Andreza Matais, Gabriela Guerreiro, da Folha Online
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A Executiva Nacional do PT deve ignorar os apelos do Planalto e manter a indicação da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy para o Ministério das Cidades. A pasta faz parte da cota do PP, que pretende manter Márcio Fortes à frente do ministério. O Planalto já havia avisado o PT para não pleitear os ministérios que são ocupados por partidos aliados.
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O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, afirmou hoje que considera Marta um "quadro nacional", "que pode ser aproveitado em qualquer quadro do governo". Segundo o blog do Josias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria avisado integrantes do PT que a ex-prefeita ficaria fora do novo ministério.
O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, afirmou hoje que considera Marta um "quadro nacional", "que pode ser aproveitado em qualquer quadro do governo". Segundo o blog do Josias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria avisado integrantes do PT que a ex-prefeita ficaria fora do novo ministério.
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O PT também deve sacramentar a indicação dos deputados Walter Pinheiro (PT-BA) para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para a Secretaria Especial de Direitos Humanos, entre outros nomes.
O PT também deve sacramentar a indicação dos deputados Walter Pinheiro (PT-BA) para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para a Secretaria Especial de Direitos Humanos, entre outros nomes.
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Apesar da pressão pela indicação de Marta, integrantes da Executiva Nacional do PT vão cobrar da ex-prefeita Marta Suplicy uma definição sobre sua possível candidatura à prefeitura de São Paulo em 2008. Se a resposta for positiva, um grupo de petistas defende que o nome de Marta seja descartado na reforma ministerial com o argumento de que o governo não pode servir de escada para suas pretensões político-eleitorais.
Apesar da pressão pela indicação de Marta, integrantes da Executiva Nacional do PT vão cobrar da ex-prefeita Marta Suplicy uma definição sobre sua possível candidatura à prefeitura de São Paulo em 2008. Se a resposta for positiva, um grupo de petistas defende que o nome de Marta seja descartado na reforma ministerial com o argumento de que o governo não pode servir de escada para suas pretensões político-eleitorais.
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"Para quem for candidato em 2008, ser ministro é meio esquisito. Não acho que ministério deva ser um trampolim. Não dá para projetá-la por meio de um ministério porque ela já tem grande expressão nacional. O ministério não pode ser pensado com objetivo eleitoral', disse o deputado Fernando Ferro (PT-PE), que integra a Executiva Nacional e a corrente Movimento PT --a segunda maior do partido após o Campo Majoritário.
"Para quem for candidato em 2008, ser ministro é meio esquisito. Não acho que ministério deva ser um trampolim. Não dá para projetá-la por meio de um ministério porque ela já tem grande expressão nacional. O ministério não pode ser pensado com objetivo eleitoral', disse o deputado Fernando Ferro (PT-PE), que integra a Executiva Nacional e a corrente Movimento PT --a segunda maior do partido após o Campo Majoritário.
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Já os petistas favoráveis ao nome de Marta alegam que a ex-prefeita não vai concorrer à prefeitura no ano que vem e, por isso, poderá concluir o segundo mandato de Lula no primeiro escalão do governo até 2010.
Já os petistas favoráveis ao nome de Marta alegam que a ex-prefeita não vai concorrer à prefeitura no ano que vem e, por isso, poderá concluir o segundo mandato de Lula no primeiro escalão do governo até 2010.
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A Executiva Nacional do PT se reúne na segunda-feira em Brasília para definir a lista de nomes e ministérios que o partido vai reivindicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parte da Executiva, segundo Ferro, também é contrária à possibilidade de o PT pleitear pastas da cota de outras legendas. "No governo de coalizão, tem que se pensar em compartilhar ministérios", disse.
A Executiva Nacional do PT se reúne na segunda-feira em Brasília para definir a lista de nomes e ministérios que o partido vai reivindicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parte da Executiva, segundo Ferro, também é contrária à possibilidade de o PT pleitear pastas da cota de outras legendas. "No governo de coalizão, tem que se pensar em compartilhar ministérios", disse.
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O presidente sinalizou ontem, durante encontro com integrantes do PSB, que não sabe onde acomodar Marta caso o PT insista em indicá-la para o primeiro escalão. Lula confidenciou que gostaria de manter o Ministério das Cidades com o PP e o da Educação, para o qual Marta também é cotada, com o petista Fernando Hadadd.
O presidente sinalizou ontem, durante encontro com integrantes do PSB, que não sabe onde acomodar Marta caso o PT insista em indicá-la para o primeiro escalão. Lula confidenciou que gostaria de manter o Ministério das Cidades com o PP e o da Educação, para o qual Marta também é cotada, com o petista Fernando Hadadd.
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Ferro avalia que os atuais ministros petistas representam bem o partido no governo e que as mudanças devem ocorrer não necessariamente no comando das pastas. O deputado também considera que a cota do PT paulista no governo não passa, necessariamente, pela indicação de Marta. "Há outras maneiras de incorporar São Paulo na reforma", afirmou.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Seria interessante que alguém avisasse ao pessoal do PT que o presidente que o país elegeu foi Lula, e não o PT. Além disso, dizerem que Marta serve para qualquer cargo é o mesmo que dizer que ela não serve para nenhum. Ninguém é assim tão versátil, e o que é pior: sem nunca ter exercido nenhum cargo em nível federal. Marta pode (eu disse “pode”) até ser um nome forte do partido em nível regional, afinal foi prefeita de São Paulo, muito embora sua gestão até hoje gere na população repulsa e calafrios. Mas não lhe dá nenhum privilégio superior de se obrigar Lula a reacomodar todas as forças de seu governo apenas para arranjar um lugar para Marta Suplicy, que não é nenhuma sumidade assim para obrigatoriamente pertencer ao ministério de Lula. E por que tal valiosa senhora não pode ser alojada em uma secretaria se a consideram tão indispensável ? É por problemas de vaidade ? Ou será necessidade de lhe dar visibilidade para futura eleição e este papo todo do Fernando Ferro é pura cascata ?
Ferro avalia que os atuais ministros petistas representam bem o partido no governo e que as mudanças devem ocorrer não necessariamente no comando das pastas. O deputado também considera que a cota do PT paulista no governo não passa, necessariamente, pela indicação de Marta. "Há outras maneiras de incorporar São Paulo na reforma", afirmou.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Seria interessante que alguém avisasse ao pessoal do PT que o presidente que o país elegeu foi Lula, e não o PT. Além disso, dizerem que Marta serve para qualquer cargo é o mesmo que dizer que ela não serve para nenhum. Ninguém é assim tão versátil, e o que é pior: sem nunca ter exercido nenhum cargo em nível federal. Marta pode (eu disse “pode”) até ser um nome forte do partido em nível regional, afinal foi prefeita de São Paulo, muito embora sua gestão até hoje gere na população repulsa e calafrios. Mas não lhe dá nenhum privilégio superior de se obrigar Lula a reacomodar todas as forças de seu governo apenas para arranjar um lugar para Marta Suplicy, que não é nenhuma sumidade assim para obrigatoriamente pertencer ao ministério de Lula. E por que tal valiosa senhora não pode ser alojada em uma secretaria se a consideram tão indispensável ? É por problemas de vaidade ? Ou será necessidade de lhe dar visibilidade para futura eleição e este papo todo do Fernando Ferro é pura cascata ?