sexta-feira, março 23, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Bandeira branca
O Estado de S.Paulo:

"Encerrada a reforma ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai procurar se reaproximar da oposição. Em conversa com um interlocutor, na quarta-feira passada, Lula confidenciou que deve estreitar as relações com os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, e se dispôs até mesmo a conversar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para que seja pactuada uma trégua de pelo menos dois anos.

O deputado José Aníbal (PSDB-SP) garantiu que o ex-presidente não se oferecerá, mas se for convidado aceitará conversar com Lula, por uma questão de princípio - não se recusa convite de presidente da República para discutir questões de interesse do Brasil. “Fernando Henrique já deixou muito claro que convite ao diálogo feito por presidente não se recusa”, explicou Aníbal. “Ele aceitaria dialogar, não tenha dúvida, e já deixou isso muito claro para mim.” Procurado no fim da tarde de ontem, o ex-presidente Fernando Henrique não foi encontrado. Até mesmo aos pefelistas - hoje oposicionistas mais ferrenhos e menos ciclotímicos do que os tucanos - seriam enviadas mensagens de paz."

COMENTANDO A NOTICIA: Quem lê este espaço, já bem da nossa posição: oposição é para fazer oposição. O PT, e principalmente o presidente Lula, não merecem mais do que isso, por seu passado, por falta de alinhamento a momentos decisivos quando se negou a colaborar, sempre se mantendo numa posição de combate a toda e qualquer proposta de se desenhar um projeto de país.

Claro que a oposição desde 2003, se comporta como donzela cheia de não-me-toques. Contudo, também não comparece ao debate e fica na irresponsabilidade e incompetência da “oposição responsável”. Balela. Oposição responsável significa abrir espaço cada maiores para o petê tomar conta, acomodar-se no não fazer nada por preguiça, e deixar de combater as idéias e projetos que o petê vai apresentando cuja grande maioria são danosos ao país e ao seu regime democrático. Até no exterior já se percebe a tendência de Lula em trabalhar por um governo sem oposição. Em parte, até tem conseguido. Porém é de se perguntar: em que a ausência de oposição tem feito bem ao país ? Resposta: em nada. Até pelo contrário.

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Para governo, Justiça atrapalha 'faturamento'
Cláudio Humberto

O governo nega que pretenda eliminar o papel do Judiciário nos processos de execução de dívidas tributárias, mas, na exposição de motivos enviada pelo procurador-geral da Fazenda Nacional, Luis Inácio Adams, ao ministro Guido Mantega (Fazenda), fica clara a intenção do Executivo de passar por cima dos juízes, em sua sanha arrecadadora. No documento, Adams ataca o processo judiciário, chamando-o de "moroso, caro e de baixa eficiência".

COMENTANDO A NOTICIA: Durante a campanha eleitoral de 2006, várias foram as vezes que lançamos um alerta: dentro do projeto e Poder de e do petê, o primeiro mandato iria constituir-se na tentativa de subjugar definitivamente o Poder Legislativo. Não deu outra, tanto que para muitos a legislatura passada, foi a pior de toda a nossa história. E que o segundo mandato consistiria em anular o Poder Judiciário. E é isto que está acontecendo. Todos os projetos do petê até aqui tem sido no sentido de acusar a lentidão da justiça e tentar eliminá-lo no julgamento de causas. Deste modo, vimos e ainda estamos assistindo a briga pela tal emenda 3 da Super-Receita que preservava a função de julgamento pela Justiça do Trabalho das PJs de prestação de serviço. E aqui, de novo, o governo Lula tenta saltar por sobre o Judiciário na questão das dívidas antigas. Mais fácil, mais legítimo e mais decente, seria dotar o Judiciário de mecanismos mais eficientes e rápidos. Porém, para Lula, conviver com um Judiciário independente de seu ranço ideológico, é inconcebível daí a tentativa espúria de anular sua ação. Esperamos apenas que a oposição não fique na sua posição preguiçosa e saiba defender com maior eficácia o real interesse das instituições democráticas do país.

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Pacote empacou no governo e no Congresso
Jornal do Brasil

À inquietação do presidente, em relação à eficácia do PAC para assegurar os investimentos necessários, soma-se a preocupação com a própria execução do programa. Boa parte dele até agora não saiu do papel e nem mesmo sua discussão engrenou no Congresso, mais envolvido com projetos da área de segurança e, agora, com a disputa entre governo e oposição em torno da criação da CPI do Apagão Aéreo.

Nesta semana, as primeiras medidas provisórias do PAC, editadas há 45 dias e não votadas, começam a obstruir a pauta da Câmara. E, embora a oposição não tenha investido contra as medidas destinadas a estimular o crescimento, a discussão tem sido morna e não se tornou, como Lula esperava, o centro da agenda política.

Na avaliação de parlamentares governistas, o Planalto, envolvido na reforma ministerial, perdeu um tempo precioso para patrocinar a discussão e a votação de matérias importantes no início da legislatura e do segundo mandato de Lula - a chamada lua-de-mel pós-eleitoral. O líder do governo na Câmara foi nomeado há apenas uma semana. O ministro das Relações Internacionais acaba de assumir a Justiça e ainda não foi formalmente substituído. E os ministérios da bancada do PMDB e de outros partidos da coalizão - importantes para "azeitar" a boa vontade dos deputados - só agora estão sendo anunciados.

- Acho que o governo tem que aproveitar o clima e votar logo as medidas do PAC. Depois cuida do resto -- diz o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) com a experiência de presidente da Câmara. (H.C.)

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Brasil busca ajuda externa para o PAC

Por ordem de Lula, a Apex (Agência de Promoção de Exportações) está sendo estruturada para colaborar com os projetos do PAC. A unidade de investimentos da agência vai se expandir.
De acordo com Juan Quirós, presidente da Apex, foi iniciada uma série de conversas com países como Inglaterra, Espanha, Portugal, Estados Unidos, etc, apresentando um cardápio de propostas diferente para cada um destes países.
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Quirós afirma que nessas conversas fica claro o interesse dos estrangeiros no setor mobiliário brasileiro e a Apex está alugando o espaço para as empresas colocarem máquinas e equipamentos.
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O presidente da Apex acredita que o país ganhou visibilidade: "Os investidores operam na América Latina por meio do Brasil", disse.

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Troca-troca
Da coluna Painel, na Folha de S.Paulo:

"O ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara, que trocou o PSDB pelo PR, deverá assumir cargo no Palácio do Planalto a convite de Lula. Provavelmente no Ministério das Relações Institucionais, como sub de Walfrido dos Mares Guia.

O filho deputado de Alcântara, Leo, indicará o chefe das Docas de Fortaleza. O deputado Vicente Arruda ficou com o Ibama, para o qual indicará Romeu Aldigheri. Outro deputado, Marcelo Teixeira, indicou Pedro Wilton Clares para o Dnit cearense. A turma toda foi para o PR."