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Conforme se anunciou aqui e queríamos demonstrar, tudo estava sendo conduzido para que Ricardo Berzoniev reassumisse a presidência do PT. E vejam só: se ele não fosse um petista, ficaria um tanto vexado com a situação. Sendo o que é, ainda exibirá como troféu o fato de a CPI tê-lo inocentado e de a PF não ter pedido o seu indiciamento. Aposto o outro mindinho de Lula como vai dizer que é o único presidente de partido que ganhou atestado de conduta da PF e de uma CPI. Antes do MST, o movimento mais importante do PT é o MSL: o Movimento dos Sem-Limite.
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Só para lembrar, ficamos assim: Berzoniev era o chefe de Jorge Lorenzetti, que centralizou a operação do dossiê. Sob o comando deste último, estavam o meganha da base Gedimar Passos e Osvaldo Bargas, já um petista graduado, amigo de Lula dos tempos da CUT e casado com a secretária do Babalorixá. Pois a PF nada viu que desabonasse Berzoniev, Lorenzetti ou Bargas no imbróglio, mas indiciou Gedimar, o lambari.
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Se vocês recuarem 15 dias no noticiário, encontrarão petistas falando em off com a imprensa, pregando o afastamento definitivo de Berzoniev da presidência. Encontrarão Tarso Genro, sempre ele, falando em refundação do PT. Com a turma do valerioduto, deu-se o mesmo. Continua todo mundo na legenda, exceção feita a Silvinho Land Rover Pereira. Desta feita, só Hamilton Lacerda caiu fora do partido. São pequenas lebres expiatórias.
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Berzoini, que chamo Berzoniev para lhe emprestar certo sotaque soviético, é um burocrata de alta estirpe da nova classe social que chegou ao poder. Não seria sacrificado tão facilmente. Silvinho e Hamilton Lacerda, para esses altos dirigentes, são apenas uns bobos alegres, jamais admitidos no círculo realmente dirigente do partido. São estafetas. Se preciso, são lançados ao mar.
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Anotem aí: assim como o PT hoje nega que tenha havido mensalão, haverá o dia em que negará até mesmo que tenha existido, algum dia, um dossiê fajuto