.
Já que seu Nerso de Sá só cuida agora da mídia internacional, eu, sem autoridade nenhuma, vou tratar agora da mídia nacional, precisamente da mídia oficial. Há uma perseguição interna no governo Lula contra o presidente da Radiobrás, Eugenio Bucci.
.
.
Eu só estive duas vezes na vida com Eugenio Bucci. E em toda as duas, em posição reverencial. Quando me enveredei pela atividade acadêmica, a primeira coisa que me recomendaram foram os livros dele.
.
.
Quando a pessoa é competente e honesta, seu trabalho logo aparece. Mas os áulicos, os puxa-sacos do rei logo aparecem também. A competência e a honestidade parecem ser hoje afrontas ao governo.
.
.
Eugenio Bucci tornou a Radiobrás uma empresa jornalisticamente admirável. Claro que, para isso, estimulou uma equipe inteira. A Radiobrás hoje é uma empresa jornalística que goza da maior credibilidade no mercado. Para os imbecis ela deveria existir para servir o governo. Para os cretinos fundamentais, a Radiobrás deve estar a serviço do PT.
.
.
Vinicius Mota, na Folha de S. Paulo de hoje, resume com precisão cirúrgica: " a esgrimir pelo futuro, ele ( Bucci ) preferiu ser um bom presidente da velha Radiobrás."
.
Gente, desculpe a vulgaridade (eu odeio a vulgaridade ), mas a indignação não me permite meias-palavras. Eu vou dizer pra esse bando que mama nas tetas governamentais: o problema de vocês não é nem a questão da fidelidade ao PT, é inveja mesmo porque vocês não teriam competência moral e profissional para fazer um trabalho correto como o de Eugenio Bucci. E tem outra coisa: a Radiobrás não é propriedade do governo Lula. É propriedade do Estado. Então, como diria Ancelmo Gois, sustentada com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Paulo Brossard, como bom jurista, tem uma definição muito simples para os que confundem a propriedade do estado. É uma explicação didaticamente simples, insisto:
.
.
– Quem se apropria do bem alheio, privado ou público, é amigo do alheio. É meliante. Meliante é malandro, vagabundo. Pode ser também velhaco e patife. Aplica-se o termo conforme a tipificação. Exemplo: o meliante evadiu-se!