Empresas brasileiras investem 226% a mais no exterior
Folha de São Paulo
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Cada vez mais as empresas brasileiras investem no exterior, revelam os dados do PIB pesquisados pelo IBGE. O IBD (Investimento Brasileiro Direto) somou R$ 7,805 bilhões de janeiro a setembro deste ano. Nos nove primeiros meses de 2005, a cifra ficou em R$ 2,393 bilhões. Trata-se de uma alta de 226% de um período a outro.
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No IBD, estão contabilizados todos os investimentos feitos por residentes no Brasil na compra de ações no exterior. Ou seja, estão nessa cifra todos os recursos investidos no ingresso no capital de companhias estrangeiras.Estrela do balanço de pagamentos do Brasil nos anos FHC, o IED (Investimentos Estrangeiro Direto), por sua vez, já não mostra o mesmo dinamismo. Nos nove primeiros meses deste ano, subiu apenas 2,1%. Passou de R$ 11,665 bilhões de janeiro a setembro de 2005 para R$ 11,906 bilhões no mesmo período deste ano.
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Segundo Adriana Berenguy, técnica das Contas Nacionais do IBGE, o avanço do IBD reflete o maior grau de internacionalização das empresas brasileiras. Ela cita três exemplos de companhias que investiram recentemente no exterior: Gerdau, Vale e Petrobras.
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Câmbio e juro elevam taxa de investimento
Pedro Soares, na Folha de São Paulo
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Folha de São Paulo
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Cada vez mais as empresas brasileiras investem no exterior, revelam os dados do PIB pesquisados pelo IBGE. O IBD (Investimento Brasileiro Direto) somou R$ 7,805 bilhões de janeiro a setembro deste ano. Nos nove primeiros meses de 2005, a cifra ficou em R$ 2,393 bilhões. Trata-se de uma alta de 226% de um período a outro.
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No IBD, estão contabilizados todos os investimentos feitos por residentes no Brasil na compra de ações no exterior. Ou seja, estão nessa cifra todos os recursos investidos no ingresso no capital de companhias estrangeiras.Estrela do balanço de pagamentos do Brasil nos anos FHC, o IED (Investimentos Estrangeiro Direto), por sua vez, já não mostra o mesmo dinamismo. Nos nove primeiros meses deste ano, subiu apenas 2,1%. Passou de R$ 11,665 bilhões de janeiro a setembro de 2005 para R$ 11,906 bilhões no mesmo período deste ano.
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Segundo Adriana Berenguy, técnica das Contas Nacionais do IBGE, o avanço do IBD reflete o maior grau de internacionalização das empresas brasileiras. Ela cita três exemplos de companhias que investiram recentemente no exterior: Gerdau, Vale e Petrobras.
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Câmbio e juro elevam taxa de investimento
Pedro Soares, na Folha de São Paulo
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Juros mais baixos, crédito em expansão para empresas, retomada da construção civil e câmbio favorável à importação de máquinas e equipamentos fizeram a taxa de investimento da economia brasileira subir para 20,8% no terceiro trimestre de ano, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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O indicador, que mede o volume de investimentos como proporção do PIB (Produto Interno Bruto), alcançou a segunda melhor marca para um terceiro trimestre desde o Real.
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Apenas no terceiro trimestre de 2004, quando a economia estava bastante aquecida, é que a taxa havia sido maior -20,9%. No terceiro trimestre de 2005, ficou em 20,4%.
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Em 2004, o PIB cresceu 4,9%. Neste ano, as projeções apontam para uma expansão inferior a 3% -2,8%, segundo estimativa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
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De acordo com Claudia Dionísio, técnica da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, os investimentos estão ganhando espaço no PIB porque crescem a um ritmo superior ao da economia com um todo.
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No terceiro trimestre, os investimentos subiram 2,5% na comparação livre de efeitos sazonais com o trimestre anterior. O PIB cresceu 0,5%. Ontem, o IBGE divulgou o valor do PIB, que totalizou R$ 542,1 bilhões no terceiro trimestre.Entre as razões para o bom desempenho do investimento, diz Dionísio, estão a redução da taxa básica de juros (Selic), o incremento do crédito para pessoas jurídicas e a recuperação da construção civil.
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Beneficiada pela desoneração fiscal aos seus principais insumos, a indústria da construção cresceu 5,5% ante o terceiro trimestre de 2005. Foi o segundo melhor desempenho entre os subsetores do PIB, só atrás da agropecuária.
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De acordo com Dionísio, outro fator de impulso ao investimento é a desvalorização do dólar, que alavanca as importações de bens de capital. Desse modo, diz, aumenta a capacidade produtiva da economia."A tendência é que aumentem as importações de máquinas e equipamentos em decorrência do câmbio", prevê.
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Apesar da expansão da taxa de investimentos, economistas ainda a consideram insuficiente para sustentar um crescimento econômico vigoroso no longo prazo. Especialistas calculam que a taxa deva chegar a um patamar de 23% a 25% do PIB para que o país cresça a um ritmo de 5% ao ano."Teremos em 2006 um esforço de investimento superior ao que temos feito normalmente e com tendência de aumento, o que é favorável", avalia o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).
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Poupança também cresce
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Pelos dados do IBGE, a taxa de poupança do país ficou em 25,2% no terceiro trimestre deste ano, a mais alta da série iniciada em 1995.De acordo com Dionísio, a taxa de poupança cresceu porque a renda disponível do país aumentou numa proporção maior do que o consumo. Como a poupança é um resíduo da renda que não vai para o consumo, houve expansão, diz.
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Investimento externo é o maior em 19 meses
Folha de São Paulo
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No mês passado, o fluxo de investimento estrangeiro direto para o Brasil chegou a US$ 2,668 bilhões, maior valor desde abril de 2005, o que deve encaixar o ingresso de capital externo em 2006 nas projeções do Banco Central.
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Pelos dados do IBGE, a taxa de poupança do país ficou em 25,2% no terceiro trimestre deste ano, a mais alta da série iniciada em 1995.De acordo com Dionísio, a taxa de poupança cresceu porque a renda disponível do país aumentou numa proporção maior do que o consumo. Como a poupança é um resíduo da renda que não vai para o consumo, houve expansão, diz.
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Investimento externo é o maior em 19 meses
Folha de São Paulo
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No mês passado, o fluxo de investimento estrangeiro direto para o Brasil chegou a US$ 2,668 bilhões, maior valor desde abril de 2005, o que deve encaixar o ingresso de capital externo em 2006 nas projeções do Banco Central.
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Entre janeiro e novembro, empresas estrangeiras investiram US$ 16,296 bilhões no país, 19% a mais do que no mesmo período de 2005. Dado parcial fechado ontem indica que, neste mês, o fluxo de capital estava em US$ 1,650 bilhão. O saldo acumulado no ano está próximo dos US$ 18 bilhões esperados pelo BC para 2006.
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"Normalmente no final do ano as empresas começam a pôr em prática seus planos para o ano seguinte", afirma o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
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Relatório do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) ressalta que os setores de metalurgia e papel e celulose estão entre os que mais recebem investimentos externos. "São setores produtores e exportadores de "commodities", que despertaram o interesse do capital estrangeiro devido, principalmente, à evolução favorável dos preços no mercado internacional e à demanda da China."
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Remessa de lucros
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Os investimentos de multinacionais no Brasil já se refletem no envio de lucros para o exterior. Entre janeiro e novembro, as remessas cresceram 27% e chegaram a US$ 13,273 bilhões. Bancos e montadoras de automóveis foram os setores que mais mandaram ganhos para suas matrizes -esses segmentos responderam por 25% do total de remessas do período.
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Os investimentos de multinacionais no Brasil já se refletem no envio de lucros para o exterior. Entre janeiro e novembro, as remessas cresceram 27% e chegaram a US$ 13,273 bilhões. Bancos e montadoras de automóveis foram os setores que mais mandaram ganhos para suas matrizes -esses segmentos responderam por 25% do total de remessas do período.
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Também continuam ganhando força os investimentos de empresas brasileiras no exterior -somaram US$ 2,118 bilhões no mês passado. Inflado pela compra da Inco pela Vale do Rio Doce, num negócio de mais de US$ 17 bilhões, entre janeiro e novembro o volume chegou a US$ 24,945 bilhões.
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Pequena empresa vê receita cair
Marcelo Sakate, Folha de São Paulo
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Pequena empresa vê receita cair
Marcelo Sakate, Folha de São Paulo
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Apesar da recuperação nos últimos meses, as micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo devem fechar o ano com queda real no faturamento de 2,8% em relação a 2005, segundo o Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Até outubro, a perda era de 3%.
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Será a primeira redução após dois anos de expansão -a alta fora de 1,9% em 2005. Para 2007, porém, a estimativa é a de um crescimento de 2%.As elevadas taxas de juro, especialmente no início do ano, a crise na agropecuária, o endividamento das famílias e a concorrência com importados de preços baixos foram apontados pela entidade como os principais fatores para a queda.
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"O primeiro semestre foi muito ruim para as MPE [micro e pequenas empresas]. Houve um período de desaquecimento da economia que começou no trimestre final de 2005", diz Marco Aurélio Bedê, coordenador do Observatório das MPE do Sebrae-SP.
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Segundo Bedê, os efeitos do processo de corte na taxa básica de juros, iniciado em setembro de 2005, só começaram a ser sentidos no final do primeiro semestre. Outro empecilho é que a queda não foi totalmente repassada a empresas e consumidores, diz o diretor da entidade, José Luiz Ricca.
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Entre os setores mais prejudicados estão as MPE do comércio no interior paulista e as de serviço da capital.
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"A queda na remuneração do agricultor, por conta da crise do setor, gerou prejuízo na renda que circula no interior. E impactou as MPE do comércio", disse Bedê. De janeiro a outubro, a queda de tais empresas nessa área geográfica ficou em 4,6%, ante um tombo de 4% no comércio em todo o Estado.
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Já as MPE de serviços na capital registraram faturamento 7,3% menor nos dez primeiros meses do ano, ante uma redução de 3,9% no total do Estado.A principal causa foi o endividamento da população com bens de consumo duráveis (produzidos por médias e grandes empresas), o que comprometeu os gastos das famílias com lazer, por exemplo.
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Na segunda metade do ano, fatores como a melhora do rendimento do trabalhador, devido, por exemplo, ao período de dissídios, e a redução dos juros a níveis menores possibilitaram a recuperação das MPE.
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É o que permitirá às empresas encerrar o ano com alta de 0,4% no pessoal ocupado e o que explica a projeção positiva para 2007, afirma Bedê.