Na cerimônia de assinatura do decreto que cria a Política Nacional de Desenvolvimento Regional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem a necessidade de o governo privilegiar os mais pobres. Somente o Estado faz investimentos em áreas que nenhum segmento do setor privado tem interesse, afirmou o presidente, citando como exemplo o projeto de revitalização Rio São Francisco.
"Há um desequilíbrio estrutural no desenvolvimento", disse Lula, em solenidade realizada no Palácio do Planalto. De acordo com o presidente, o Plano de Aceleração do Desenvolvimento (PAC) "foi pensado para vencer essas diferenças".
Lula advertiu ainda que está com "uma lupa" acompanhando a execução de todos os projetos do PAC e encerrou dizendo que o programa não terá o mesmo fim de projetos de governos anteriores que eram anunciados e não saíam do papel. "Quero dizer que acabou-se o tempo em que o governo anunciava uma coisa e ela não acontecia. Acabou-se este tempo", assegurou o presidente.
Lula reconheceu que os empecilhos são muitos para travar os projetos - burocracia interna, não aprovação do projeto no Congresso, liminar na Justiça por alguém prejudicado, intervenção do Ibama ao encontrar alguma irregularidade ou o TCU descobrir algo equivocado. "No PAC nós estamos tendo cuidado e acompanhando com lupa (a realização dos projetos)", disse o presidente, comentando que, a todo momento, quer saber como está cada obra.
"Se não for assim, a gente corre o risco de ter anunciado mais um plano como tantos que já foram anunciados e que não aconteceram no frigir dos ovos", desabafou. Para assegurar a execução dos projetos, Lula anunciou que vai conversar com os governadores, para pedir apoio deles para garantir a execução das obras. "Na hora em que formos começar a fazer as obras, vamos chamar governadores ou prefeitos das cidades e fazer um protocolo para que todos nós fiscalizemos para que as obras aconteçam. Se ela acontecerem, não importa quem ganhou, o que importa é que o povo brasileiro vai viver um pouco melhor é quem ganhou", declarou.
Lula aproveitou para rebater acusações de que estaria privilegiando obras no Nordeste por ser daquela região. Na opinião do presidente, cabe ao Estado estender a mão para regiões, como o semi-árido e o Vale do Jequitinhonha, onde grupos empresariais não querem investir por falta de viabilidade econômica. "É papel do Estado não pensar só na lógica do mercado. Tem de pensar na lógica das necessidades de desenvolvimento e levar oportunidade para aqueles que não tiveram oportunidade", disse Lula, avisando que "a parte mais pobre do país tem de ser privilegiada".
Mas ele justificou que está fazendo também investimentos em áreas urbanas pobres dos grandes centros, como Rio e São Paulo. "Estamos destinando muito dinheiro para urbanização de favelas e saneamento básico, pensando nos grandes centros urbanos, onde está a maior concentração de problemas", disse ao salientar que "este país está sendo pensado diferente".
Lula voltou a atacar o governo anterior dizendo que recebeu o país com "desequilíbrio econômico e social" e que só agora, no segundo mandato, está podendo dar novos passos em beneficio da população mais carente. "As coisas agora estão arrumadas na economia", comentou, ao falar sobre os projetos que o governo está realizando nas regiões mais pobres.
"Até porque não teria nenhum sentido um segundo mandato, se fosse apenas para repetir tudo o que fizemos no primeiro, sem criar coisas novas, e nós temos que planejamento regional e desenvolvimento regional pensando economicamente, mas temos de pensar também do ponto de vista educacional e cultural", completou o presidente, reiterando que "há um desequilíbrio estrutural no investimento e nas ações do governo" e que com as medidas que estão sendo adotadas, o Brasil terá "mais uma chance".
COMENTANDO A NOTICIA: Há três aspectos a serem ressaltados nesta “fala” de Lula: a) política para os pobres não é nenhum favor, é obrigação de qualquer governante; b) Ele não é o primeiro e tampouco será o último a direcionar seu governo para políticas em favor dos mais necessitados; c) Políticas para os pobres não quer dizer que o governo adote políticas “pobres”, como tem sido usual em seu governo. O que os pobres querem é mais emprego, mais renda, mais respeito à sua condição de cidadão. Um exemplo: o pobre quer chegar num hospital e ser atendido como gente, com dignidade, com educação, e não ficar sendo jogado de lá para cá numa peregrinação de hospitais em hospitais até que acabe morto na porta de algum deles, a espera de atendimento. Pobre quer chegar à idade de aposentadoria e obtê-la sem sacrifícios, e sem precisar sofrer toda a sorte de maus tratos, de descortesias, de constrangimentos de parte do Estado. Pobre, senhor Lula, quer colocar seus filhos em escolas que não estejam caindo aos pedaços, e com a certeza de que seus filhos receberão uma educação de qualidade capaz de lhes permitir abrir caminhos no seu crescimento profissional. E quando formado, quer ter a certeza de que seu filho encontrará no país oportunidades de emprego e não precisar ficar disputando a tapa uma vaguinha quebra-galho aqui ou ali. Pobre, senhor Lula, quer respeito, quer oportunidades. O que pobre menos quer, e que o senhor presidente parece não ter se dado conta disso, é receber a esmola humilhante de indigente. Não quer ficar na ociosidade vivendo à margem da sociedade e às custas dela, sem cidadania, sem respeito, sem chances de tornar-se um orgulho para si mesmo. Foi possível entender isto, ou quer que lhe desenhe, senhor Lula ?
"Há um desequilíbrio estrutural no desenvolvimento", disse Lula, em solenidade realizada no Palácio do Planalto. De acordo com o presidente, o Plano de Aceleração do Desenvolvimento (PAC) "foi pensado para vencer essas diferenças".
Lula advertiu ainda que está com "uma lupa" acompanhando a execução de todos os projetos do PAC e encerrou dizendo que o programa não terá o mesmo fim de projetos de governos anteriores que eram anunciados e não saíam do papel. "Quero dizer que acabou-se o tempo em que o governo anunciava uma coisa e ela não acontecia. Acabou-se este tempo", assegurou o presidente.
Lula reconheceu que os empecilhos são muitos para travar os projetos - burocracia interna, não aprovação do projeto no Congresso, liminar na Justiça por alguém prejudicado, intervenção do Ibama ao encontrar alguma irregularidade ou o TCU descobrir algo equivocado. "No PAC nós estamos tendo cuidado e acompanhando com lupa (a realização dos projetos)", disse o presidente, comentando que, a todo momento, quer saber como está cada obra.
"Se não for assim, a gente corre o risco de ter anunciado mais um plano como tantos que já foram anunciados e que não aconteceram no frigir dos ovos", desabafou. Para assegurar a execução dos projetos, Lula anunciou que vai conversar com os governadores, para pedir apoio deles para garantir a execução das obras. "Na hora em que formos começar a fazer as obras, vamos chamar governadores ou prefeitos das cidades e fazer um protocolo para que todos nós fiscalizemos para que as obras aconteçam. Se ela acontecerem, não importa quem ganhou, o que importa é que o povo brasileiro vai viver um pouco melhor é quem ganhou", declarou.
Lula aproveitou para rebater acusações de que estaria privilegiando obras no Nordeste por ser daquela região. Na opinião do presidente, cabe ao Estado estender a mão para regiões, como o semi-árido e o Vale do Jequitinhonha, onde grupos empresariais não querem investir por falta de viabilidade econômica. "É papel do Estado não pensar só na lógica do mercado. Tem de pensar na lógica das necessidades de desenvolvimento e levar oportunidade para aqueles que não tiveram oportunidade", disse Lula, avisando que "a parte mais pobre do país tem de ser privilegiada".
Mas ele justificou que está fazendo também investimentos em áreas urbanas pobres dos grandes centros, como Rio e São Paulo. "Estamos destinando muito dinheiro para urbanização de favelas e saneamento básico, pensando nos grandes centros urbanos, onde está a maior concentração de problemas", disse ao salientar que "este país está sendo pensado diferente".
Lula voltou a atacar o governo anterior dizendo que recebeu o país com "desequilíbrio econômico e social" e que só agora, no segundo mandato, está podendo dar novos passos em beneficio da população mais carente. "As coisas agora estão arrumadas na economia", comentou, ao falar sobre os projetos que o governo está realizando nas regiões mais pobres.
"Até porque não teria nenhum sentido um segundo mandato, se fosse apenas para repetir tudo o que fizemos no primeiro, sem criar coisas novas, e nós temos que planejamento regional e desenvolvimento regional pensando economicamente, mas temos de pensar também do ponto de vista educacional e cultural", completou o presidente, reiterando que "há um desequilíbrio estrutural no investimento e nas ações do governo" e que com as medidas que estão sendo adotadas, o Brasil terá "mais uma chance".
COMENTANDO A NOTICIA: Há três aspectos a serem ressaltados nesta “fala” de Lula: a) política para os pobres não é nenhum favor, é obrigação de qualquer governante; b) Ele não é o primeiro e tampouco será o último a direcionar seu governo para políticas em favor dos mais necessitados; c) Políticas para os pobres não quer dizer que o governo adote políticas “pobres”, como tem sido usual em seu governo. O que os pobres querem é mais emprego, mais renda, mais respeito à sua condição de cidadão. Um exemplo: o pobre quer chegar num hospital e ser atendido como gente, com dignidade, com educação, e não ficar sendo jogado de lá para cá numa peregrinação de hospitais em hospitais até que acabe morto na porta de algum deles, a espera de atendimento. Pobre quer chegar à idade de aposentadoria e obtê-la sem sacrifícios, e sem precisar sofrer toda a sorte de maus tratos, de descortesias, de constrangimentos de parte do Estado. Pobre, senhor Lula, quer colocar seus filhos em escolas que não estejam caindo aos pedaços, e com a certeza de que seus filhos receberão uma educação de qualidade capaz de lhes permitir abrir caminhos no seu crescimento profissional. E quando formado, quer ter a certeza de que seu filho encontrará no país oportunidades de emprego e não precisar ficar disputando a tapa uma vaguinha quebra-galho aqui ou ali. Pobre, senhor Lula, quer respeito, quer oportunidades. O que pobre menos quer, e que o senhor presidente parece não ter se dado conta disso, é receber a esmola humilhante de indigente. Não quer ficar na ociosidade vivendo à margem da sociedade e às custas dela, sem cidadania, sem respeito, sem chances de tornar-se um orgulho para si mesmo. Foi possível entender isto, ou quer que lhe desenhe, senhor Lula ?