Xico Vargas, NoMínimo
A Valec – Engenharia e Construções –, empresa que administra a liquidação da antiga Rede Ferroviária Federal, recebeu do ministério dos Transportes uma tarefa que interessa aos dois lados desta Ponte Aérea: definir, preparar e realizar licitação internacional para botar nos trilhos um sistema de trem-bala entre Rio e São Paulo.
Ainda estão sendo acertados detalhes como período de concessão à exploração, custo da obra e tecnologia que será empregada. Mas já se sabe que não poderá partir da estação Pedro II (Central do Brasil), no Rio, nem da estação da Luz, em São Paulo, como já foi cogitado. Em ambas há galerias de metrô no subsolo e cavar níveis abaixo disso para as plataformas do trem-bala encareceria demais.
No Rio a situação é ainda pior, porque, além de galeria e estação, há um ramal que leva ao pátio de manutenção do metrô, também subterrâneo. A necessidade de correr extensos trechos abaixo da superfície, no caso do trem-bala, deve-se à própria natureza e objetivo do sistema. Tanto a velocidade inicial (140 km/h) quanto a de cruzeiro (270 km/h) exigem que toda a linha esteja livre de cruzamentos ou passagens de nível.
No Rio, portanto, o trem poderá ter ponto na estação Barão de Mauá (Leopoldina), que freqüentou as primeiras conversas, mas havia sido abandonada. Em São Paulo, com a dúzia de terminais que há na cidade não faltará lugar. Mais importante é saber que a tecnologia será escolhida entre o que fornecem de mais eficiente Japão, França, Inglaterra e Alemanha.
China já esteve nesse grupo, mas o sistema que utiliza hoje (levitação magnética) ainda atrai controvérsias. Mais do ponto de vista dos custos do que da eficiência. (A propósito, a Coppe-RJ testa um protótipo de criação própria que emprega essa tecnologia.)
A previsão aponta para que o trem-bala esteja entregue ao fim do governo Lula, ainda que faltem obras complementares. Pronto, cumprirá o trajeto em menos de duas horas e com mais conforto que os aviões da Ponte Aérea. A redução da procura talvez consiga fazer com que viagens aéreas no trecho voltem a ser coisa corriqueira e não a aventura atual.
Finalmente, entre os venenos que já circulam em Brasília por conta dessa obra um, pelo menos, atribui a ela o irrefreável desejo do PMDB de voltar ao ministério dos Transportes.
A Valec – Engenharia e Construções –, empresa que administra a liquidação da antiga Rede Ferroviária Federal, recebeu do ministério dos Transportes uma tarefa que interessa aos dois lados desta Ponte Aérea: definir, preparar e realizar licitação internacional para botar nos trilhos um sistema de trem-bala entre Rio e São Paulo.
Ainda estão sendo acertados detalhes como período de concessão à exploração, custo da obra e tecnologia que será empregada. Mas já se sabe que não poderá partir da estação Pedro II (Central do Brasil), no Rio, nem da estação da Luz, em São Paulo, como já foi cogitado. Em ambas há galerias de metrô no subsolo e cavar níveis abaixo disso para as plataformas do trem-bala encareceria demais.
No Rio a situação é ainda pior, porque, além de galeria e estação, há um ramal que leva ao pátio de manutenção do metrô, também subterrâneo. A necessidade de correr extensos trechos abaixo da superfície, no caso do trem-bala, deve-se à própria natureza e objetivo do sistema. Tanto a velocidade inicial (140 km/h) quanto a de cruzeiro (270 km/h) exigem que toda a linha esteja livre de cruzamentos ou passagens de nível.
No Rio, portanto, o trem poderá ter ponto na estação Barão de Mauá (Leopoldina), que freqüentou as primeiras conversas, mas havia sido abandonada. Em São Paulo, com a dúzia de terminais que há na cidade não faltará lugar. Mais importante é saber que a tecnologia será escolhida entre o que fornecem de mais eficiente Japão, França, Inglaterra e Alemanha.
China já esteve nesse grupo, mas o sistema que utiliza hoje (levitação magnética) ainda atrai controvérsias. Mais do ponto de vista dos custos do que da eficiência. (A propósito, a Coppe-RJ testa um protótipo de criação própria que emprega essa tecnologia.)
A previsão aponta para que o trem-bala esteja entregue ao fim do governo Lula, ainda que faltem obras complementares. Pronto, cumprirá o trajeto em menos de duas horas e com mais conforto que os aviões da Ponte Aérea. A redução da procura talvez consiga fazer com que viagens aéreas no trecho voltem a ser coisa corriqueira e não a aventura atual.
Finalmente, entre os venenos que já circulam em Brasília por conta dessa obra um, pelo menos, atribui a ela o irrefreável desejo do PMDB de voltar ao ministério dos Transportes.