José Paulo Kupfer, NoMínimo
Ainda se trata de um campo relativamente novo, mas é crescente o interesse nas pesquisas que procuram encontrar explicações para a maior ou menor felicidade de países ou grupos sociais, a partir do uso de ferramentas típicas das averiguações econômicas. Já há até um Prêmio Nobel de Economia, que nem economista é, dedicado ao tema. Daniel Kahneman, psicólogo israelense com formação nos Estados Unidos, laureado em 2002, foi escolhido por seus estudos sobre o comportamento humano e comportamento econômico.
Kahneman está entre os gurus de um grupo de acadêmicos de economia que tenta correlacionar a subjetiva definição individual de felicidade com variáveis mais objetivas e mensuráveis, em termos quantitativos. Os professores David Blanchflower, do Dartmouth College, nos Estados Unidos, e Andrew Oswald, da Warwick University, no Reino Unido, têm produzido uma série de estudos conjuntos e exercícios nesse campo. É deles, por exemplo, um trabalho que tenta correlacionar dinheiro, sexo e felicidade .
Publicado em 2004, o estudo, baseando em dados de pesquisas com 16 mil americanos de ambos os sexos e de todas as faixas etárias adultas, concluiu, a partir de correlações econométricas, que a atividade sexual, embora fator independente, influencia, fortemente, as equações de felicidade. Os pesquisadores consideram ter comprovado, em bases científicas, o que o senso comum já sabia. Ou seja, que as pessoas sexualmente mais ativas declaram-se mais felizes.
Nem tudo o que eles encontraram na pesquisa, porém, bate com o senso comum. Uma novidade é a descoberta de que, pelo menos entre os americanos, maior renda não significa mais atividade sexual ou mais parceiros sexuais. Outra conclusão que foge ao senso comum: os casados são sexualmente mais ativos dos que os solteiros, os divorciados ou separados e viúvos.
O americano médio típico, acima de 40 anos, que se declara feliz, segundo a pesquisa, mantém de duas a três relações sexuais por mês e, ao longo dos últimos dozes meses anteriores à pesquisa, teve um único parceiro. Detalhe: ser hetero ou homossexual, para os autores, não tem efeito estatístico sobre a felicidade declarada do indivíduo e, portanto, a orientação sexual não está entre os fatores que explicam a felicidade declarada.
Ainda se trata de um campo relativamente novo, mas é crescente o interesse nas pesquisas que procuram encontrar explicações para a maior ou menor felicidade de países ou grupos sociais, a partir do uso de ferramentas típicas das averiguações econômicas. Já há até um Prêmio Nobel de Economia, que nem economista é, dedicado ao tema. Daniel Kahneman, psicólogo israelense com formação nos Estados Unidos, laureado em 2002, foi escolhido por seus estudos sobre o comportamento humano e comportamento econômico.
Kahneman está entre os gurus de um grupo de acadêmicos de economia que tenta correlacionar a subjetiva definição individual de felicidade com variáveis mais objetivas e mensuráveis, em termos quantitativos. Os professores David Blanchflower, do Dartmouth College, nos Estados Unidos, e Andrew Oswald, da Warwick University, no Reino Unido, têm produzido uma série de estudos conjuntos e exercícios nesse campo. É deles, por exemplo, um trabalho que tenta correlacionar dinheiro, sexo e felicidade .
Publicado em 2004, o estudo, baseando em dados de pesquisas com 16 mil americanos de ambos os sexos e de todas as faixas etárias adultas, concluiu, a partir de correlações econométricas, que a atividade sexual, embora fator independente, influencia, fortemente, as equações de felicidade. Os pesquisadores consideram ter comprovado, em bases científicas, o que o senso comum já sabia. Ou seja, que as pessoas sexualmente mais ativas declaram-se mais felizes.
Nem tudo o que eles encontraram na pesquisa, porém, bate com o senso comum. Uma novidade é a descoberta de que, pelo menos entre os americanos, maior renda não significa mais atividade sexual ou mais parceiros sexuais. Outra conclusão que foge ao senso comum: os casados são sexualmente mais ativos dos que os solteiros, os divorciados ou separados e viúvos.
O americano médio típico, acima de 40 anos, que se declara feliz, segundo a pesquisa, mantém de duas a três relações sexuais por mês e, ao longo dos últimos dozes meses anteriores à pesquisa, teve um único parceiro. Detalhe: ser hetero ou homossexual, para os autores, não tem efeito estatístico sobre a felicidade declarada do indivíduo e, portanto, a orientação sexual não está entre os fatores que explicam a felicidade declarada.