quinta-feira, dezembro 21, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Arcebispo passa sermão no Congresso
Tribuna da Imprensa
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Ao celebrar uma missa em ação de graças promovida pelo Congresso, o arcebispo de Brasília, d. João Braz de Aviz, fez ontem uma homilia contundente contra o reajuste do salário dos parlamentares e juízes, acusando as autoridades de estarem mais preocupadas com os próprios interesses do que com os da população. Diante dos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), d. João afirmou que atitudes como a proposta de aumento na remuneração "matam o espírito de Natal".
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"As últimas pautas do Congresso e do Judiciário deixaram-nos a sensação de que muitos dos nossos representantes do povo andam preocupados com seus interesses e com os interesses das corporações com as quais estão comprometidos, distantes, porém, do conjunto de interesses de todo o povo brasileiro. Como aceitar que um parlamentar brasileiro receba mais de 800 reais por dia, quando uma boa parte das pessoas que representa é obrigada a viver com 12 reais por dia?", indagou, em celebração no Salão Negro do Legislativo.
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"Como aceitar que o Poder Judiciário legisle, em alguns casos, a seu favor, sem demonstrar sensibilidade pelo povo, para quem as leis são feitas e interpretadas", continuou. "Atitudes como a que temos visto matam o espírito de Natal e apresentam uma ameaça real ao espírito de paz que o Natal anuncia."
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A missa de fim de ano é uma tradição do Parlamento e as palavras de d. João provocaram constrangimento em deputados e senadores. "Para mim, as palavras do arcebispo foram bem ditas. Elas refletem o sentimento da Igreja e aqueles que têm sentimento de justiça não podem discordar", contemporizou Rebelo.
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"A pena foi que esta proposta de aumento salarial começou pelo Judiciário. Se isso for levado a sério até o último vereador do Brasil, nós vamos ter um bom desfalque desnecessário", afirmou o arcebispo de Brasília, após a celebração.
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Nervosismo
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Candidato a presidente da Câmara com apoio dos mensaleiros, Arlindo Chinaglia (PT-SP) está à beira de um ataque de nervos. Chegou a ofender, terça à noite, um jornalista autor de análise que antecipou sua desistência.
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Crea vai contestar contratação de chineses por siderúrgica
Irany Tereza, Estadão Online
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RIO - O projeto da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), um investimento estimado em 269 milhões de euros (cerca de R$ 750 milhões) que a alemã ThyssenKrupp começa a tocar, na zona oeste do Rio de Janeiro, ameaça esbarrar numa polêmica sobre geração de emprego. O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) prepara uma ação junto ao Ministério Público Federal para interditar a obra assim que desembarcar no País a primeira leva de 600 trabalhadores chineses que a empresa pretende importar para o projeto.
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"Vamos pedir a interdição de imediato. Essa questão de que se trata de mão-de-obra mais qualificada é balela e eles (Thyssen) vão ter muita dor de cabeça. Tudo bem que o progresso não pode ser interrompido, mas não é burlando a legislação federal que ele será alcançado", protestou o presidente do Crea, Reinaldo Barros, defendendo a contratação de brasileiros para a obra.
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O projeto está sendo elaborado pelo Citic Group, braço de investimentos do governo chinês, e uma das condições impostas pela companhia para participar da obra foi a utilização de seu próprio pessoal. A Thyssen, que detém 90% da CSA, é sócia da Companhia Vale do Rio Doce, dona dos restantes 10% do projeto. Procurados, os representantes da companhia alemã no Brasil não se manifestaram a respeito.
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A polêmica já saiu do âmbito da indústria siderúrgica para alcançar o universo empresarial fluminense. O presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, saiu em defesa da conclusão da obra, mesmo com o recurso da mão-de-obra importada, que fez parte do acordo firmado entre os investidores e o governo do Estado.
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"Não podemos aplaudir essa medida. Na verdade, lamentamos. Mas, entendemos o barateamento de custo. Temos de ser realistas. A medida reduz o custo à metade e esses empregos são temporários, enquanto durar a construção da siderúrgica. O importante serão os milhares de empregos a serem criados quando a usina estiver funcionando, a partir de 2009. Vamos nos aproveitar disso por décadas", diz o empresário.
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No mês passado, a agência estatal de notícias da China, Xinhua, divulgou o acordo como o maior da China, para investimentos de coque de carvão. A Citic está construindo, também por empreitada em pacote fechado, usinas de coque na África do Sul e no Irã. O empresário Carlos Mariani, também da diretoria da Firjan, lembrou que o recurso do pacote fechado na construção de uma obra é um fenômeno da mobilidade de mão-de-obra mundial, e sequer é novo no Brasil.
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"As empreiteiras chinesas já dominam o mercado no Oriente Médio. Estão agora apenas arranhando o mercado brasileiro, mas essa é uma tendência mundial", defende Mariani. Segundo ele, um dos motivos de o projeto de instalação da Companhia Siderúrgica do Maranhão - parceria da Vale com a francesa Arcelor e a chinesa Baosteel - não ter ido à frente foi justamente a resistência dos parceiros em adotar a estratégia chinesa.
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A CSA tem capacidade anual projetada para 1,9 milhão de toneladas de coque de carvão. É o maior projeto da Thyssen fora da Alemanha, com capacidade de produzir 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano, voltadas para exportação, por meio do Porto de Itaguaí, distante poucos quilômetros do local escolhido para sediar a usina, no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio.
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Lula lança novo passaporte brasileiro
Mirella D'Elia, do G1, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira (20), de solenidade no Palácio do Planalto para lançar o novo passaporte brasileiro. O documento atende às normas internacionais estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) e vai custar mais caro _o preço saltou de R$ 89,71 para R$ 156,07.
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O novo modelo, de cor azul, tem 16 itens de segurança, como foto e assinaturas digitais, código de barras bidimensional, papel com fio de segurança, tintas sensíveis à abrasão e a solventes, marca d’água e papel reativo a produtos químicos. As medidas têm o objetivo de dificultar falsificações. .Brasília e Goiânia já estão emitindo o novo passaporte desde segunda-feira (28). A expectativa do ministério da Justiça é ampliar os postos de emissão até abril de 2007. Um deles será inaugurado na tarde desta quarta-feira (20) no Park Shopping. Inicialmente, serão expedidos apenas os passaportes comuns, ficando os outros quatro tipos – diplomático, oficial, para estrangeiros e de emergência – para uma próxima etapa. Os passaportes atuais poderão ser utilizados até a data de sua validade.
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52% da população ocupada não paga previdência, diz IBGE
Agência Estado
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Mais da metade (52,4%) da população ocupada no país não contribui para Previdência Social, segundo os Indicadores Sociais 2005 divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os estados, os maiores porcentuais de trabalhadores que não contribuem para a Previdência estão no Piauí (80,4%), Maranhão (79,5%), Ceará (72,2%), enquanto o menor porcentual situa-se no Distrito Federal (34,2%). Em São Paulo, o porcentual de trabalhadores que não contribuem para a Previdência é o segundo menor depois do Distrito Federal, com 36,3%.
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A gerente de indicadores sociais do IBGE, Ana Lucia Saboia, disse que todo ano o instituto tem alertado, com suas pesquisas, "que a questão da Previdência vai se agravar não só pelos indicadores demográficos, mas também sociais".
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A pesquisa revelou também que o porcentual de trabalhadores formais no total de ocupados subiu de 43,2% em 1995 para 47,2% em 2005. O porcentual de ocupados com carteira assinada no período subiu de 28,3% para 31,1%. O rendimento médio da população ocupada caiu de R$ 922,10 em 1995 para R$ 804,80 em 2005.