sexta-feira, março 23, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Pouca margem para gastos
Folha de S.Paulo:

"Despesas assumidas no ano da campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva rasparam os cofres de parte das pastas negociadas na reforma. O peemedebista Geddel Vieira Lima tomou posse na Integração Nacional na última sexta com saldo de R$ 1,5 bilhão de contas a pagar. Nos cofres, pouco mais de R$ 800 milhões.

O Ministério do Turismo, que ficará com Marta Suplicy (PT), exibe contas ainda mais precárias. O Siafi (sistema de acompanhamento de gastos federais) registrava na quinta-feira R$ 753 milhões de despesas ainda não pagas. O decreto assinado por Lula em fevereiro limitou os gastos da pasta a R$ 399 milhões neste ano."

COMENTANDO A NOTÍCIA: Eis aí uma notícia que não nos surpreende. Foi mais do prevista a partir dos pacotinhos de bondades espalhadas por Lula para garantir apoios, currais eleitorais e simpatias rumo à sua reeleição. Por muito intenso uso e abuso da máquina pública, não se entende por quais a oposição não criticou, e principalmente, a justiça eleitoral não punir na forma da lei, muito embora o ministro Marco Aurélio viva dando aulas de ética pública e criticando o suo da máquina nas campanhas. Mas, rigorosamente, não punir ninguém. A não alguns peixes miúdos que não servem no banquete da política nacional, as iguarias de governadores, prefeitos e presidente.

Também era previsto que os “excessos” haveria de provocar desajustes no equilíbrio fiscal, e a tal isto é verdadeiro, que apesar de todas as promessas feitas por Lula no segundo turno para os governadores eleitos que aderissem ao seu nome, até agora não se cumpriu as tais promessas. E nesta batida, também o tal PAC continua travado sem sair do lugar. E tudo vai desembocar na falta de recursos em razão do excesso de despesas e gastos. Em conseqüência, não haverá redução de carga tributária, até pelo contrário, ela tende a aumentar, e o veto à Emenda e da Super-Receita já sinalização nesta direção.

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Alerta

A Embraer entregará esta semana o 100º jato executivo Legacy. Por via das dúvidas, convém manter no solo todos os vôos programados para a mesma rota. E dar folga a alguns dos controladores muito sensíveis ao estresse.

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Ambulâncias, de novo
Cláudio Humberto

Quase um ano após o escândalo dos sanguessugas, o Ministério da Saúde comprou 550 carros transformados em ambulâncias por R$ 64,35 milhões. Cada ambulância saiu por R$ 117 mil. As dos Vedoin eram uma pechincha.

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Prefeito no MT é acusado de compra de votos

O prefeito de Sorriso (MT), foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral ao Tribunal Regional Eleitoral do estado, por compra de votos na eleição de 2004. De acordo com a denúncia, o pagamento de parcelas de financiamentos habitacionais, distribuição de cestas básicas e dinheiro foram oferecidos em troca de votos. A denúncia feita pelo procurador foi fundamentada no inquérito da Polícia Federal que apurou informações de que o candidato teria comprado votos a contar a partir de dois meses antes da eleição.

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Reforma ministerial é alvo da oposição

A oposição e parte do PMDB fizeram críticas às posturas do governo e do partido no episódio Odílio Balbinotti. "Esse é o mal que dá lotear o governo. Uma coisa é ter um projeto e buscar apoio parlamentar. Qual o projeto que justifica essa base parlamentar tão formidável na Câmara? Pessoas investigadas por improbidade administrativa não devem ser indicadas para cargos de confiança", disse o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).
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O deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) destacou a falta de informação do governo. "É uma demonstração de que o presidente Lula é primário, escolhe ministros sem estudar nem sequer a sua biografia", afirmou.
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O senador Pedro Simon (RS), do próprio PMDB, questionou a indicação de Balbinotti em um primeiro momento. "Se o cidadão está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal, não tem credibilidade para ser ministro da Agricultura", disse Simon.

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Batalha do milho na CTNBio
Cláudio Humberto

Vai dar rolo a audiência pública na Câmara, hoje: a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) quer liberar de uma só vez sete tipos de milhos transgênicos. A rotulagem de derivados da soja ainda não foi implantada.

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Jaques Wagner sofre derrota política na Bahia

A Assembléia Legislativa da Bahia impôs uma vergonhosa derrota, ontem, ao governador Jaques Wagner (PT). Apesar da base aliada ser maioria na Casa, com uma bancada de 37 deputados estaduais, o governador teve derrubado seu veto ao projeto que garante assistência integrada em saúde e educação aos autistas. Dos 63 parlamentares, 32 votaram contra o veto, e apenas um deputado não votou. Noves fora, sete governistas traíram o petista.

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Palocci prega diminuição da carga tributária

O deputado federal Antônio Palocci (PT-SP) pede a desoneração total dos investimentos, a simplificação do ICMS, com uso de nota fiscal eletrônica em todo país e a criação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado).
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Com a carga tributária atingindo 39% do PIB, o ex-ministro considera urgente uma a reforma de impostos no país. “Pelo tamanho e pela má qualidade do imposto cobrado no Brasil, o país perde competitividade na disputa por investimentos”, afirmou Palocci.
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O deputado ainda afirma que o Brasil é um dos países mais burocráticos do mundo e penaliza as empresas com isso. “Depois de ter controlado a inflação, reduzido a taxa de juros e resolvido o problema das contas externas, a prioridade agora é melhorar o ambiente de negócios, se quisermos garantir o crescimento”, declarou.

COMENTANDO A NOTICIA: Faz pouco mais de um ano que Palocci foi varrido do Ministério. Portanto, esteve lá até muito tempo atrás. E por que então não aplicou aquilo que agora vem aplicar de forma cretina e irresponsável ? Até pelo contrário: para cada ano que esteve à frente do Ministério da Fazenda, ele se encarregou de aumentar um pouco mais a já pesada carga tributária. O melhor que teria a fazer agora era ficar de boca fechada.

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Banco dos réus

O juiz Wellington Carvalho, do TRE do Acre, mandou intimar o senador Tião Viana (PT-AC) no processo em que seu suplente Aníbal Diniz é acusado de não se afastar de cargo público, como diz a lei. Isso tornou Viana inelegível.