BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende adiar novamente a reforma ministerial. Em conversa com dirigentes e líderes do PSB e do PC do B, ontem, Lula disse que vai aguardar o desfecho da convenção nacional do PMDB, no dia 11 de março, para só então promover as trocas na equipe do segundo mandato. Sua justificativa: quer saber com que fatia peemedebista poderá negociar de agora em diante - o grupo do atual presidente, deputado Michel Temer (SP), e o de seu desafiante, Nélson Jobim (RS).
Os socialistas querem manter os ministérios da Integração Nacional e da Ciência e Tecnologia, mas, diante da preocupação de Lula com os rumos do PMDB, saíram do encontro sem saber qual será o seu espaço no governo após a reforma. Bem-humorado, Lula revelou ter deixado o PT por último nas conversas, por saber que "essa será a negociação mais difícil".
"O PT quer que a Marta venha para o governo, mas estou enfrentado dificuldades", afirmou Lula, segundo relato de participantes da reunião, numa referência à pressão petista para encaixar a ex-prefeita Marta Suplicy no primeiro escalão.
Na conversa, testemunhada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Lula fez elogios aos ministros da Educação, Fernando Haddad (PT), e das Cidades, Márcio Fortes (PP). As duas pastas são cobiçadas pelo grupo de Marta.
"Como eu resolvo a questão do PP, que já tem trabalho consolidado em Cidades, para atender a outra demanda?", perguntou o presidente. "Como vou trocar nomes ou partidos que compõem a coalizão?" No Palácio do Planalto, porém, interlocutores do presidente asseguram que Marta ocupará a cadeira de Cidades e que Fortes será remanejado para Agricultura
No início da noite de ontem, o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), disse que o partido deverá manter a indicação de Marta. A sugestão depende de aprovação da Executiva Nacional da sigla, que se reúne no dia 26, mas o deputado afirmou haver "ampla concordância" de que se trata de um dos melhores nomes para o governo.
Setores do partido acreditam na possibilidade de a indicação de Marta ser derrubada, caso o presidente "mande um recado". Aliados da ex-prefeita teriam exagerado no esforço para colocá-la no governo e criado situação "desconfortável".
Os socialistas querem manter os ministérios da Integração Nacional e da Ciência e Tecnologia, mas, diante da preocupação de Lula com os rumos do PMDB, saíram do encontro sem saber qual será o seu espaço no governo após a reforma. Bem-humorado, Lula revelou ter deixado o PT por último nas conversas, por saber que "essa será a negociação mais difícil".
"O PT quer que a Marta venha para o governo, mas estou enfrentado dificuldades", afirmou Lula, segundo relato de participantes da reunião, numa referência à pressão petista para encaixar a ex-prefeita Marta Suplicy no primeiro escalão.
Na conversa, testemunhada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Lula fez elogios aos ministros da Educação, Fernando Haddad (PT), e das Cidades, Márcio Fortes (PP). As duas pastas são cobiçadas pelo grupo de Marta.
"Como eu resolvo a questão do PP, que já tem trabalho consolidado em Cidades, para atender a outra demanda?", perguntou o presidente. "Como vou trocar nomes ou partidos que compõem a coalizão?" No Palácio do Planalto, porém, interlocutores do presidente asseguram que Marta ocupará a cadeira de Cidades e que Fortes será remanejado para Agricultura
No início da noite de ontem, o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), disse que o partido deverá manter a indicação de Marta. A sugestão depende de aprovação da Executiva Nacional da sigla, que se reúne no dia 26, mas o deputado afirmou haver "ampla concordância" de que se trata de um dos melhores nomes para o governo.
Setores do partido acreditam na possibilidade de a indicação de Marta ser derrubada, caso o presidente "mande um recado". Aliados da ex-prefeita teriam exagerado no esforço para colocá-la no governo e criado situação "desconfortável".
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Circula ainda a preocupação com as chances de Marta descumprir o acordo de não abandonar o ministério para disputar a prefeitura, em 2008, plano não descartado por aliados dela.
Nos encontros no Planalto, Lula desconversou quando foi questionado se a Integração Nacional poderia sair do domínio socialista e ir para o PMDB. No partido, o comentário é que caminham bem as negociações para que o deputado Geddel Vieira Lima (BA) seja ministro. "Eu não fechei nada ainda", disse Lula. O presidente admitiu que gostaria de ter de volta à pasta o ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE), hoje deputado. Ciro alegou, porém, que prefere ficar na Câmara.
Espera
No Ministério da Justiça, o demissionário ministro Márcio Thomaz Bastos espera para sair e tem se limitado a despachos internos, enquanto alas de delegados da Polícia Federal lutam para pôr no cargo de diretor-geral pessoa do interesse delas. O número de operações caiu: em novembro e dezembro, a PF fez 45 delas - o equivalente a uma por dia útil; em janeiro e fevereiro, foram apenas oito - uma por semana.
Sem muito o que fazer, pois há exatamente um mês encaminhou ao Congresso as medidas provisórias e projetos do PAC, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, tirou férias de seu cargo de gerente do governo. O recesso termina na sexta-feira, dia 2. Ela só volta ao trabalho no dia 5.
No Ministério do Desenvolvimento, o ministro Luiz Fernando Furlan retornou de suas segundas férias ontem. Ele aguarda apenas a nomeação do substituto. "Vou conversar com o presidente durante a viagem ao Uruguai, no domingo", disse o ministro "Será uma conversa aérea".
A disputa em torno da pasta de Cidades contribuiu para que o ministro Márcio Fortes saísse de férias. Ele volta na próxima segunda-feira. Outro que preferiu gozar as férias a esperar a definição do presidente foi o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Ele entrou de recesso no dia 21 para retornar ao trabalho no dia 5 de março. Protegido do senador José Sarney (PMDB-AP), Rondeau está com a situação tranqüila e deverá permanecer no cargo.
COMENTANDO A NOTICIA: O que não faltou para Lula até agora foram desculpas “porcas” para não governar o país. Tenho fé de que ele não vá esperar um terceiro mandato para começar a governar de fato o país. Ou será que esta vagabundagem não terá fim ? Razão, portanto, ao Financial Times em classificar seu governo de ridículo e medíocre.
Circula ainda a preocupação com as chances de Marta descumprir o acordo de não abandonar o ministério para disputar a prefeitura, em 2008, plano não descartado por aliados dela.
Nos encontros no Planalto, Lula desconversou quando foi questionado se a Integração Nacional poderia sair do domínio socialista e ir para o PMDB. No partido, o comentário é que caminham bem as negociações para que o deputado Geddel Vieira Lima (BA) seja ministro. "Eu não fechei nada ainda", disse Lula. O presidente admitiu que gostaria de ter de volta à pasta o ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE), hoje deputado. Ciro alegou, porém, que prefere ficar na Câmara.
Espera
No Ministério da Justiça, o demissionário ministro Márcio Thomaz Bastos espera para sair e tem se limitado a despachos internos, enquanto alas de delegados da Polícia Federal lutam para pôr no cargo de diretor-geral pessoa do interesse delas. O número de operações caiu: em novembro e dezembro, a PF fez 45 delas - o equivalente a uma por dia útil; em janeiro e fevereiro, foram apenas oito - uma por semana.
Sem muito o que fazer, pois há exatamente um mês encaminhou ao Congresso as medidas provisórias e projetos do PAC, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, tirou férias de seu cargo de gerente do governo. O recesso termina na sexta-feira, dia 2. Ela só volta ao trabalho no dia 5.
No Ministério do Desenvolvimento, o ministro Luiz Fernando Furlan retornou de suas segundas férias ontem. Ele aguarda apenas a nomeação do substituto. "Vou conversar com o presidente durante a viagem ao Uruguai, no domingo", disse o ministro "Será uma conversa aérea".
A disputa em torno da pasta de Cidades contribuiu para que o ministro Márcio Fortes saísse de férias. Ele volta na próxima segunda-feira. Outro que preferiu gozar as férias a esperar a definição do presidente foi o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Ele entrou de recesso no dia 21 para retornar ao trabalho no dia 5 de março. Protegido do senador José Sarney (PMDB-AP), Rondeau está com a situação tranqüila e deverá permanecer no cargo.
COMENTANDO A NOTICIA: O que não faltou para Lula até agora foram desculpas “porcas” para não governar o país. Tenho fé de que ele não vá esperar um terceiro mandato para começar a governar de fato o país. Ou será que esta vagabundagem não terá fim ? Razão, portanto, ao Financial Times em classificar seu governo de ridículo e medíocre.