Ricardo Villa Verde, Jornal O Dia Online
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Se pelo lado econômico o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcado por tranqüilidade, a parte política foi de turbulências que balançaram a estrutura do governo. Os sucessivos escândalos chegaram às portas do gabinete presidencial, mas não conseguiram atingir a figura de Lula, que está concluindo o mandato com a melhor avaliação desde o início do governo. Pesquisa CNI/Ibope divulgada há 15 dias aponta o governo Lula com 57% de ótimo ou bom.
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Por outro lado, porém, os escândalos obrigaram Lula a afastar seus homens de confiança e principais escudeiros: os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e da Casa Civil, José Dirceu. Palocci caiu após ser acusado de quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que revelou que ele freqüentava a mansão de Brasília onde se reuniam lobistas de Ribeirão Preto. Dirceu teve de deixar o cargo após ser apontado como articulador do ‘mensalão’. Depois, teve o mandato na Câmara Federal cassado em plenário.
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O primeiro grave escândalo do governo aconteceu em fevereiro de 2004. Waldomiro Diniz, então subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, nomeado por Dirceu, foi demitido após divulgação de fita em que pede dinheiro ao empresário de jogos Carlinhos Cachoeira para campanhas eleitorais, em 2002, quando era presidente da Loterj, no governo Benedita Silva.
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Mas o inferno astral do governo Lula começou mesmo em maio de 2005, quando o funcionário dos Correios Maurício Marinho apareceu em rede nacional de TV recebendo R$ 3 mil para facilitar licitações na empresa. O Congresso criou uma CPI para apurar o caso. Inconformado com a ligação de seu nome ao esquema, o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) partiu para o ataque e revelou a existência de propina paga a parlamentares pelo PT em troca de apoio. Jefferson foi cassado e o País passou a conhecer o empresário Marcos Valério, dono de agências publicitárias, apontado como o operador do ‘mensalão’.
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O caso envolveu a cúpula do governo e do PT. O secretário do partido, Silvio Pereira, e o tesoureiro, Delúbio Soares, foram afastados. Dezenove deputados foram acusados de participar do esquema. O presidente do PT, José Genoino, também foi atingido, após a prisão de petista com dólares escondidos na cueca.
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Em 2006, em plena campanha eleitoral, quando todos pensavam que os escândalos do PT tinha acabado, petistas foram presos com R$ 1,7 milhão, em suposta tentativa de compra de dossiê contra tucanos. O fato levou a eleição presidencial para o segundo turno. Mas o tucano Geraldo Alckmin (PSDB) não conseguiu derrotar Luiz Inácio Lula da Silva.
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AS CRISES
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VIAGEM DERRUBA BENÉ
Em outubro de 2003, após pressão da Controladoria Geral da União, a ministra da Ação Social, Benedita da Silva, é obrigada a devolver dinheiro gasto em viagem à Argentina para encontro evangélico.
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CONTRATO SUSPEITO
Na mesma época, o secretário nacional de Segurança, Luiz Eduardo Soares, pede demissão, após denúncias de ter contratado consultoria da ex-mulher.
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WALDOMIRO DINIZ
Em fevereiro de 2004, o assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz é demitido após ter sido filmado pedindo propina a empresário de jogos.
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DÓLARES DE MEIRELLES
Em agosto de 2004, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é acusado de transferir dólares para os EUA de investigados pela CPI do Banestado.
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CAI PRESIDENTE DO BB
Em novembro de 2004, o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, perde o cargo, após denúncias de contratação de consultores sem licitação.
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PROPINA NOS CORREIOS
Em maio de 2005, o funcionário dos Correios Maurício Marinho é flagrado recebendo R$ 3 mil de empresários. O Congresso decide instalar a CPI dos Correios.
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MENSALÃO
Em junho de 2005, o deputado Roberto Jefferson (PTB)revela que o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, pagava ‘mensalão’ a políticos em troca de apoio. Ele admite ter recebido R$ 4 milhões do PT e revela o esquema do empresário Marcos Valério. Denúncias atingem a cúpula do governo e derrubam o chefe da Casa Civil, José Dirceu. Outros petistas são afastados de cargos.
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DÓLARES NA CUECA
Em julho de 2005, a PF prende com US$ 100 mil na cueca e R$ 200 mil em valise José Adalberto Vieira da Silva, funcionário do líder do PT na Assembléia Legislativa do Ceará, José Nobre Guimarães, irmão do presidente do partido, José Genoino.
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CASEIRO CONTA TUDO
Em março de 2006, o caseiro Francenildo Costa desmente o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ao afirmar que o viu na mansão alugada em Brasília por ex-assessores acusados de lobby. A Caixa Econômica quebra ilegalmente o sigilo do caseiro. Palocci é acusado de mandante e deixa pasta.
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GAMECORP
Em 2006, a empresa que tem filho de Lula — Flávio Luís, o Lulinha — entre os sócios foi envolvida em denúncias devido à participação acionária da Telemar no negócio.
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ALOPRADOS
Em setembro, petistas são acusados de suposta compra de dossiê contra políticos tucanos.
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Se pelo lado econômico o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcado por tranqüilidade, a parte política foi de turbulências que balançaram a estrutura do governo. Os sucessivos escândalos chegaram às portas do gabinete presidencial, mas não conseguiram atingir a figura de Lula, que está concluindo o mandato com a melhor avaliação desde o início do governo. Pesquisa CNI/Ibope divulgada há 15 dias aponta o governo Lula com 57% de ótimo ou bom.
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Por outro lado, porém, os escândalos obrigaram Lula a afastar seus homens de confiança e principais escudeiros: os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e da Casa Civil, José Dirceu. Palocci caiu após ser acusado de quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que revelou que ele freqüentava a mansão de Brasília onde se reuniam lobistas de Ribeirão Preto. Dirceu teve de deixar o cargo após ser apontado como articulador do ‘mensalão’. Depois, teve o mandato na Câmara Federal cassado em plenário.
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O primeiro grave escândalo do governo aconteceu em fevereiro de 2004. Waldomiro Diniz, então subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, nomeado por Dirceu, foi demitido após divulgação de fita em que pede dinheiro ao empresário de jogos Carlinhos Cachoeira para campanhas eleitorais, em 2002, quando era presidente da Loterj, no governo Benedita Silva.
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Mas o inferno astral do governo Lula começou mesmo em maio de 2005, quando o funcionário dos Correios Maurício Marinho apareceu em rede nacional de TV recebendo R$ 3 mil para facilitar licitações na empresa. O Congresso criou uma CPI para apurar o caso. Inconformado com a ligação de seu nome ao esquema, o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) partiu para o ataque e revelou a existência de propina paga a parlamentares pelo PT em troca de apoio. Jefferson foi cassado e o País passou a conhecer o empresário Marcos Valério, dono de agências publicitárias, apontado como o operador do ‘mensalão’.
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O caso envolveu a cúpula do governo e do PT. O secretário do partido, Silvio Pereira, e o tesoureiro, Delúbio Soares, foram afastados. Dezenove deputados foram acusados de participar do esquema. O presidente do PT, José Genoino, também foi atingido, após a prisão de petista com dólares escondidos na cueca.
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Em 2006, em plena campanha eleitoral, quando todos pensavam que os escândalos do PT tinha acabado, petistas foram presos com R$ 1,7 milhão, em suposta tentativa de compra de dossiê contra tucanos. O fato levou a eleição presidencial para o segundo turno. Mas o tucano Geraldo Alckmin (PSDB) não conseguiu derrotar Luiz Inácio Lula da Silva.
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AS CRISES
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VIAGEM DERRUBA BENÉ
Em outubro de 2003, após pressão da Controladoria Geral da União, a ministra da Ação Social, Benedita da Silva, é obrigada a devolver dinheiro gasto em viagem à Argentina para encontro evangélico.
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CONTRATO SUSPEITO
Na mesma época, o secretário nacional de Segurança, Luiz Eduardo Soares, pede demissão, após denúncias de ter contratado consultoria da ex-mulher.
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WALDOMIRO DINIZ
Em fevereiro de 2004, o assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz é demitido após ter sido filmado pedindo propina a empresário de jogos.
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DÓLARES DE MEIRELLES
Em agosto de 2004, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é acusado de transferir dólares para os EUA de investigados pela CPI do Banestado.
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CAI PRESIDENTE DO BB
Em novembro de 2004, o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, perde o cargo, após denúncias de contratação de consultores sem licitação.
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PROPINA NOS CORREIOS
Em maio de 2005, o funcionário dos Correios Maurício Marinho é flagrado recebendo R$ 3 mil de empresários. O Congresso decide instalar a CPI dos Correios.
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MENSALÃO
Em junho de 2005, o deputado Roberto Jefferson (PTB)revela que o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, pagava ‘mensalão’ a políticos em troca de apoio. Ele admite ter recebido R$ 4 milhões do PT e revela o esquema do empresário Marcos Valério. Denúncias atingem a cúpula do governo e derrubam o chefe da Casa Civil, José Dirceu. Outros petistas são afastados de cargos.
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DÓLARES NA CUECA
Em julho de 2005, a PF prende com US$ 100 mil na cueca e R$ 200 mil em valise José Adalberto Vieira da Silva, funcionário do líder do PT na Assembléia Legislativa do Ceará, José Nobre Guimarães, irmão do presidente do partido, José Genoino.
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CASEIRO CONTA TUDO
Em março de 2006, o caseiro Francenildo Costa desmente o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ao afirmar que o viu na mansão alugada em Brasília por ex-assessores acusados de lobby. A Caixa Econômica quebra ilegalmente o sigilo do caseiro. Palocci é acusado de mandante e deixa pasta.
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GAMECORP
Em 2006, a empresa que tem filho de Lula — Flávio Luís, o Lulinha — entre os sócios foi envolvida em denúncias devido à participação acionária da Telemar no negócio.
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ALOPRADOS
Em setembro, petistas são acusados de suposta compra de dossiê contra políticos tucanos.