por Timothy Halem Nery, economista, no Blog Diego Casagrande
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O Brasil está pagando um alto preço pelo descaso das autoridades com o grave problema de crescimento populacional nas classes menos favorecidas. Pode-se citar o aumento da criminalidade, da demanda por serviços públicos, de assistência, dos gastos previdenciários, além dos resultados eleitorais, entre outros. Enquanto os “defensores” dos excluídos se esforçam com discursos vazios, a sociedade vai acumulando desafios.
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O Brasil está pagando um alto preço pelo descaso das autoridades com o grave problema de crescimento populacional nas classes menos favorecidas. Pode-se citar o aumento da criminalidade, da demanda por serviços públicos, de assistência, dos gastos previdenciários, além dos resultados eleitorais, entre outros. Enquanto os “defensores” dos excluídos se esforçam com discursos vazios, a sociedade vai acumulando desafios.
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Um dos personagens, colunista dominical de importante jornal, “ex-político” e “especialista” em criminalidade, tenta convencer a sociedade de que a única forma possível de encarar o crime é reduzir penas, descriminalizar o uso e comércio de drogas e adotar uma política de segurança centrada na prevenção. Traduzindo: deixem os bandidos trabalharem.
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Os gastos com previdência, serviços públicos e assistência (ex.: bolsa-família) são crescentes há décadas, embora não consigam atender satisfatoriamente os beneficiados. A previdência está como uma bomba-relógio. Os serviços públicos, no geral, são muito deficientes. E o programa bolsa-família, que elegeu muitos “defensores” dos excluídos, acaba apenas eternizando a pobreza, sem criar condições para que os indivíduos saiam efetivamente dessa situação. Programa de transferência de renda é condição necessária, mas não suficiente. Traduzindo: eu te dou uma migalha; tu me dá o pão (voto).
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Embora as taxas de crescimento demográfico estejam apresentando queda há duas décadas no Brasil, e atualmente se situem próximas a níveis do Primeiro Mundo, as evidências empíricas comprovam que essas mesmas taxas continuam extremamente elevadas nas camadas mais pobres, enquanto que nas classes média e alta alcançaram níveis consideravelmente baixos.
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Um pouco de informação: o crescimento populacional nas regiões Norte e Nordeste está acima da média nacional há cinco décadas. Coincidentemente, os gastos com o atual programa de transferência de renda consomem, nessas regiões, 62% do total. E quando olhamos o resultado da última eleição, percebemos que valeu a pena para o governo “ajudar” essas pessoas. Na região Nordeste, onde se gasta 52% do programa, Lula atingiu 77% dos votos válidos. Agora ficou claro: pra que se preocupar e enfrentar os reais problemas desses brasileiros?
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Em todas as escolas que visitei nos últimos dois anos (mais de cinqüenta em Porto Alegre) observei meninas de 14, 15 anos grávidas. Atualmente, encontrar mulheres com 50 anos, já bisavós, é comum! Ao visitar bairros da periferia, facilmente encontramos crianças de 11 ou 12 anos esperando “neném”. Sinal dos tempos? Não. Sinal da ignorância e da falta de cuidado com o futuro do Brasil e dos brasileiros.
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Com base nessas constatações óbvias, a adoção de políticas de controle de natalidade no Brasil é extremamente necessária. Não podemos ficar esperando, de braços cruzados e omitindo opiniões, com a esperança de que tudo será resolvido. Isso é covardia.
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A falta de coragem para enfrentar o tema é facilmente percebida. Basta olhar as campanhas que, timidamente, ocorrem. Até o nome é criado para não ter impacto: planejamento familiar! Ora, se a maior parte das pessoas tem dificuldade para planejar um simples dia de suas vidas, o que pensar de uma vida inteira.
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O que muitos têm medo de defender é a necessidade urgente de frear o crescimento populacional nas classes de baixa renda, pois nas classes com melhores condições o controle foi natural e racional. Isso assusta. Parece o mal. O diabo. Apenas esquecem que o verdadeiro mal é permitir que sejam geradas milhões de vidas sem condições plenas de desenvolvimento, em ambientes familiares conturbados, muitas das quais abandonadas à própria sorte. É isso que está acontecendo.
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Para aqueles que “defendem” a igualdade e a inclusão, sugiro pensarem um pouco na possibilidade de políticas efetivas de controle de natalidade, ou até mesmo na legalização do aborto. Enquanto as classes média e alta possuem acesso a métodos contraceptivos e ao aborto, a classe de baixa renda é “obrigada a criar” todos os filhos. O pior aborto que pode existir, a meu ver, é o do futuro.