SÃO PAULO - A redução da tarifa de US$ 0,54 por galão (3,7 litros) para a importação de etanol pelos Estados Unidos é teoricamente desejável, mas na prática atualmente é inviável. A avaliação é do diretor de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti, que apresentou ontem os resultados obtidos pela entidade em duas reuniões com a representante comercial norte-americana Susan Schwab.
Segundo ele, ocorrendo uma abertura imediata da produção brasileira aos EUA "toda a perspectiva de crescimento da produção americana baseada no etanol de milho seria destruída". "Os Estados Unidos têm centenas de indústrias, com centenas de bilhões de dólares investidos, e uma demanda de cerca de 20 bilhões de litros por ano, que o Brasil não teria condições de atender", afirmou Giannetti.
Ele ressaltou que com a abertura das exportações de etanol para o mercado norte-americano, sem as tarifas, poderia deixar o Brasil desabastecido do biocombustível "Nós queremos exportar o que for excedente ao nosso consumo e se possível na melhor condição de preço, sem barreira tarifária "O que os Estados Unidos podem conceder, na avaliação de Giannetti, é uma cota tarifária zero para cerca de 15% do consumo de etanol americano.
Ele explica que essa demanda brasileira já está sendo negociada no Congresso norte-americano, e recebe, inclusive, o apoio de parlamentares das regiões produtoras de milho, mas isso não deve ocorrer imediatamente.
Etanol de milho só com lucro
Roberto Giannetti salientou que o empresário norte-americano só vai continuar investindo no etanol de milho se a produção der lucro, o que não está acontecendo em virtude do aumento do preço do milho. "Os Estados Unidos têm um déficit entre sua oferta e o seu consumo de etanol, o que pode afastar muitos produtores da atividade. Então, o produtor de etanol de milho está com prejuízo."
Para Giannetti, se a tarifa cair, o preço do etanol é tão alto que a expectativa é de que exportaríamos todo o etanol produzido no Brasil." Sem a produção deles nós ficaríamos sem etanol", afirmou, ressaltando a produção norte-americana já não atende regiões dos Estados Unidos como as costas Leste e Oeste, onde o Brasil poderia atender a demanda."
Segundo ele, ocorrendo uma abertura imediata da produção brasileira aos EUA "toda a perspectiva de crescimento da produção americana baseada no etanol de milho seria destruída". "Os Estados Unidos têm centenas de indústrias, com centenas de bilhões de dólares investidos, e uma demanda de cerca de 20 bilhões de litros por ano, que o Brasil não teria condições de atender", afirmou Giannetti.
Ele ressaltou que com a abertura das exportações de etanol para o mercado norte-americano, sem as tarifas, poderia deixar o Brasil desabastecido do biocombustível "Nós queremos exportar o que for excedente ao nosso consumo e se possível na melhor condição de preço, sem barreira tarifária "O que os Estados Unidos podem conceder, na avaliação de Giannetti, é uma cota tarifária zero para cerca de 15% do consumo de etanol americano.
Ele explica que essa demanda brasileira já está sendo negociada no Congresso norte-americano, e recebe, inclusive, o apoio de parlamentares das regiões produtoras de milho, mas isso não deve ocorrer imediatamente.
Etanol de milho só com lucro
Roberto Giannetti salientou que o empresário norte-americano só vai continuar investindo no etanol de milho se a produção der lucro, o que não está acontecendo em virtude do aumento do preço do milho. "Os Estados Unidos têm um déficit entre sua oferta e o seu consumo de etanol, o que pode afastar muitos produtores da atividade. Então, o produtor de etanol de milho está com prejuízo."
Para Giannetti, se a tarifa cair, o preço do etanol é tão alto que a expectativa é de que exportaríamos todo o etanol produzido no Brasil." Sem a produção deles nós ficaríamos sem etanol", afirmou, ressaltando a produção norte-americana já não atende regiões dos Estados Unidos como as costas Leste e Oeste, onde o Brasil poderia atender a demanda."