Jornal do Brasil
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Ministros e amigos na mira da Justiça
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A Justiça ainda não condenou nem absolveu ninguém e, em alguns casos, sequer foi acionada. Mas é certo que, em nenhum outro governo da história recente do país, tantas autoridades federais, tantas pessoas próximas ao presidente da República e tantos companheiros de partido do presidente se tornaram alvos de acusações e de denúncias por corrupção e tráfico de influência.
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Três ex-ministros foram denunciados ao Supremo Tribunal Federal (José Dirceu, Luis Gushiken e Anderson Adauto), um à Justiça Federal (Humberto Costa) e mais um está indiciado pela Polícia Federal em Brasília (Antonio Palocci). O ex-ministro da Fazenda também foi denunciado pelo Ministério Público paulista, que pediu sua prisão preventiva.
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CORRUPÇÃO
“O combate à corrupção e a defesa da ética serão objetivos centrais do meu governo"
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Dirceu e Gushiken, dois dos mais influentes auxiliares de Lula, e Anderson Adauto, ex-ministro dos Transportes, foram denunciados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, acusados de integrarem - e de chefiar, no caso de Dirceu - uma "sofisticada organização criminosa" que praticava "tráfico político" comprando apoio de outros partidos para garantir a permanência do PT no poder.
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Além deles, três ex-dirigentes petistas (José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira), um ex-diretor do Banco do Brasil (Henrique Pizzolato), o marqueteiro da campanha presidencial de 2002 (Duda Mendonça) e 12 deputados e ex-deputados do PT e de outros partidos aliados ao governo formam quase metade do grupo de 40 pessoas que serão chamadas a se defender no curso do Inquérito 2245, instaurado há nove meses no STF. É a etapa em que está o escândalo do "mensalão" ou do "valerioduto".
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Outra das autoridades mais poderosas do país, Antonio Palocci caiu do Ministério da Fazenda, acusado de comandar a quebra do sigilo bancário do caseiro que o acusara de freqüentar, em Brasília, mansão usada para negócios e encontros com mulheres. A Polícia Federal indiciou o ex-ministro pela prática de sete crimes. E o Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça sua prisão por formação de quadrilha, peculato e adulteração de documentos públicos - crimes que Palocci teria praticado quando prefeito de Ribeirão Preto.
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Humberto Costa, ministro da Saúde entre 2003 e 2005, foi denunciado à Justiça Federal por corrupção e formação de quadrilha. É acusado de participar da "máfia dos vampiros", quadrilha de funcionários do Ministério da Saúde e de lobistas que comprava remédios e derivados de sangue a preços superfaturados.
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Depois da "máfia dos vampiros" foi descoberta a "máfia dos sanguessugas", comandada pelos donos da empresa Planam, Darci e seu filho Luiz Antonio Vedoin, e integrada por servidores municipais ou prefeitos; funcionários ou autoridades do Ministério da Saúde; mais parlamentares e/ou assessores. A máfia ganhava dinheiro público vendendo ao Ministério da Saúde, a preços superfaturados, ambulâncias e outros equipamentos que o ministério comprava com dinheiro previsto em emendas parlamentares e transferia aos municípios.
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Ministros e amigos na mira da Justiça
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A Justiça ainda não condenou nem absolveu ninguém e, em alguns casos, sequer foi acionada. Mas é certo que, em nenhum outro governo da história recente do país, tantas autoridades federais, tantas pessoas próximas ao presidente da República e tantos companheiros de partido do presidente se tornaram alvos de acusações e de denúncias por corrupção e tráfico de influência.
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Três ex-ministros foram denunciados ao Supremo Tribunal Federal (José Dirceu, Luis Gushiken e Anderson Adauto), um à Justiça Federal (Humberto Costa) e mais um está indiciado pela Polícia Federal em Brasília (Antonio Palocci). O ex-ministro da Fazenda também foi denunciado pelo Ministério Público paulista, que pediu sua prisão preventiva.
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CORRUPÇÃO
“O combate à corrupção e a defesa da ética serão objetivos centrais do meu governo"
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Dirceu e Gushiken, dois dos mais influentes auxiliares de Lula, e Anderson Adauto, ex-ministro dos Transportes, foram denunciados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, acusados de integrarem - e de chefiar, no caso de Dirceu - uma "sofisticada organização criminosa" que praticava "tráfico político" comprando apoio de outros partidos para garantir a permanência do PT no poder.
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Além deles, três ex-dirigentes petistas (José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira), um ex-diretor do Banco do Brasil (Henrique Pizzolato), o marqueteiro da campanha presidencial de 2002 (Duda Mendonça) e 12 deputados e ex-deputados do PT e de outros partidos aliados ao governo formam quase metade do grupo de 40 pessoas que serão chamadas a se defender no curso do Inquérito 2245, instaurado há nove meses no STF. É a etapa em que está o escândalo do "mensalão" ou do "valerioduto".
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Outra das autoridades mais poderosas do país, Antonio Palocci caiu do Ministério da Fazenda, acusado de comandar a quebra do sigilo bancário do caseiro que o acusara de freqüentar, em Brasília, mansão usada para negócios e encontros com mulheres. A Polícia Federal indiciou o ex-ministro pela prática de sete crimes. E o Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça sua prisão por formação de quadrilha, peculato e adulteração de documentos públicos - crimes que Palocci teria praticado quando prefeito de Ribeirão Preto.
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Humberto Costa, ministro da Saúde entre 2003 e 2005, foi denunciado à Justiça Federal por corrupção e formação de quadrilha. É acusado de participar da "máfia dos vampiros", quadrilha de funcionários do Ministério da Saúde e de lobistas que comprava remédios e derivados de sangue a preços superfaturados.
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Depois da "máfia dos vampiros" foi descoberta a "máfia dos sanguessugas", comandada pelos donos da empresa Planam, Darci e seu filho Luiz Antonio Vedoin, e integrada por servidores municipais ou prefeitos; funcionários ou autoridades do Ministério da Saúde; mais parlamentares e/ou assessores. A máfia ganhava dinheiro público vendendo ao Ministério da Saúde, a preços superfaturados, ambulâncias e outros equipamentos que o ministério comprava com dinheiro previsto em emendas parlamentares e transferia aos municípios.
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Um jogo de acusações recíprocas entre governistas e oposicionistas, em torno da origem dos esquemas de corrupção e de tráfico de influência, resultou no mais recente caso de envolvimento de petistas próximos ao presidente Lula em atividades suspeitas. Trata-se da participação de integrantes dos comitês das campanhas petistas à Presidência e ao governo de São Paulo na compra de dossiê que provaria ligações do ex-ministro e candidato tucano José Serra com a "máfia das ambulâncias".
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Uma CPI pediu o indiciamento de membros dos comitês petistas, e a Polícia Federal indiciou o senador e candidato derrotado ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante.
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O presidente Lula alegou que não sabia do "valerioduto"; protelou a demissão de ministros acusados; enfureceu-se diante de denúncias contra seu filho Lulinha; valeu-se de comícios para reagir à ameaça oposicionista de submetê-lo a processo de impeachment; declarou-se vítima "das elites"; considerou injusta a cassação do mandato de José Dirceu pelo plenário da Câmara "sem nenhuma prova"; condenou como "aloprados" os envolvidos na compra do suposto dossiê anti-Serra; e costuma citar as investigações do Congresso, da Polícia Federal, do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União como provas de que não tentou evitar a apuração de denúncias de corrupção.
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Uma CPI pediu o indiciamento de membros dos comitês petistas, e a Polícia Federal indiciou o senador e candidato derrotado ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante.
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O presidente Lula alegou que não sabia do "valerioduto"; protelou a demissão de ministros acusados; enfureceu-se diante de denúncias contra seu filho Lulinha; valeu-se de comícios para reagir à ameaça oposicionista de submetê-lo a processo de impeachment; declarou-se vítima "das elites"; considerou injusta a cassação do mandato de José Dirceu pelo plenário da Câmara "sem nenhuma prova"; condenou como "aloprados" os envolvidos na compra do suposto dossiê anti-Serra; e costuma citar as investigações do Congresso, da Polícia Federal, do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União como provas de que não tentou evitar a apuração de denúncias de corrupção.