domingo, dezembro 31, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Chávez diz que não renovará concessão de TV oposicionista
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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que não renovará a concessão da empresa de comunicação RCTV (Radio Caracas Televisión). Segundo ele, trata-se de um “canal golpista”. Em 2004, quatro emissoras privadas (entre elas a RCTV) foram multadas em um total de US$ 3,1 milhões por concederem gratuitamente espaço para manifestos da oposição..“Não haverá nova concessão para esse canal golpista de televisão que se chama Radio Caracas Televisión”, disse Chávez em discurso de fim de ano à Força Armada Nacional (FAN).
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Lula assina MP que regulamenta Fundeb
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O presidente Lula assinou na quinta-feira (28.12) a MP (Medida Provisória) que regulamenta o Fundeb. O novo fundo de educação básica entra em vigor em 2007 e substituirá o Fundef, que acaba no final deste ano. O Fundeb pretende estender à educação infantil os recursos atualmente destinados apenas ao ensino médio.
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Segundo o Ministério da Educação, serão beneficiados 860 mil alunos de creches, cerca de 4,1 milhões da pré-escola, 34,1 milhões do ensino fundamental e 9 milhões do ensino médio. Em 2010, quando estiver totalmente implementado, o Fundeb deverá garantir R$ 55,8 bilhões ao ensino público: R$ 50,7 bilhões virão de estados e municípios e R$ 5,1 bilhões, da União.
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Dilma exime governo e diz que culpa pelo apagão é das empresas aéreas
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A ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira (28.12), ao tentar eximir a administração federal e defender a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que as empresas de aviação civil têm caráter “monopolista”. Para a ministra, a responsabilidade pelo ‘apagão aéreo’ é das próprias companhias.
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“Primeiro a Varig, depois os controladores e agora as empresas aéreas. O Brasil não tinha uma política de aviação clara. Era uma política monopolista. A Varig era a política de aviação civil. O mercado mudou”, justificou a ministra.
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Inocêncio pouco inocente
Do blog do Jornal do Commercio, de Pernambuco:
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"Com livre trânsito em Brasília e no governo do socialista Eduardo Campos (PSB), o deputado federal Inocêncio Oliveira (PL) não é um condutor exemplar ao volante.
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O seu prontuário no Detran de Pernambuco mostra 36 pontos na sua carteira de habilitação agora em 2006.
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Para os simples mortais, com apenas 20 pontos acumulados durante um ano já implica na perda do direito de dirigir. É suspensão imediata. Ou seja: com 36 pontinhos, Oliveira caminharia para perder a segunda carteira, se fosse possível.
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São seis multas, sendo quatro delas gravíssimas (sete pontos) e duas médias (quatro pontos)."
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Esse filme já passou...
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O PT conseguiu transformar Aldo Rebelo (PC do B-SP), aliado fiel de Lula de quem já foi ministro, e expressão máxima de um partido tradicional aliado do PT, em candidato da oposição à presidência da Câmara. É um feito notável, convenhamos.
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Convencido de que perderá cargos no governo, o PT por meio de sua direção apóia a candidatura a presidente da Câmara do deputado Arlindo Chigalia (PT-SP). E tenta atrair o apoio do PMDB que faria, daqui a dois anos, o sucessor de Chinaglia.
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Lula prefere Aldo a Chinaglia. Acha Aldo um candidato "mais leve". E sabe que a reeleição dele para presidente da Câmara será pule de 10 se o PT o apoiar. Ocorre que nem sempre o que é bom para Lula é bom para o PT que não gosta de Aldo.
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Então será assim: Aldo disputará a presidência da Câmara apoiado pela oposição. Se não desistir antes, Chinaglia irá à luta apoiado pelo PT e o PMDB. E correndo por fora, poderá largar Inocêncio Oliveira (PL-PE), apoiado pelo "baixo clero".
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Esse filme já passou antes. E deu em Severino Cavalcanti (PP-PE). A curta presidência de Severino deu no que se sabe - na renúncia dele ao cargo e ao mandato, acusado de ter recebido um mensalinho pago por um concessionário de restaurante.
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A palavra é...
Por Sérgio Rodrigues, NoMínimo
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Overbooking
O overbooking é assim definido pelo Houaiss, com precisão: “em empresas de transporte aéreo, praxe de vender bilhetes de passagem acima da disponibilidade de assentos nas aeronaves, a fim de se prevenir contra eventuais desistências ou ausências de passageiros à hora da viagem”. Seria possível dizer tudo isso com menos palavras? Talvez, mas estamos diante de um daqueles termos estrangeiros que, sendo as línguas os organismos amorais e globalizados (há séculos) que são, desafiam nossas tentativas de tradução ou adaptação. Claro que, em tese, seria possível falar em “sobre-reserva”. Mas não se fala.
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O que parece tornar fortes palavras como overbooking, além do fato de serem importadas dentro de um pacote tecnológico mais amplo, é sua precisão técnica. Um caso completamente diferente, por exemplo, do bizarro verbo bookar (bucar?), no sentido de agendar, marcar um compromisso, que muita gente no Brasil cultiva – seja por brincadeira, exibicionismo ou patetice. Bookar é futilidade. Overbooking, não.
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Uma curiosidade: o verbo to overbook foi registrado pela primeira vez no inglês em 1903. Antes, portanto, de qualquer possibilidade de existência do sentido aeronáutico em que acabaria por se especializar.