quinta-feira, novembro 30, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Equador: Presidente eleito pode repetir Evo Morales
.
Veja On-line
.
O Brasil poderá reviver com o Equador os problemas enfrentados no processo de nacionalização do setor petrolífero na Bolívia. Nesta terça, o presidente eleito do país, o esquerdista Rafael Correa, afirmou que pretende reduzir os lucros das multinacionais de petróleo que atuam no país – caso da brasileira Petrobras.
.
Atualmente, as multinacionais transferem ao governo equatoriano 50% de sua receita. "Já houve uma melhora na divisão do excedente do lucro e acreditamos que este 50/50 para cada um ainda é baixo [para o governo]", disse Correa, segundo agências internacionais.
.
O presidente eleito prometeu procurar as empresas a partir de janeiro de 2007, quando toma posse, para propor novos contratos de exploração. O Equador é o quinto produtor de petróleo cru da América do Sul, com 543.000 barris ao dia. Desse total, 44,53% correspondem à estatal Petroecuador, que assumiu as atividades da americana Occidental Petroleum (Oxy) depois que o governo declarou caduco o contrato da empresa em maio, devido a violação da lei.
.
No dia 1º de maio, o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou a nacionalização do sistema de produção de petróleo e gás daquele país. Além de controlar a produção e a venda dos produtos, a Bolívia tomou ainda as refinarias de propriedade de empresas multinacionais – caso da Petrobras. A indenização e os novos contratos seguem em discussão.
.
**********
.
Brigadeiro afastado havia alertado a FAB sobre risco de caos há mais de oito meses
.
Veja on-line
.
O militar que comandava o controle de tráfego aéreo brasileiro até a última sexta-feira – quando foi exonerado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – alertou a Aeronáutica acerca dos problemas por que passava o sistema sete meses antes do choque entre o Boeing da Gol e o jato Legacy, ocorrido em 29 de setembro, resultando na morte de 154 pessoas. O brigadeiro Paulo Roberto Vilarinho, ex-diretor do Departamento do Controle de Espaço Aéreo (Decea), produziu relatórios em que apontava falta de pessoal e problemas nos equipamentos, segundo documentos que o Jornal Nacional, da Rede Globo, exibiu na noite desta terça-feira.
.
As informações surgem justamente no momento em que são analisadas as possibilidades de falha do controle aéreo da Aeronáutica no acidente envolvendo o Boeing da Gol. Na semana passada, o Comando da Força admitiu a possibilidade de um "erro" por parte dos profissionais que monitoravam as aeronaves. Os controladores, por sua vez, alegam sobrecarga de trabalho - por isso, teriam iniciado a operação-padrão nos aeroportos brasileiros, causando atrasos em vôos e filas de passageiros.
.
Os alertas - Em documento de 14 de fevereiro deste ano, Vilarinho afirma que a segurança do tráfego aéreo brasileiro dependia de "ações de grande importância", como a contratação de mais controladores de vôo. Afirma ainda que, em 2006, o sistema de controle de tráfego aéreo receberia 65 profissionais – quando seriam necessários 180 profissionais.
.
O brigadeiro também é o autor de outro relatório "urgente", do dia 30 de março. Neste, adverte que a manutenção dos equipamentos pode ser prejudicada pela falta de pessoal capacitado para trabalhar na área do Centro de Controle de Tráfego Aéreo da Amazônia (Cindacta-4), onde aconteceu o choque entre as duas aeronaves no dia 29 de setembro. O brigadeiro alertava ainda que a garantia dos equipamentos da região começaria a vencer este ano, pedindo a convocação em caráter emergencial de engenheiros.
.
Em outro ofício, Vilarinho pedia a ampliação e modernização do controle de vôo de São Paulo, com mais três radares. E diz que os investimentos também deveriam incluir a contratação de profissionais em diversas áreas, consideradas vitais para o controle do espaço aéreo.
.
Ministério da Defesa - A assessoria de imprensa do ministro da Defesa, Waldir Pires, comentou a divulgação, nesta terça-feira, dos relatórios internos da Aeronáutica que mostram que a Força sabia que o sistema de controle de tráfego aéreo do país enfrentava problemas ao menos há nove meses. Segundo a nota, nenhum dos relatórios do brigadeiro Paulo Roberto Vilarinho, diretor exonerado do Departamento do Controle de Espaço Aéreo (Decea), teriam chegado às mãos do ministro.
.
A Aeronáutica também se pronunciou a respeito do caso. Em nota, disse que o Comando da Força "tinha conhecimento de que, com o crescimento do tráfego aéreo, aumentaria a demanda de pessoal". Por isso, continua a nota, teria realizado "estudos em virtude de documentos produzidos pela própria instituição e tomou providências para adequar seu pessoal diante desse cenário, como o aumento do número de controladores formados anualmente no país".
.
O texto diz ainda que a preparação dos controladores é uma atividade "contínua" e que produz efeitos a "médio e longo prazo". Prevê que, para 2007, serão formados 363 controladores – ao invés dos 180 anteriormente previstos. Sobre a possível falta de engenheiros para manutenção de equipamentos de controle de tráfego aéreo, a Aeronáutica diz que a demanda teria sido suprida por apoio de outros setores da instituição e com contratação de serviços terceirizados. Diz ainda que relatórios como os que agora foram divulgados serviriam para "traçar cenários para permitir à administração a tomada de decisão."