Bird também alerta para a redução do crescimento dos Estados Unidos, o que pode afetar o desempenho das exportações dos países latinos e do Caribe. No entanto, o estudo afirma que a América Latina atualmente é mais resistente a influências negativas da economia mundial do que era em anos anteriores, uma vez que a maioria dos países adotou medidas para reestruturar e reduzir suas dívidas e buscou aumentar suas reservas internacionais.
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Quanto mais fala, mais Renan se enrola
Ricardo Noblat
Acho que vale a pena refletir um pouco sobre a declaração feita esta tarde por Renan Calheiros, presidente do Senado. De janeiro de 2004 a dezembro de 2006, ele admite que deu uma grana mensal à jornalista Mônica Veloso para mantê-la e à filha que tiveram.
Mas Renan diz que só tem comprovantes da doação do dinheiro a partir de dezembro de 2005. E por que?
- Não tinha como ter provas das transferências porque não era uma relação oficial. A partir do momento que assumi, tenho os comprovantes.
Que desculpa esfarrapada é essa?
Ora, se o dinheiro era dele não caiu do céu. Saiu de alguma conta bancária. É só pedir o extrato ao banco.
Se foi dinheiro que ele guardava debaixo do colchão, ali foi posto depois de ter saído de algum lugar. Pode ter resultado da venda de algum bem, por exemplo.
Como não quero acreditar que o senador participasse de tenebrosas transações ou fosse capaz de desrespeitar as leis, afirmo que ele tem, sim, como provar que o dinheiro doado era dele.
Se não tem é porque o dinheiro era de outra pessoa.
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O gato comeu a CPI da Navalha
Esqueçam o ensaio que houve na Câmara dos Deputados e no Senado para criação da CPI Mista da Navalha. O governo matou-a a pau com a preciosa ajuda da oposição.
A CPI não interessa ao governo porque paralisaria o Congresso e estabeleceria a cizânia em sua ampla base de apoio. Não interessa à oposição porque atingiria alguns dos seus mais ilustres membros.
A oposição pegou leve contra Lula no caso do mensalão porque temeu ter de entregar a cabeça do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), envolvido com Marcos Valério desde os anos 90.
Assessores do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL) foram presos durante a Operação Navalha, acusados de parceria com Zuleido Veras, dono da construtora Gautama.
Cada deputado e senador tem seu Cláudio Gontijo, lobista da empreiteira Mendes Junior apontado pela revista VEJA como fonte pagadora de despesas de Renan. E não custa repetir, parte deles tem a sua Mônica.
É melhor, portanto, apostar no esfriamento do assunto e tocar a vida. CPI? De jeito nenhum. Ninguém é suicida. Entregar a cabeça de Renan? Somente no último caso.
Renan é problema da mídia. Ela que corra atrás de fatos que possam derrubá-lo.
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CPI da Navalha longe de ser criada
Está parada a coleta de assinaturas na Câmara para criar a CPI da Navalha. Desde a semana passada, o número de assinaturas não muda.
Para que seja criada a CPI, é necessário obter o apoio de 171 deputados e de 27 senadores. No Senado, o número já foi alcançado; na Câmara, ainda faltam 20 assinaturas.
- Na oposição, só há interesse pela CPI por parte do PSDB. O resto da oposição e a base do governo não têm trabalhado pela CPI -, afirma o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).
Quanto mais o tempo passar, diz ele, mais difícil ficará de obter as assinaturas. E mais uma vez a CPI que investigaria as empreiteiras ficará na gaveta.
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Lista de brindes da Gautama tem 225 nomes
Da Folha de S.Paulo
"A lista da construtora Gautama com pessoas que seriam presenteadas tem 38 deputados federais e ex-deputados, 18 senadores e ex-senadores, três ministros de Estado, cinco ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e, pelo menos, 23 governadores, prefeitos, ex-governadores, ex-vice-governador e ex-prefeitos.
Esses foram os políticos que a Folha conseguiu identificar após obter a lista da empreiteira de Zuleido Veras, preso pela PF acusado de fraudar licitações de obras públicas. Ao todo, a lista enumera 225 pessoas, algumas citadas só pelo primeiro nome. Exemplo: os governadores, prefeitos, ex-governadores e ex-prefeitos podem ser 35 ao todo, mas a Folha identificou 23."
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Suplentes comandarão o Conselho de Ética
O senador Sibá Machado (PT-AC), suplente da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, será indicado hoje para presidir do Conselho de Ética. O bloco que une PT, PSB, PC do B, PTB, PP e PR patenteou a indicação de Sibá.
Quem antes era cotado para ficar com a vaga, o igualmente suplente Wellington Salgado (PMDB-MG), que assumiu o mandato quando Hélio Costa foi para o Ministério das Comunicações, pode ficar com a vice-presidência do Conselho.
Os dois são fiéis defensores dos interesses do governo e não vão titubear em engavetar processos. A representação contra Renan Calheiros (PMDB-AL), por quebra de decoro parlamentar, será o primeiro exemplo. Sibá já está lavando as mãos, avisou que pretende deixar o caso com a Corregedoria do Senado.
O estudo sugere que o Brasil deve ter crescimento médio de 4,1% nos próximos três anos, devido aos investimentos de US$ 240 bilhões prometidos até 2010 pelo governo federal no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em conjunto com o manejo adequado da dívida e da política monetária.O Bird também alerta para a redução do crescimento dos Estados Unidos, o que pode afetar o desempenho das exportações dos países latinos e do Caribe. No entanto, o estudo afirma que a América Latina atualmente é mais resistente a influências negativas da economia mundial do que era em anos anteriores, uma vez que a maioria dos países adotou medidas para reestruturar e reduzir suas dívidas e buscou aumentar suas reservas internacionais.
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Quanto mais fala, mais Renan se enrola
Ricardo Noblat
Acho que vale a pena refletir um pouco sobre a declaração feita esta tarde por Renan Calheiros, presidente do Senado. De janeiro de 2004 a dezembro de 2006, ele admite que deu uma grana mensal à jornalista Mônica Veloso para mantê-la e à filha que tiveram.
Mas Renan diz que só tem comprovantes da doação do dinheiro a partir de dezembro de 2005. E por que?
- Não tinha como ter provas das transferências porque não era uma relação oficial. A partir do momento que assumi, tenho os comprovantes.
Que desculpa esfarrapada é essa?
Ora, se o dinheiro era dele não caiu do céu. Saiu de alguma conta bancária. É só pedir o extrato ao banco.
Se foi dinheiro que ele guardava debaixo do colchão, ali foi posto depois de ter saído de algum lugar. Pode ter resultado da venda de algum bem, por exemplo.
Como não quero acreditar que o senador participasse de tenebrosas transações ou fosse capaz de desrespeitar as leis, afirmo que ele tem, sim, como provar que o dinheiro doado era dele.
Se não tem é porque o dinheiro era de outra pessoa.
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O gato comeu a CPI da Navalha
Esqueçam o ensaio que houve na Câmara dos Deputados e no Senado para criação da CPI Mista da Navalha. O governo matou-a a pau com a preciosa ajuda da oposição.
A CPI não interessa ao governo porque paralisaria o Congresso e estabeleceria a cizânia em sua ampla base de apoio. Não interessa à oposição porque atingiria alguns dos seus mais ilustres membros.
A oposição pegou leve contra Lula no caso do mensalão porque temeu ter de entregar a cabeça do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), envolvido com Marcos Valério desde os anos 90.
Assessores do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL) foram presos durante a Operação Navalha, acusados de parceria com Zuleido Veras, dono da construtora Gautama.
Cada deputado e senador tem seu Cláudio Gontijo, lobista da empreiteira Mendes Junior apontado pela revista VEJA como fonte pagadora de despesas de Renan. E não custa repetir, parte deles tem a sua Mônica.
É melhor, portanto, apostar no esfriamento do assunto e tocar a vida. CPI? De jeito nenhum. Ninguém é suicida. Entregar a cabeça de Renan? Somente no último caso.
Renan é problema da mídia. Ela que corra atrás de fatos que possam derrubá-lo.
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CPI da Navalha longe de ser criada
Está parada a coleta de assinaturas na Câmara para criar a CPI da Navalha. Desde a semana passada, o número de assinaturas não muda.
Para que seja criada a CPI, é necessário obter o apoio de 171 deputados e de 27 senadores. No Senado, o número já foi alcançado; na Câmara, ainda faltam 20 assinaturas.
- Na oposição, só há interesse pela CPI por parte do PSDB. O resto da oposição e a base do governo não têm trabalhado pela CPI -, afirma o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).
Quanto mais o tempo passar, diz ele, mais difícil ficará de obter as assinaturas. E mais uma vez a CPI que investigaria as empreiteiras ficará na gaveta.
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Lista de brindes da Gautama tem 225 nomes
Da Folha de S.Paulo
"A lista da construtora Gautama com pessoas que seriam presenteadas tem 38 deputados federais e ex-deputados, 18 senadores e ex-senadores, três ministros de Estado, cinco ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e, pelo menos, 23 governadores, prefeitos, ex-governadores, ex-vice-governador e ex-prefeitos.
Esses foram os políticos que a Folha conseguiu identificar após obter a lista da empreiteira de Zuleido Veras, preso pela PF acusado de fraudar licitações de obras públicas. Ao todo, a lista enumera 225 pessoas, algumas citadas só pelo primeiro nome. Exemplo: os governadores, prefeitos, ex-governadores e ex-prefeitos podem ser 35 ao todo, mas a Folha identificou 23."
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Suplentes comandarão o Conselho de Ética
O senador Sibá Machado (PT-AC), suplente da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, será indicado hoje para presidir do Conselho de Ética. O bloco que une PT, PSB, PC do B, PTB, PP e PR patenteou a indicação de Sibá.
Quem antes era cotado para ficar com a vaga, o igualmente suplente Wellington Salgado (PMDB-MG), que assumiu o mandato quando Hélio Costa foi para o Ministério das Comunicações, pode ficar com a vice-presidência do Conselho.
Os dois são fiéis defensores dos interesses do governo e não vão titubear em engavetar processos. A representação contra Renan Calheiros (PMDB-AL), por quebra de decoro parlamentar, será o primeiro exemplo. Sibá já está lavando as mãos, avisou que pretende deixar o caso com a Corregedoria do Senado.