Carlos Alberto Sardenberg, G1
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Os sinais são claros: há uma grande confusão no governo Lula. E falta de rumos e indecisões. O adiamento do pacote econômico para janeiro simboliza essa situação.
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Anunciado e adiado várias vezes, com medidas contraditórias antecipadas – ora de corte, ora de aumento de gastos público – o pacote já trazia uma impressão negativa. Agora ficou péssimo. E a situação do ministro da fazenda, Guido Mantega, muito desconfortável, para dizer o mínimo.
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Ele já havia apresentado uma versão ao presidente Lula, que disse faltar ousadia. Passou então vários dias liderando outros estudos, disse hoje que o pacote estava pronto e, pouco depois, o porta-voz da presidência anuncia que o pacote fica para janeiro. Justificativa: o presidente acha que precisa de mais detalhamento.
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Na verdade, todo mundo está careca de saber quais são as medidas possíveis. Não falta detalhamento. Falta decisão.
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Por exemplo, o salário mínimo: uma parte do governo diz que há acordo em torno dos 380 reais, Mantega disse que não está fechado e o Planalto diz que o presidente está discutindo.
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Um aumento de 30 reais custa para o governo mais de R$ 6 bilhões – dinheiro que é retirado dos investimentos.
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Apenas 600 milhões, por exemplo, resolveriam o tráfego aéreo.
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Então, onde gastar? Atender a clientela política agora ou lançar bases para o crescimento futuro?
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É essa indecisão que paralisa o governo.
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Os sinais são claros: há uma grande confusão no governo Lula. E falta de rumos e indecisões. O adiamento do pacote econômico para janeiro simboliza essa situação.
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Anunciado e adiado várias vezes, com medidas contraditórias antecipadas – ora de corte, ora de aumento de gastos público – o pacote já trazia uma impressão negativa. Agora ficou péssimo. E a situação do ministro da fazenda, Guido Mantega, muito desconfortável, para dizer o mínimo.
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Ele já havia apresentado uma versão ao presidente Lula, que disse faltar ousadia. Passou então vários dias liderando outros estudos, disse hoje que o pacote estava pronto e, pouco depois, o porta-voz da presidência anuncia que o pacote fica para janeiro. Justificativa: o presidente acha que precisa de mais detalhamento.
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Na verdade, todo mundo está careca de saber quais são as medidas possíveis. Não falta detalhamento. Falta decisão.
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Por exemplo, o salário mínimo: uma parte do governo diz que há acordo em torno dos 380 reais, Mantega disse que não está fechado e o Planalto diz que o presidente está discutindo.
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Um aumento de 30 reais custa para o governo mais de R$ 6 bilhões – dinheiro que é retirado dos investimentos.
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Apenas 600 milhões, por exemplo, resolveriam o tráfego aéreo.
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Então, onde gastar? Atender a clientela política agora ou lançar bases para o crescimento futuro?
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É essa indecisão que paralisa o governo.