Turista acidental
Reinaldo Azevedo
“O plano dela é ficar quatro anos no governo, mas agora não é o momento de decidir nada. A política não é assim”.
Trata-se do deputado Jilmar Tatto (PT-SP), no Estadão desta segunda, especulando sobre o futuro de Marta Suplicy, que será convidada hoje para o Ministério do Turismo. Por que o conversê? Porque se plantou a notícia de que Lula queria ministros para ficar até o fim do seu mandato. Como aqui se afirmou, isso não existe em política, e é bom considerar que Marta é, sim, candidata a prefeita de São Paulo — a menos que o PT construa, até 2008, um outro nome competitivo, o que hoje não tem. Informa ainda o Estadão:
“O PT tentou “turbinar” a pasta do Turismo com mais cargos, verbas e poder, mas não conseguiu. Lula decidiu criar uma Secretaria de Portos, que deverá ser entregue ao ex-titular da Integração Nacional Pedro Brito, do PSB. A nova secretaria, no entanto, não abrigará os aeroportos nem ficará vinculada ao ministério a ser comandado por Marta, como queriam os petistas. A idéia é manter a pasta sob a alçada da própria Presidência. Na prática, a secretaria será criada para compensar o PSB, que perdeu a Integração para Geddel Vieira Lima, do PMDB. (...) Com a entrada de Marta, o PT ficará quase do mesmo tamanho no governo: tinha 16 e ficará com 15 dos 34 ministérios. Os petistas já perderam Relações Institucionais com a saída de Tarso Genro - que foi para a Justiça - e Agricultura, que ficará com o PMDB. Perderão também a Previdência, que deverá ser comandada pelo presidente do PDT, Carlos Lupi.”
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'Capa do Batman' na Funasa
O Ministério Público Federal do Mato Grosso apura irregularidades na Fundação Nacional de Saúde. Os casos mais graves ganharam até um codinome entre os servidores do órgão: "Capa do Batman". São processos de liberação de recursos onde não se vêem projetos, nem comprovantes de execução dos serviços, nada. Só comprovantes de pagamento.
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Aumento salarial volta à pauta da Câmara
Blog Noblat
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), discutiu na reunião de hoje com os líderes dos partidos o reajuste salarial para deputados e senadores e o aumento para as verbas indenizatória e de gabinete.
Os líderes consultarão suas respectivas bancadas a respeito. Depois o aumento será votado no plenário da Câmara. Chinaglia quer reajustar tudo pela inflação. Assim, o salário iria de R$ 12.800 para R$ 16.500. A verba de gabinete subiria de R$ 50 mil para R$ 65 mil e a verba indenizatória passaria de R$ 15 mil para R$ 19 mil.
A Câmara está devagar quase parando há pelo menos duas semanas. A oposição impede que qualquer proposta seja votada no plenário e nas comissões; o governo não topa, por sua vez, criar uma CPI para investigar o Apagão Aéreo. Apesar disso, a discussão sobre o reajuste do salário dos deputados deve ser travada rapidinho.
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O início do fim da política gaúcha
"Quando o nome de Tarso Genro foi emplacado como novo ministro da Justiça, José Otávio Germano fez a saudação no Congresso Nacional. O fato seria irrelevante caso Germano não fosse, além de dublê de radio-difusor, cartola do Grêmio e ex-secretário de segurança do governo anterior, deputado federal pelo PP/RS. Nas regiões Centro-Serra e Carbonífera, zona coalhada de assentamentos do MPA e do MST, contrastando com projetos fumageiros e de eucalipto, tal fato deixou o que resta da esquerda do PT de cabelo em pé. Não foi o único."
O trecho acima faz parte do artigo semanal do cientista político Bruno Lima Rocha.
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Gabrielli está "tranqüilo" sobre análise do Cade
SÃO PAULO - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que as empresas envolvidas na aquisição do Grupo Ipiranga estão tranqüilas em relação à análise do negócio por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Conforme o executivo, no caso específico da estatal, a adição de capacidade de refino, por meio da refinaria Ipiranga, à sua capacidade total atual é pouco expressiva. "A refinaria Ipiranga tem capacidade para 17 mil barris/dia, e a Petstrobras refina 1,85 milhão de barris/dia", comparou o executivo.
Já na área de distribuição de combustíveis, afirmou Gabrielli, o crescimento da Petrobras será um pouco maior a partir do negócio. Atualmente, a Petrobras tem 33,8% desse mercado e passará a responder por 38% do mercado com a integração da rede de distribuição da Ipiranga nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. "Isso representa apenas 25% do negócio da Ipiranga", ressaltou.
Na área petroquímica, disse o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, também não deverá haver problemas em termos de defesa da concorrência. "O Cade vai fazer uma análise da operação, mas todas as avaliações recentes mostram que o mercado relevante é o internacional, de forma que esse negócio não traz riscos em termos de equilíbrio no mercado brasileiro", afirmou Grubisich.
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Trabalhadores protestam contra venda
PORTO ALEGRE - Os trabalhadores do Pólo Petroquímico de Triunfo estão em assembléia permanente a partir de ontem de acordo com o presidente do Sindicato de Trabalhadores da Indústria Química e Petroquímica do Pólo de Triunfo (Sindipolo), Carlos Eitor Rodrigues. A decisão foi tomada em um ato de protesto realizado durante a manhã na BR 386, rodovia que dá acesso ao Pólo. Segundo o Sindipolo, mais de mil trabalhadores administrativos e do turno da manhã paralisaram as atividades durante três horas.
Para os trabalhadores, a venda das operações da Ipiranga para o consórcio Grupo Ultra, Petrobras e Braskem irá promover uma concentração do setor petroquímico sob comando da Braskem. Segundo o presidente do Sindipolo, a Braskem ficará com 75% da produção brasileira de eteno, principal componente básico da produção de polietileno para a indústria de plásticos. Os pólos gaúcho e baiano produzem, juntos, 2,5 milhões de toneladas de eteno por ano.
Os trabalhadores temem demissões no setor. "Em 2002, na Bahia, a Braskem demitiu 2 mil trabalhadores em cerca de seis meses e ainda acabou com o fundo de previdência complementar para criar um outro sob sua administração", disse Carlos Eitor Rodrigues. Eles vão-se reunir nesta tarde com os diretores da Braskem e Petrobras para tratar do assunto.
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Apagão ressuscita CPI
Cláudio Humberto
O novo apagão aéreo que castiga os brasileiros desde o final da semana produziu um efeito indesejado no governo Lula: ressuscitou a CPI proposta pela oposição para investigar as causas do caos que atormenta o País desde o acidente da Gol, no ano passado. Lideranças do governo, ontem, já davam como "inevitável" a instalação da CPI do Apagão Aéreo, até porque muitos parlamentares governistas foram vítimas do descaso nos aeroportos.
Reinaldo Azevedo
“O plano dela é ficar quatro anos no governo, mas agora não é o momento de decidir nada. A política não é assim”.
Trata-se do deputado Jilmar Tatto (PT-SP), no Estadão desta segunda, especulando sobre o futuro de Marta Suplicy, que será convidada hoje para o Ministério do Turismo. Por que o conversê? Porque se plantou a notícia de que Lula queria ministros para ficar até o fim do seu mandato. Como aqui se afirmou, isso não existe em política, e é bom considerar que Marta é, sim, candidata a prefeita de São Paulo — a menos que o PT construa, até 2008, um outro nome competitivo, o que hoje não tem. Informa ainda o Estadão:
“O PT tentou “turbinar” a pasta do Turismo com mais cargos, verbas e poder, mas não conseguiu. Lula decidiu criar uma Secretaria de Portos, que deverá ser entregue ao ex-titular da Integração Nacional Pedro Brito, do PSB. A nova secretaria, no entanto, não abrigará os aeroportos nem ficará vinculada ao ministério a ser comandado por Marta, como queriam os petistas. A idéia é manter a pasta sob a alçada da própria Presidência. Na prática, a secretaria será criada para compensar o PSB, que perdeu a Integração para Geddel Vieira Lima, do PMDB. (...) Com a entrada de Marta, o PT ficará quase do mesmo tamanho no governo: tinha 16 e ficará com 15 dos 34 ministérios. Os petistas já perderam Relações Institucionais com a saída de Tarso Genro - que foi para a Justiça - e Agricultura, que ficará com o PMDB. Perderão também a Previdência, que deverá ser comandada pelo presidente do PDT, Carlos Lupi.”
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'Capa do Batman' na Funasa
O Ministério Público Federal do Mato Grosso apura irregularidades na Fundação Nacional de Saúde. Os casos mais graves ganharam até um codinome entre os servidores do órgão: "Capa do Batman". São processos de liberação de recursos onde não se vêem projetos, nem comprovantes de execução dos serviços, nada. Só comprovantes de pagamento.
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Aumento salarial volta à pauta da Câmara
Blog Noblat
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), discutiu na reunião de hoje com os líderes dos partidos o reajuste salarial para deputados e senadores e o aumento para as verbas indenizatória e de gabinete.
Os líderes consultarão suas respectivas bancadas a respeito. Depois o aumento será votado no plenário da Câmara. Chinaglia quer reajustar tudo pela inflação. Assim, o salário iria de R$ 12.800 para R$ 16.500. A verba de gabinete subiria de R$ 50 mil para R$ 65 mil e a verba indenizatória passaria de R$ 15 mil para R$ 19 mil.
A Câmara está devagar quase parando há pelo menos duas semanas. A oposição impede que qualquer proposta seja votada no plenário e nas comissões; o governo não topa, por sua vez, criar uma CPI para investigar o Apagão Aéreo. Apesar disso, a discussão sobre o reajuste do salário dos deputados deve ser travada rapidinho.
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O início do fim da política gaúcha
"Quando o nome de Tarso Genro foi emplacado como novo ministro da Justiça, José Otávio Germano fez a saudação no Congresso Nacional. O fato seria irrelevante caso Germano não fosse, além de dublê de radio-difusor, cartola do Grêmio e ex-secretário de segurança do governo anterior, deputado federal pelo PP/RS. Nas regiões Centro-Serra e Carbonífera, zona coalhada de assentamentos do MPA e do MST, contrastando com projetos fumageiros e de eucalipto, tal fato deixou o que resta da esquerda do PT de cabelo em pé. Não foi o único."
O trecho acima faz parte do artigo semanal do cientista político Bruno Lima Rocha.
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Gabrielli está "tranqüilo" sobre análise do Cade
SÃO PAULO - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que as empresas envolvidas na aquisição do Grupo Ipiranga estão tranqüilas em relação à análise do negócio por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Conforme o executivo, no caso específico da estatal, a adição de capacidade de refino, por meio da refinaria Ipiranga, à sua capacidade total atual é pouco expressiva. "A refinaria Ipiranga tem capacidade para 17 mil barris/dia, e a Petstrobras refina 1,85 milhão de barris/dia", comparou o executivo.
Já na área de distribuição de combustíveis, afirmou Gabrielli, o crescimento da Petrobras será um pouco maior a partir do negócio. Atualmente, a Petrobras tem 33,8% desse mercado e passará a responder por 38% do mercado com a integração da rede de distribuição da Ipiranga nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. "Isso representa apenas 25% do negócio da Ipiranga", ressaltou.
Na área petroquímica, disse o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, também não deverá haver problemas em termos de defesa da concorrência. "O Cade vai fazer uma análise da operação, mas todas as avaliações recentes mostram que o mercado relevante é o internacional, de forma que esse negócio não traz riscos em termos de equilíbrio no mercado brasileiro", afirmou Grubisich.
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Trabalhadores protestam contra venda
PORTO ALEGRE - Os trabalhadores do Pólo Petroquímico de Triunfo estão em assembléia permanente a partir de ontem de acordo com o presidente do Sindicato de Trabalhadores da Indústria Química e Petroquímica do Pólo de Triunfo (Sindipolo), Carlos Eitor Rodrigues. A decisão foi tomada em um ato de protesto realizado durante a manhã na BR 386, rodovia que dá acesso ao Pólo. Segundo o Sindipolo, mais de mil trabalhadores administrativos e do turno da manhã paralisaram as atividades durante três horas.
Para os trabalhadores, a venda das operações da Ipiranga para o consórcio Grupo Ultra, Petrobras e Braskem irá promover uma concentração do setor petroquímico sob comando da Braskem. Segundo o presidente do Sindipolo, a Braskem ficará com 75% da produção brasileira de eteno, principal componente básico da produção de polietileno para a indústria de plásticos. Os pólos gaúcho e baiano produzem, juntos, 2,5 milhões de toneladas de eteno por ano.
Os trabalhadores temem demissões no setor. "Em 2002, na Bahia, a Braskem demitiu 2 mil trabalhadores em cerca de seis meses e ainda acabou com o fundo de previdência complementar para criar um outro sob sua administração", disse Carlos Eitor Rodrigues. Eles vão-se reunir nesta tarde com os diretores da Braskem e Petrobras para tratar do assunto.
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Apagão ressuscita CPI
Cláudio Humberto
O novo apagão aéreo que castiga os brasileiros desde o final da semana produziu um efeito indesejado no governo Lula: ressuscitou a CPI proposta pela oposição para investigar as causas do caos que atormenta o País desde o acidente da Gol, no ano passado. Lideranças do governo, ontem, já davam como "inevitável" a instalação da CPI do Apagão Aéreo, até porque muitos parlamentares governistas foram vítimas do descaso nos aeroportos.