sexta-feira, março 23, 2007

Lula exige rigor na apuração de apagão aéreo

Os efeitos do apagão aéreo ocorrido na manhã de domingo se estenderam por todo o dia de ontem, provocando efeito cascata nos principais aeroportos do País. De acordo com boletim da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), houve atrasos em 30,1% dos vôos - ao todo, foram afetados 455 dos 1.510 pousos e decolagens programados para ocorrer entre 0 e 19 horas. O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, foi um dos mais prejudicados. Entre 12 e 14 horas, quase 50% dos vôos estavam atrasados.

O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira disse ontem que a situação nos aeroportos só deverá regularizar-se hoje. "Fizemos previsões para 11 horas, depois 13 horas, mas logo alteramos pela gravidade do caso." Ele ressaltou que o cenário ainda era "muito ruim" e não se arriscou a dar um prognóstico sobre o fim da crise. "Eu não tenho coragem de dizer: `acabou hoje'. Não tenho controle sobre toda a situação."

Irritado com o novo caos nos aeroportos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência com todas as autoridades responsáveis pela aviação civil. Em nota oficial, o Ministério da Defesa - pasta à qual está subordinado o Comando da Aeronáutica - atribuiu os problemas à pane no sistema informatizado de processamento de planos de vôo do centro de controle aéreo de Brasília (Cindacta-I), à queda de energia no Aeroporto Juscelino Kubitschek, também na capital federal, e às chuvas que levaram ao fechamento da pista de Congonhas.

Sistema reserva
Lula determinou que "os usuários recebam informações de modo rápido e correto nos aeroportos e que sejam implementados equipamentos reserva eficientes e eficazes". Essa é a segunda vez em pouco mais de três meses que aparelhos do Cindacta-I, o principal do País, apresentam panes incomuns. Em dezembro, o sistema de rádio deixou de funcionar, o que provocou o cancelamento de dezenas de vôos. Na ocasião, a Aeronáutica admitiu a falta de um servidor reserva.

Desta vez, o backup existia. Entretanto, o equipamento reserva roda o mesmo software do principal. "Se o problema tiver mesmo sido no software, o que aparentemente ocorreu, era preciso não só ter um aparelho reserva, mas também um software reserva, com configurações independentes da rede principal", explica o engenheiro de uma empresa que presta serviços à Aeronáutica. O custo desse sistema mais sofisticado é duas vezes maior que o convencional - avaliado em R$ 10 milhões para um centro de controle do porte de Brasília.

Desde a tarde de domingo, uma equipe de técnicos do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Rio, está em Brasília checando o hardware e o software do sistema. "Estamos fazendo investigação dos diversos inputs que o sistema de tratamento de vôo possui", disse um oficial, assegurando que o sistema existente é totalmente duplicado e funciona sempre com um reserva. Segundo ele, os técnicos estão recolhendo todas as mensagens repassadas ao sistema 1 para saber qual foi a que fez o equipamento travar e impediu que o servidor 2, o reserva, entrasse em funcionamento imediato.

A Aeronáutica assegurou que foi concluída em 2006 a revitalização do sistema do Cindacta-I com o X-4000, a versão mais nova de software do sistema de controle de área que existe no País, e, agora, a mesma substituição começa a ser feita em Curitiba. Com isso, a Força Aérea tenta derrubar as denúncias feitas por controladores de que o sistema está ultrapassado e apresenta esse tipo de pane com freqüência.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Logo no começo do apagão em 2006, dissemos aqui que o problema era no software que mantém o controle do sistema Cindacta. Pois bem, quanto mais tempo passa, e os apagões se repetem, mais fica evidenciado isto. Porém, este é apenas um lado do problema.

A questão é por que o sistema antes funcionava e agora só sabe dar dor de cabeça ? Bom, primeiro é preciso ver que políticas o governo Lula têm para o sistema de controle de tráfego. Enquanto o sistema foi todo ele comandado pela Aeronáutica, não causava esta barafunda que estamos assistindo já há mais de seis meses, e sem previsão para encerrar-se. A partir do governo de Lula, o colapso é total. Primeiro, tudo se fez para a quebradeira das companhias, principalmente a VARIG, cujo crime o PT e o governo Lula terão que responder algum dia. Não se está a desculpar a má administração da companhia, mas sim a omissão do governo na ajuda que era devida e não o fez porque não quis e por ação intencional de levar a VARIG a bancarrota.

O crescimento no número de passageiros também não fez acompanhar por um número maior de vôos o que, com a saída da VARIG do mercado, acabou tumultuando o sistema e congestionando os aeroportos do país. Mas, no controle de tráfego, a insistência do governo em politizar o setor, acabou gerando uma quebra de disciplina que um serviço deste tipo deve manter, sob pena e risco de ocorrer o que estamos assistindo. Todo mundo fala, todo mundo acusa todo mundo, e ninguém se entende e não se acha a porta de saída. Crise após crise, o que sempre se ouve é que “Lula exige rigor na apuração de apagão aéreo”.

Agora ao que consta Waldir Pires sai fora. Já vai tarde. Deveria ter sido afastado já em dezembro. Porém como todo o restante do governo Lula, nada anda e nada funciona, o poderoso chefão continua no palanque a arrotar asneiras e tolices como se vivêssemos no melhor dos mundos. E quanto mais o tempo passa, mais caos se instala no país, e mais medíocre nos tornamos. Talvez, para Lula, esta porcaria que ele está construindo, seja o máximo do seu “melhor dos mundos”. Por falar, como vai a saúde ? E a segurança pública? E a educação ? E o cara ainda quer um canal de televisão ? Santo Deus, haja saco para aturar isto tudo!!!!